Charge

0 Comentários // em A Espiral // 16 de dezembro de 2009

Charge

Mascarenhas

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Olá, meus caros profissionais da saúde e pretendentes ao posto.

Passaram-se longos meses desde que escrevi a última coluna e muito aconteceu dentro e fora dos bastidores da saúde de São Carlos. Ah, os ventos de novos muros sopraram no Hospital-Escola e ergueu-se, da terra rossa são-carlense, uma grande estrutura metálica com a aparência certeira de algo que ficará pronto em menos tempo do que um senador precisa para comprar uma passagem aérea, a preço reduzido, para a Esteliolandia.

Claro que permanecerá uma só pergunta: quanto tempo passará entre a saída dos profissionais da construção civil e a entrada dos profissionais da saúde? Mas antes de tudo, foi-me imposto um tema. Apesar de eu mandar na minha coluna, os editores da Espiral, na linha amena e argumentativa do governo chinês, entuxaram-me o tema da Rede – Enrola, perdão, Rede – Escola. Afinal de contas, prevalece a rede ou a escola? A ter de exemplo, novamente, o Hospital – Escola. Após entrar para o Guiness (graças à Rede) como o segundo maior PS da América Latina, quebrando assim o paradigma de atenção terciária que se tentava implantar (graças à Escola) no município, sobressaiu-se a questão: qual será o “acordão” para os próximos módulos? Afinal de contas, se é necessário um encaminhamento para conseguir uma consulta no CEME, como vai ser com os ambulatórios do HE? Continue Lendo →

Entrevista: Cláudio Rondon

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Em uma quinta-feira à tarde, Cláudio Rondon, 57 anos, acolheu-nos em sua residência no bairro Maria Stella Fagá na cidade de São Carlos/SP para essa entrevista.

Sentados em sua sala, conversamos sobre a visão dos usuários do SUS a respeito da inserção dos estudantes na Rede-Escola. Participante ativo dos fóruns que debatem a saúde de São Carlos, entre elas, o Conselho Municipal de Saúde, consideramo-lo importante ator para pensarmos sobre o tema da Rede Escola de Cuidados à Saúde em São Carlos.

Cláudio conta que em sua família sempre estiveram presentes os movimentos de liderança. Assim, desde cedo ele adquiriu interesse em movimentos sociais. Durante sua graduação em Administração, participou do Diretório Acadêmico. Enquanto um dos primeiros moradores de seu bairro, ajudou a fundar a Associação de Moradores, passo fundamental para a construção do Fagá: “foi uma luta danada para fazer a igreja, trazer a linha de ônibus, o asfalto (…)”.

Através dela, ele entrou em contato com as reuniões municipais que discutiam os assuntos relevantes de São Carlos, entre eles, a Saúde: “o problema é a saúde (rindo)”. Após a Conferência Municipal de Saúde (entidade que pauta as ações futuras na Saúde), tornou-se gestor local do PSF. Continue Lendo →

Quais são os benefícios para a população com a inserção dos estudantes?

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A inserção de estudantes no SUS ainda gera muita polêmica. Até onde isso é usado para o aprendizado dos estudantes e até onde traz benefícios aos pacientes? A UFSCar vem propondo mudanças e incluindo novos cenários de aprendizagem na graduação, com o objetivo de integrar os estudantes com a população e modificar a realidade em que se inserem. A interação do aprendiz com a vivência prática da profissão busca incentivar o vínculo e a responsabilidade com a comunidade.

Todo estudante de medicina, em algum momento de sua formação, deve entrar em contato com pacientes para se tornar médico. Entretanto, durante a graduação, toda atividade prática deve ser supervisionada e, na UFSCar, os acadêmicos ainda realizam treinamentos com atores, bonecos e cadáveres para aprimorar técnicas e garantir maior segurança aos estudantes e pacientes. Nas unidades de saúde, os estudantes desenvolvem treinamento no cuidado às necessidades individuais e coletivas e na organização e gestão do trabalho em saúde. Continue Lendo →

Qual o perfil de médico que a UFSCar quer formar?

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Qual o perfil de médico que a UFSCar quer formar?Todos os estudantes de medicina, em algum grau e em algum momento, imaginaram-se no futuro, atuando como médicos. É justamente nessa fantasia em que costumam se perguntar: “afinal, que tipo de médico eu vou ser?”
Alguns não têm idéia do que aguardar para o futuro, enquanto outros estão determinados, como se fossem predestinados, a seguir uma dada especialidade.

No entanto, conforme avançamos pelo curso e vivemos as experiências da prática Médica, notamos que, a todo o momento, nossas crenças são colocadas à prova. Assim, a área de especialização lato sensu é, para a grande maioria dos estudantes de Medicina, uma incógnita que permeia todo o curso de graduação, podendo ainda existir por vários anos após a formatura.

Podemos pensar em várias teorias que podem explicar essa hesitação por parte dos estudantes, como, por exemplo, o pouco contato com as especialidades médicas nos primeiros anos da graduação e a imensa responsabilidade de escolher, com todas as consequências, como seu futuro profissional será traçado. Somado a isso, temos ainda a maior valorização do médico que atua como especialista em relação ao que atua como generalista dentro da cultura e da estrutura de ensino e da prática no Brasil. Dessa forma, uma das poucas certezas que a maioria dos estudantes de Medicina tem, apesar de toda a incerteza que envolve este assunto, é que terá que se especializar ao final do curso de graduação. Levando tudo isso em conta, uma dúvida ainda teima em me perturbar: “a Medicina é feita, portanto, por especialistas?” Continue Lendo →

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