Clipping: Programa Paciente Simulado durante toda a graduação do curso de Medicina é exclusividade da UFSCar

0 Comentários // em Destaque Medicina Notícias São Carlos UFSCar // 5 de janeiro de 2016

 

Clipping: Programa Paciente Simulado durante toda a graduação do curso de Medicina é exclusividade da UFSCar

“Nunca fiquei doente, nem sequer uma dor de cabeça”, conta Vanir Tirapeli Paranhos, 65 anos, que há dez anos simula o papel de usuária do serviço de saúde para alunos dos cursos de Medicina, Fisioterapia, Enfermagem e Gerontologia da UFSCar.

Vanir, uma das mais antigas atrizes do grupo, é uma das 40 pessoas que participa do Programa de Orientação dos Pacientes Simulados (POPS) da Unidade de Simulação da Prática Profissional e Saúde (USPPS), vinculada ao Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UFSCar. A USPPS fornece apoio aos cursos e departamentos envolvidos na formação de recursos humanos na área de saúde (Medicina, Enfermagem, Gerontologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Psicologia e Educação Física). A chefe desta Unidade, Andrea Aparecida Contini, professora do Departamento de Medicina (DMed), explica que por meio da simulação, os estudantes podem aprender e refletir a prática da profissão. “A simulação é importante pois possibilita ambientes onde é permitido errar e onde o erro pode ser corrigido, já que são utilizados atores, simuladores e/ou outros recursos pertinentes. Com isso, minimizamos os riscos para os sujeitos envolvidos”, reforça.

O grupo que compõe o Programa se reuniu no último dia 3 de dezembro para confraternizar o fim do ano e mais um ano de trabalho, comemorando resultados positivos das atividades realizadas. Andrea conta que o curso de Medicina da UFSCar é o primeiro do Brasil que possui um programa de simulação durante toda a graduação do aluno, do primeiro ao sexto ano. “Nosso perfil de metodologia ativa permite que o aluno vivencie situações encontradas nos cenários reais da prática profissional num ambiente protegido e, desta forma, proporcione experiências com pacientes padronizados e casos clínicos elaborados de forma fictícia e segura, reproduzindo aspectos da realidade e oferecendo ao aluno reflexões e aquisição de competências esperadas para o período letivo, com participação ativa deste aluno no processo de aprendizagem”.

A professora ressalta que a falta de habilidade de comunicação está associada à má prática e erros médicos. “Cerca de 80% das queixas registradas no Conselho Regional de Medicina são relacionadas à comunicação do profissional da saúde com o usuário. Olhar para o paciente, conversar com ele para saber o que ele tem, entendê-lo, é extremamente importante para um atendimento mais humano e também para se conhecer o real diagnóstico”.

Vidício da Silva Paranhos, 67 anos, marido da Vanir, também participa das atividades desde o início do Programa. Ele já tinha experiência com o teatro, que praticava por hobby. “Fui atraído pela palavra ator. Eu gosto muito pois mantém a memória ativa. O grupo é incrível e, além disso, a gente aprende muito”.

Oscar Lopes Ferreira, de 65 anos, também paciente simulado do Programa desde sua criação, sabe que o contato dos atores com o aluno é rico tanto para eles quanto para os estudantes. “Somos colaboradores, ajudamos na formação mais prática dos alunos, a gente vê a evolução deles, na comunicação e no atendimento. O desembaraço em falar com as pessoas mais velhas, as que mais frequentam as unidades de saúde e hospitais”.

O estudante do terceiro ano de Medicina, João Victor Gonçalves, relata que a metodologia de aprendizagem em simulação é um processo muito importante para a formação dos alunos, juntamente com o ambiente físico da USPPS, muito próximo dos ambientes onde um médico pode atuar. “Os atores são muito bons. Como são pessoas e não bonecos, conseguimos fazer os exames básicos de aferição de pressão arterial, batimento cardíaco, respiratório, abdômen, dentre outros. Pela entrevista conseguimos saber as queixas e sintomas. A situação criada neste ambiente de aprendizagem é muito próxima do real, só percebemos que o caso não é de verdade mesmo quando vamos fazer um exame clínico para tentar encontrar o problema por meio de alguns sinais, já que é uma simulação. Talvez poderíamos usar alguns recursos associados ao trabalho do paciente simulado para ajudar a tornar o atendimento simulado ainda mais real”.

Programa de Orientação ao Paciente Simulado
O  Programa foi estruturado em 2006 no Departamento de Medicina da UFSCar, juntamente com a criação do curso de Medicina, tendo como inspiração os programas originados nas universidades de MacMaster, no Canadá, e Maastrich, na Holanda, e em nível nacional, o programa desenvolvido na Famema, em Marília. “O diferencial aqui na UFSCar é que, ao invés de usarmos a metodologia de aprendizagem em simulação somente em um determinado momento da trajetória do aluno ou em algumas disciplinas, ele é inserido durante todo o período acadêmico deste estudante, semanalmente, principalmente nos quatro primeiros anos do curso”, explica Andrea.

