Mascarenhas

0 Comentários // em A Espiral // 16 de dezembro de 2009

Olá, meus caros profissionais da saúde e pretendentes ao posto.

Passaram-se longos meses desde que escrevi a última coluna e muito aconteceu dentro e fora dos bastidores da saúde de São Carlos. Ah, os ventos de novos muros sopraram no Hospital-Escola e ergueu-se, da terra rossa são-carlense, uma grande estrutura metálica com a aparência certeira de algo que ficará pronto em menos tempo do que um senador precisa para comprar uma passagem aérea, a preço reduzido, para a Esteliolandia.

Claro que permanecerá uma só pergunta: quanto tempo passará entre a saída dos profissionais da construção civil e a entrada dos profissionais da saúde? Mas antes de tudo, foi-me imposto um tema. Apesar de eu mandar na minha coluna, os editores da Espiral, na linha amena e argumentativa do governo chinês, entuxaram-me o tema da Rede – Enrola, perdão, Rede – Escola. Afinal de contas, prevalece a rede ou a escola? A ter de exemplo, novamente, o Hospital – Escola. Após entrar para o Guiness (graças à Rede) como o segundo maior PS da América Latina, quebrando assim o paradigma de atenção terciária que se tentava implantar (graças à Escola) no município, sobressaiu-se a questão: qual será o “acordão” para os próximos módulos? Afinal de contas, se é necessário um encaminhamento para conseguir uma consulta no CEME, como vai ser com os ambulatórios do HE?

Se houver uma inclinação ao passado e forem utilizadas tendências do projeto Pronto Socorro – Escola, os clínicos deitarão e rolarão de alegria, afinal, haverá gente saindo pelo ladrão na porta do HE para conseguir uma chapa de pulmão ou uma dipirona; já os cirurgiões se remoerão, pelo fato de que nunca houve, na história documentada da Medicina, quem chegasse à porta de hospital e pedisse, a plenos pulmões, uma laparotomia exploradora devido a sangue nas fezes.

Você viu as últimas novas do H1N1? Não? Te quiedas tranquillo. Após o número de notícias aumentar, em quantidade e escabrosidade, mais rápido do que o número de casos confirmados, a H1N1 realizou o sonho de quase toda população brasileira que assiste à atual novela das oito: foi conhecer a Europa. Surpreendente ou não, ainda não houve nenhum notícia bombástica sobre essa nova, pouco fortuita imigrante por lá, há não ser que ela quase cancelou o Campeonato Francês de Futebol, mas até esse ponto, tudo bem, pois desde a aposentadoria de Zidane, questiona-se sobre a existência do futebol francês. Houve rumores de que ela faria uma escala nos EUA, mas, como quase tudo que tem origem na América Latina, ela também foi barrada.

É claro que não passou desapercebida a greve dos estudantes de Medicina da UFSCar e, se você, cidadão sãocarlense, foi uma das pessoas que não sabia se aquilo se tratava de parte do trote e, por consequencia, daria algum dinheiro e incentivar o alcoolismo estudantil, não se preocupe. Aquilo foi mesmo um trote, só que dessa vez, com proporções municipais: os estudante de Medicina tiveram que parar suas aulas para segurar placas e distribuir panfletos por toda a cidade. Qual foi o motivo? Não se sabe ao certo, pois, entre os usos mais recorrentes do panfleto, constam “construção de aviõezinhos de papel” e “treino de arremeso ao lixo”, sendo listada a opção “leitura” apenas no penúltimo lugar da lista. Ao que se sabe, passou-se um boato, entre muitos outros, de que não havia planos para um Hospital-Escola para os alunos da 1ª Turma, no momento em que estes alcançassem o internato. Boatos a parte, fato é que alguns alunos da 4ª Turma ainda não viram a cara de uma USF e, para eles, considerasse a possibilidade de obterem um diploma duplo em Medicina e Construção Civil. Que tal isso para um trote?

Venho desculpar-me com um dos estudante que me enviou um e-mail comentando sobre os “planinhos” da maternidade. Infelizmente, o fio da conversa morreu em algum dos e-mails e não houve continuação sobre o que seriam os tais “planinhos”. Já ouvi falar de um “acidentezinho” que nasceu na maternidade e acabou com os “planinhos” de alguém, mas fora isso, nada mais. E por favor, mandem e-mails, pois nos últimos meses os mais interessados na minha caixa de correio eletrônico foram os Srs. “Click here to enlarge your penis” e “You’re the 12974309082 customer to win a prize!”

Vou deixando aqui, por último, a minha dedicatória, para quem fez merecer nos últimos 200 anos ou 2 minutos. Dessa vez, o felizardo a constar nessas linhas é o Prof. Bernardino Souto, atual coordenador do curso de Medicina, por ter assumido o famigerado (e quase abandonado) cargo em questão. Para ele, a dedicatória, por ter assumido aquilo que foi considerado, por especialistas, o maior abacaxi do mundo!

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