Reuni

0 Comentários // em A Espiral // 16 de dezembro de 2009

Escrever alguma coisa sobre o Reuni logo assim, num início de ano é trilhar uma caminho tortuoso. Para quem não sabe, o Reuni é um programa do governo federal para ampliação do acesso dos estudantes às universidades públicas. Mas isso não é ótimo? Ampliar o acesso ao conhecimento, aumentar o número de vagas dentro de uma universidade pública não é uma coisa boa? Afinal, a Universidade não é um espaço burguês que privilegia quem tem maiores condições econômicas e marginaliza aqueles que tem menos oportunidades?

Como eu disse, e é por aqui que começa a tortura. Quem está entrando na universidade hoje por causa das vagas criadas pelo Reuni, provavelmente está agradecendo a oportunidade que lhe foi dada. Estas pessoas estão realizando um sonho e esse sentimento é, acima de tudo, legítimo! Mas ampliar o acesso ao conhecimento e democratizar a educação é muito mais que simplesmente criar vagas e investir deliberadamente em infra – estrutura. O Reuni peca por creditar toda uma “reforma universitária” ao cumprimento de metas de investimentos e ampliação de vagas.

A lógica nos diz que, ao investir em educação e criar mais vagas para estudantes, deve-se contratar mais professores na mesma proporção. Pois é, mas parece que os idealizadores do Reuni se esqueceram dessa lição. Uma das metas do Reuni é aumentar a quantidade de alunos por professor a um patamar de 18 para um. Com esse aumento, o que acontece é que os professores ficam sobrecarregados. Soma- se isto ao baixo incentivo salarial desses profissionais e o que se pode prever não é nada animador. Continue Lendo →

Metodologias ativas de ensino-aprendizagem

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Medicina UFSCar

Nas últimas décadas, descobertas e transformações de diversas áreas do conhecimento humano abriram caminho para uma reflexão profunda sobre os processos de criação e de transmissão dos saberes e, também, das estratégias de ensino-aprendizagem. Aprendemos que os conhecimentos são melhores adquiridos, recordados e usados quando ensinados, praticados e avaliados no ambiente em que serão utilizados. Atravessamos um processo de acumulação exponencial e de constante renovação dos conhecimentos exigidos no ambiente profissional. O acesso aos serviços de saúde foi ampliado e, agora, é considerado um direito social. Isso, aliado a outros mecanismos de propagação de conhecimentos, ocasionou um maior acesso às informações sobre saúde. As pessoas estão mais conscientes acerca dos seus direitos e dos cuidados para com si mesmas. Dessa forma, a expectativa dos usuários destes serviços foi alterada e, principalmente, as relações deles com os profissionais que os atendem se constitui através de novos significados. No âmbito da saúde coletiva, ocorreu uma mudança no perfil epidemiológico da população de nosso país, com predomínio crescente das doenças crônico-degenerativas, que envolve transformações das estratégias e ações em saúde. As experiências têm nos mostrado que as necessidades de saúde são complexas e que o cuidar integralmente da saúde das pessoas requer conhecimentos interdisciplinares e uma abordagem multiprofissional. Continue Lendo →

Perfil do médico a ser formado

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Medicina UFSCar

O perfil do médico a ser formado pela UFSCar serve para orientar o trajeto dos estudantes no curso, visando, ao final, a satisfação de todos seus quesitos por cada estudante. O perfil aborda três áreas de competência: saúde, gestão e educação. Continue Lendo →

Avaliação / ADP / Formatos

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Medicina UFSCar

A avaliação é uma parte das atividades curriculares que sempre fez parte da vida acadêmica do estudante e que a ele foi colocada como o modo mais eficaz de assegurar a qualidade de seu desempenho. Durante o ensino básico, as avaliações são realizadas fundamentalmente no formato de provas teóricas, de forma que os dois conceitos são com frequencia tratados como sinônimos. A avaliação correta do estudante de Medicina deve abranger todos os caracteres envolvidos na formação profissional: aspectos cognitivos, as habilidades e as competências práticas, e os aspectos afetivos, como as atitudes pessoais do aluno frente a inúmeros aspectos da prática profissionaliente. Assim, além da prova teórica, a prova prática também passa a fazer parte da rotina de avaliações do estudante

No ensino tradicional de Medicina, há uma grande enfasê e prioridade às avaliações somativas ( aquelas que quantificam através de notas geralmente com função de aprovar ou reprovar) do desempenho e conhecimento do estudante. A avaliação somativa é aplicada com grande frequencia e, no Projeto Pedagógico das faculdades é apresentada com o objetivo de ser um método de reforço do aprendizado adquirido por aulas e pelo estudo individual pós-aula, e de identificação de lacunas de conhecimento e preenchimento das mesmas. Mas é sbido que os alunos de Medicina desse método de ensino não utilizam as provas de acordo com o proposto no projeto: acabam vendo as avaliações não como revisão, mas como forma de aprender para “passar na prova”. Assim, costumam se focar no conhecimento que acham que fará parte do exame somativo. Continue Lendo →

Prática Profissional

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Medicina UFSCar

Refletir sobre o trabalho que desenvolvemos na Unidade de Prática Profissional não é uma tarefa fácil já que carregamos com ela alegrias, descobertas, angústias, frustrações, ansiedade, expectativas e todos os outros sentimentos inerentes a seres humanos que lutam para encontrar um equilíbrio entre razão e emoção. E pensar em nossa maneira de aprender,que ainda não faz parte de muitas escolas de medicina as quais poderiam nos servir de modelo e no cenário dessas atividades que está em constante construção, torna essa avaliação ainda mais complexa… Continue Lendo →

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