O paciente simulado é um recurso educacional utilizado em diversos cenários do ensino há mais de 40 anos. Esta estratégia pedagógica é utilizada no desenvolvimento de habilidades clínicas e também como instrumento de avaliação.

Albecy Cavalari, de 30 anos, estudante de Biblioteconomia, é paciente simulado há dois anos e meio. Ele viu na atividade uma maneira de saber mais sobre assuntos relacionados à saúde e também para quebrar um pouco a timidez. “É um momento de construção em que o aluno pode errar. Um diferencial que vejo também é que posso colaborar depois dizendo como foi o atendimento, o que não acontece num atendimento médico”.

O Programa visa a capacitação de pessoas que apresentem o perfil para atuarem como paciente/ator no que compõe o campo do relacionamento profissional na área da saúde. As pessoas que atuam são orientadas para simularem uma determinada situação, com objetivo de representar a realidade e suas implicações às quais estão expostos os profissionais de saúde. Qualquer pessoa acima de 18 anos, que tenha concluído o Ensino Fundamental e que tenha facilidade para memorizar, pode ser um paciente simulado. O trabalho é remunerado por hora de trabalho e não é necessário ser ator. O interessado se inscreve na USPPS, e quando surge demanda para seu perfil é chamado para participar das reuniões de orientação e capacitação para, posteriormente, atuar como paciente simulado. Cerca de 350 alunos dos curso de Medicina, Enfermagem, Gerontologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Educação Física passam pelo sistema de simulação. “Em nenhum momento o aluno percebe que é um paciente simulado, pois é tão real e rico, que ele pode aprender mesmo a prática da profissão”, conta Andrea.

Exclusividade

Sérgio Luiz Brasileiro Lopes, professor do Departamento de Medicina da UFSCar e gerente de ensino e pesquisa do Hospital Universitário (HU), ressalta que a Universidade é a primeira a colocar no organograma do HU a simulação para capacitar os médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e demais profissionais da equipe do Hospital Universitário, prioritariamente, e também dos serviços de saúde que atendem pelo SUS da cidade. “Nossa prioridade é capacitar os profissionais da saúde dos hospitais universitários da região sudeste, mas também poderemos capacitar profissionais de qualquer hospital público”.

Outra exclusividade do curso de Medicina é que a USPPS é a primeira do Brasil que tem todos os ambientes onde um médico pode atuar. São diversos módulos funcionais orientados para que o estudante possa exercitar habilidades, competências e atitudes que serão posteriormente aplicadas no atendimento aos pacientes durante a prática real. “Aqui o aluno participa de oficinas de capacitação em procedimento e atendimento, num ambiente físico muito próximo de uma unidade básica de saúde real, realiza visitas em cenários de domicílios estruturados com esta finalidade e hospital contendo urgência e emergência, internação, central de material e centro cirúrgico”, finaliza Andrea.

Mais informações: http://www2.ufscar.br/servicos/noticias.php?idNot=8070.
Acessado em 05/01/2016.

Bem-vindo, bixo!

0 Comentários // em Destaque Medicina Rede Escola São Carlos SUS UFSCar // 22 de janeiro de 2014

Bem vindo, bixo!

Bem-vindo à Medicina UFSCar!

Bem-vindo, bixo! Agora você é um universitário, um estudante de Medicina e faz parte da família Med UFSCar! Só você sabe como foi sua luta para chegar até aqui, mas nós temos certeza de que você é merecedor! PARABÉNS!

Sabemos o quão curioso e ansioso você deve estar nesse momento e a hora de suas dúvidas serem esclarecidas chegou!

O curso de Medicina da UFSCar

Você, provavelmente, já leu por aí que o curso de Medicina da Universidade Federal de São Carlos é um curso relativamente novo – e é. O curso abriu as portas no ano de 2006, sendo pioneiro no projeto governamental de abertura de escolas médicas (REUNI) e, portanto, recebe a 9ª (nona) turma neste ano de 2014.

Você também já deve ter lido que o curso de Medicina da UFSCar não segue o “modelo tradicional” de ensino das escolas médicas, e adota o PBL – Problem Based Learning – ou, no português, Aprendizado Baseado em Problemas (ABP). Mas o que é PBL? O método PBL é uma estratégia didático-pedagógica centrada no aluno. Tem sido aplicado em algumas escolas nos últimos 30 anos e trata-se de um método de eficiência comprovada por inúmeras pesquisas no campo da psicopedagogia e da avaliação de desempenho dos profissionais formados por esse método. Não se trata portanto, de método experimental. As escolas pioneiras na adoção do método são as escolas de McMaster, no Canadá, e a de Maastricht, na Holanda. Na última década o método tem se difundido e outras escolas o têm adotado, dentre elas, as escolas americanas de Albuquerque, Harvard e Havaí, entre outras.

