Qual o perfil de médico que a UFSCar quer formar?

0 Comentários // em A Espiral // 16 de dezembro de 2009

Qual o perfil de médico que a UFSCar quer formar?Todos os estudantes de medicina, em algum grau e em algum momento, imaginaram-se no futuro, atuando como médicos. É justamente nessa fantasia em que costumam se perguntar: “afinal, que tipo de médico eu vou ser?”
Alguns não têm idéia do que aguardar para o futuro, enquanto outros estão determinados, como se fossem predestinados, a seguir uma dada especialidade.

No entanto, conforme avançamos pelo curso e vivemos as experiências da prática Médica, notamos que, a todo o momento, nossas crenças são colocadas à prova. Assim, a área de especialização lato sensu é, para a grande maioria dos estudantes de Medicina, uma incógnita que permeia todo o curso de graduação, podendo ainda existir por vários anos após a formatura.

Podemos pensar em várias teorias que podem explicar essa hesitação por parte dos estudantes, como, por exemplo, o pouco contato com as especialidades médicas nos primeiros anos da graduação e a imensa responsabilidade de escolher, com todas as consequências, como seu futuro profissional será traçado. Somado a isso, temos ainda a maior valorização do médico que atua como especialista em relação ao que atua como generalista dentro da cultura e da estrutura de ensino e da prática no Brasil. Dessa forma, uma das poucas certezas que a maioria dos estudantes de Medicina tem, apesar de toda a incerteza que envolve este assunto, é que terá que se especializar ao final do curso de graduação. Levando tudo isso em conta, uma dúvida ainda teima em me perturbar: “a Medicina é feita, portanto, por especialistas?” Continue Lendo →

O SUS São Carlense caminha para concretizar as conquistas de 88

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O Sistema Único de Saúde (SUS) é constituído pelo conjunto das ações e serviços de saúde sob gestão pública.
Está organizado em redes regionalizadas e hierarquizadas e atua em todo o território nacional, com direção única em cada esfera de governo, através de um atendimento integral.

Prioriza atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços em todos os níveis de assistência e com a participação da comunidade.

O artigo 196 da constituição de 1988 cita que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação” .

A realidade dos moradores de São Carlos contempla essas propostas? Continue Lendo →

Conferência municipal de saúde: O SUS que temos e o SUS que queremos

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Conferência municipal de saúde: O SUS que temos e o SUS que queremosCom o tema “A Estratégia de Saúde da Família: O SUS que temos e o SUS que queremos” foi realizada nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2009 a 4ª Conferência Municipal de Saúde de São Carlos. Antecederam a realização da conferência, meses de preparação e dedicação por parte da comissão organizadora, as discussões realizadas no Conselho Municipal de Saúde (CMS) e as nove pré-conferências de saúde, que aconteceram nos bairros Cidade Aracy, Vila Isabel, Redenção, Vila Nery, Maria Stela Fagá, Santa Felícia, Parque Delta e nos distritos de Água Vermelha e Santa Eudóxia, além da pré-conferência temática sobre controle social que discutiu a “Participação popular na construção do SUS”.

Com o objetivo de construir os rumos da política de saúde de São Carlos, a conferência tem o papel de construir e aprovar propostas apresentadas pelos participants. Assim, o CMS poderá, em caráter permanente e deliberativo, atuar na formulação de estratégias e no controle da execução das políticas formuladas pela Secretária Municipal de Saúde, em conformidade com aquelas propostas e diretrizes aprovadas na conferência. Continue Lendo →

Rede-Escola: entendendo o passado, para entender o presente e fazer o futuro

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A implantação do Curso de Medicina da UFSCar representa a viabilização de uma nova fase no modelo de ensino médico. Tenta-se sair do modelo tradicional de ensino, baseado no Relatório Flexner de 1910, conhecido também como modelo-biomédico, fundamentado no ensino das ciências básicas e hospitalocêntrico, para um modelo no qual a multicausalidade das doenças e a prevenção e a promoção de saúde ficam em destaque.

Com os avanços tecnológicos ao longo de 1910 até a década de 1970, os fatores ambientais, os estilos de vida e como as pessoas fazem uso do serviço de saúde foram reconhecidos como determinantes importantes no Processo de saúde-doença . A evolução do conhecimento fez com que a saúde do ser humano passasse a ser entendida através da uma visão de integralidade, na qual se busca abordar não só uma perspectiva biológica, mas também o psicossocial. O ponto de inflexão para essas mudanças foi o lançamento do Relatório Lalonde em 1974.

Em uma Conferência Internacional da OMS, em Alma-Ata 1978, que foi reforçada a necessidade de uma Atenção Primária à Saúde forte, devidamente estruturada e que cuidasse da saúde dos pacientes sob a ótica da integralidade, onde se busca realizar a prevenção e a promoção da saúde. Esse novo modelo de saúde proposto exigia, portanto, que os profissionais formados na área da saúde saíssem devidamente aptos para atuarem nesse novo sistema de saúde.
Surgiu então na década de 1980 a Declaração de Edimburgo, durante uma reunião da Federação Mundial de Educação Médica, onde foram apontadas as diretivas para que essa nova “formação médica” acontecesse baseada principalmente na articulação Escola e Serviços de saúde. Entenda que quando os estudantes do curso de medicina da UFSCar são inseridos no SUS de São Carlos, certamente essa Declaração teve uma grande contribuição. Continue Lendo →

O que aconteceu no COBEM 2009?

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Durante os dias 17 a 20 de outubro aconteceu o COBEM, o Congresso Brasileiro de Educação Médica, na cidade de Curitiba. Na sua 47ª edição, o tema escolhido foi “O SUS COMO ESCOLA”, que foi reflexo de uma necessidade crescente de discutir e propor soluções para a inserção do aluno no sistema público de saúde, que ainda encontra-se muito precarizada na maioria das Escolas de Medicina do Brasil.

O ambiente do Congresso é traduzido por uma enorme troca de experiências entre alunos e professores de diferentes regiões do Brasil. Em particular neste ano, recordes foram quebrados. Houve a presença de 178 escolas médicas, dentre elas a nossa querida UFSCar que foi grandiosamente representada por mim e pelo nosso colega de curso Hugo Tadeu Amaral (TII). A produção científica do congresso contou com a apresentação de 1175 painéis, sendo estes escolhidos de um número inicial de 1640 trabalhos. Outro destaque foi o número de atividades, tais como oficinas, plenárias, cursos, fóruns, grupos de simulação e apresentações orais. Normalmente havia mais de 15 atividades simultâneas. Havia também grande qualidade dos palestrantes, destacando-se entre eles a notável presença de Madalena Patricio, presidente da AMEE (Association for Medical Education in Europe). Continue Lendo →

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