E como é estudar em um curso que adota o método PBL? Diferente do método tradicional, você não terá aulas de anatomia ou fisiologia na aprendizagem baseada em problemas. Ao invés disso, uma situação problema será apresentada a você e a seu grupo (cerca de 10 pessoas) por um professor que, no PBL, assume a função de facilitador do processo ensino-aprendizado. O papel dos alunos será, portanto, levantar os problemas relacionados à situação descrita, sejam esses de aspecto biológico, psicológico ou social. A segunda etapa consiste em formular hipóteses que exprimam o raciocínio do grupo em relação aos problemas. Essas hipóteses servirão de base para a formulação de questões que investigarão os problemas que geraram “desconforto” no grupo. Neste primeiro momento, não haverá resposta, haverá apenas o desconforto causado pela falta do conhecimento. Após este encontro, fica combinado que os alunos terão alguns dias para buscar informações em diversas fontes com o intuito de eliminar as lacunas que surgiram. Depois desta busca de alguns dias, há um novo encontro em que os alunos apresentam os resultados de suas pesquisas e constroem juntos o conhecimento para resolver a situação problema apresentada. Essa é a disciplina Situação Problema.

E o que mais? Por ter uma metodologia baseada em problemas, o curso de Medicina da UFSCar também se volta para a realidade do sistema de saúde vigente para capacitar seus estudantes. Para isso, os alunos são integrados ao sistema de saúde do município de São Carlos desde o 1º ano, começando pelas USF’s (Unidades de Saúde da Família), passando por UBS’ (Unidades Básicas de Saúde), até chegar no hospital. A atividade permite ao aluno, além do contato com a realidade do sistema de saúde público desde o início, desenvolver um olhar crítico sobre o mesmo, conhecendo e identificando características do Sistema Único de Saúde, entrando em contato com o que é mais prevalente na população, e, sobretudo, entendendo a verdadeira dimensão e significado do cuidado em saúde. Essa é a disciplina Reflexão da Prática e Prática Profissional em Saúde.

Antes de começar a atuar na rede, porém, os alunos precisam estar preparados. E essa preparação é desenvolvida na disciplina Estação de Simulação, na qual os alunos simulam atividades da realidade da prática profissional com atores treinados, em um ambiente protegido, sob a supervisão de um professor e de um colega. As simulações acompanham os alunos até o 4º ano, e sua complexidade e nível de abrangência do ser humano aumentam gradativamente, visando preparar o aluno para as situações que possivelmente viverá nos estágios práticos.

Queremos conhecê-lo, bixo! O grupo “Vestibulandos Medicina UFSCar”, no Facebook, foi feito para abrir um canal de comunicação entre vestibulandos, calouros e veteranos da Medicina UFSCar! Participe!

Inscrições com desconto para o COMUSCar se encerram esta semana

0 Comentários // em CoMUSCar Eventos São Carlos UFSCar // 9 de abril de 2013

Inscrições com desconto para o COMUSCar se encerram esta semana

Iniciativa dos estudantes de medicina da UFSCar e apoiado pelo CAMSA, o  Congresso Médico Universitário de São Carlos (COMUSCar) chega a sua quarta edição no ano de 2013 e ocorrerá entre os dias 25 e 28 de abril, na UFSCar. Trata-se de evento de alto nível científico, com presença de palestrantes renomados a nível nacional. Durante o evento também ocorrerão oficinas e discussões, além da apresentação de trabalhos acadêmicos, sendo que qualquer estudante pode concorrer ao Prêmio Sérgio Arouca, que seleciona os melhores trabalhos do ano. Aproveite esta última semana para realizar sua inscrição com desconto através do site do evento ou pessoalmente com qualquer membro da comissão organizadora.

Clique aqui para ter acesso à programação do evento na íntegra.

Inscrições até 15/04

  • Estudantes: R$ 45,00
  • Profissionais:  R$ 65,00

Até lá!

Manifesto de Greve dos Estudantes de Medicina da UFSCar

0 Comentários // em CAMSA Destaque Greve Medicina Movimento Estudantil Paralisação São Carlos SUS UFSCar // 31 de março de 2013

Manifesto de Greve dos Estudantes de Medicina da UFSCar

“Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”. - Rosa Luxemburgo

Nós, estudantes de medicina da UFSCar, vimos pelo presente documento expressamente divulgar e apontar nosso descontentamento frente ao contínuo sucateamento do curso médico oferecido pela supracitada universidade. Exigimos que providências sejam tomadas pelas partes responsáveis, direta ou indiretamente, pela gestão, zelo e bom funcionamento da graduação em medicina. Exigimos um curso médico de qualidade a fim de poder, futuramente, oferecer um cuidado adequado à saúde da população em geral.

A paralisação total das atividades do primeiro ao quarto ano foi o único caminho restante vislumbrado pela maioria dos alunos. mesmo com um prejuízo imenso envolvendo carga horária, tempo de formação, exposição e a própria tensão psicológica surgida em tal atividade, tanto para professores como alunos, não desistiremos até que nossas reivindicações sejam atendidas. Não estamos exigindo nada além daquilo que nos foi prometido: “Um ensino médico de excelência, ousadia e compromisso social à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais de Graduação em Medicina e dos princípios do Sistema Único de Saúde – SUS.” Infelizmente, nem o suporte básico à graduação bem como a questão assistencial em saúde à população serão possíveis enquanto não houver interesse e investimento nesse setor.

As reivindicações de nós, estudantes de medicina, vão muito além de uma questão intimista e pessoal. Ao contrário, atendem também ao suplício de toda uma população sedenta por um atendimento de excelência em saúde. Assim, esperamos por uma sensibilização das autoridades competentes quanto a essa questão e, mais, esperamos uma ação sinérgica entre todas as partes envolvidas para a resolução de tais agravos. Na busca de um ensino de excelência, na busca por um cuidado digo à população.

São Carlos, aos 15 de Março de 2013.
Estudantes de Medicina em Greve.

‘Texto retirado do Manifesto de  Greve dos Estudantes de Medicina da UFSCar.’

Leia aqui Manifesto na íntegra.

Por que Medicina? Por que UFSCar?

0 Comentários // em CAMSA Medicina São Carlos UFSCar Vestibular // 10 de janeiro de 2013

Medicina UFSCar

Aos vestibulandos e futuros alunos da medicina UFSCar,

Antes de entrar na faculdade, quando comecei a pensar na ideia de vir para a UFSCar, não conhecia bem como era aqui e comecei a procurar informações. Nos cursinhos por onde passei (Etapa e Poliedro) e de todas as pessoas de fora, sempre que perguntava sobre o curso a resposta era a mesma: “acho que não é uma boa opção!”. Bom, segundo eles, o curso apresenta tudo de ruim que um curso de medicina pode ter: não tem hospital escola e utiliza o PBL como metodologia de ensino.

Nesse tempo que estou aqui, pude ver a realidade e passo a vocês como, de fato, é o curso. O PBL ou ABP (Aprendizagem Baseada em Problemas) foge do método tradicional, em que há aulas com turmas grandes e professores passando o conhecimento aos alunos que o recebem de maneira “passiva”, e trabalha por meio de discussões em pequenos grupos com a busca do conhecimento por parte dos próprios alunos, que passam a ser “ativos” na busca do mesmo. Isso parece loucura em um primeiro momento, pois não parece que vamos conseguir aprender tudo sem o professor para nos ensinar, mas depois de algumas crises da pra ver que de fato este método funciona e que aprendemos a desenvolver um raciocínio clínico mais precocemente, se comparado com alunos do método tradicional. Isso fica evidente com os elogios que nossos alunos recebem ao fazer estágios em outras universidades. Quanto ao hospital escola, já existe um módulo funcionando em que ocorre uma parte do internato, e aguardamos o prazo da nova prefeitura para sua finalização.

Em 2012, fizemos manifestações em busca de melhorias para a área da saúde de São Carlos e para o próprio curso de medicina. Como resultados, conseguimos mostrar que não estamos passivos quanto à politica da cidade, o compromisso de melhorias na qualidade do ensino e de ajustes nas estruturas do curso.
Apesar dos problemas e das incertezas não mudaria daqui. Aqui temos uma maior proximidade com os professores, proporcionada pelas atividades em pequenos grupos; temos uma grande abertura para participar de ligas acadêmicas, projetos de extensão e, até, do centro acadêmico e da atlética; e temos por base o excelente desempenho dos alunos da turma I (quase 90% de aprovação direta) nas mais concorridas residências, como cirurgia (UNIFESP, FAMEMA), clínica médica (USP, UNESP, FAMEMA), anestesiologia (USP) pediatria (UNICAMP), entre outras. Logo, podemos ver que o curso de medicina da UFSCar forma médicos generalistas competentes, que tem firmado o nome dessa universidade no meio médico. Todos estes motivos me dão confiança a continuar aqui e a buscar a não acomodação com o que nos é imposto, buscando uma postura ativa, não somente nos estudos, como também na vida.

Lucas Rocha Silva Barbosa – Turma VII

Acadêmico do 2º ano do Curso de Medicina da UFSCar.

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