O SUS São Carlense caminha para concretizar as conquistas de 88

0 Comentários // em A Espiral // 16 de dezembro de 2009

O Sistema Único de Saúde (SUS) é constituído pelo conjunto das ações e serviços de saúde sob gestão pública.
Está organizado em redes regionalizadas e hierarquizadas e atua em todo o território nacional, com direção única em cada esfera de governo, através de um atendimento integral.

Prioriza atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços em todos os níveis de assistência e com a participação da comunidade.

O artigo 196 da constituição de 1988 cita que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação” .

A realidade dos moradores de São Carlos contempla essas propostas? Continue Lendo →

Conferência municipal de saúde: O SUS que temos e o SUS que queremos

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Conferência municipal de saúde: O SUS que temos e o SUS que queremosCom o tema “A Estratégia de Saúde da Família: O SUS que temos e o SUS que queremos” foi realizada nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2009 a 4ª Conferência Municipal de Saúde de São Carlos. Antecederam a realização da conferência, meses de preparação e dedicação por parte da comissão organizadora, as discussões realizadas no Conselho Municipal de Saúde (CMS) e as nove pré-conferências de saúde, que aconteceram nos bairros Cidade Aracy, Vila Isabel, Redenção, Vila Nery, Maria Stela Fagá, Santa Felícia, Parque Delta e nos distritos de Água Vermelha e Santa Eudóxia, além da pré-conferência temática sobre controle social que discutiu a “Participação popular na construção do SUS”.

Com o objetivo de construir os rumos da política de saúde de São Carlos, a conferência tem o papel de construir e aprovar propostas apresentadas pelos participants. Assim, o CMS poderá, em caráter permanente e deliberativo, atuar na formulação de estratégias e no controle da execução das políticas formuladas pela Secretária Municipal de Saúde, em conformidade com aquelas propostas e diretrizes aprovadas na conferência. Continue Lendo →

Rede-Escola: entendendo o passado, para entender o presente e fazer o futuro

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A implantação do Curso de Medicina da UFSCar representa a viabilização de uma nova fase no modelo de ensino médico. Tenta-se sair do modelo tradicional de ensino, baseado no Relatório Flexner de 1910, conhecido também como modelo-biomédico, fundamentado no ensino das ciências básicas e hospitalocêntrico, para um modelo no qual a multicausalidade das doenças e a prevenção e a promoção de saúde ficam em destaque.

Com os avanços tecnológicos ao longo de 1910 até a década de 1970, os fatores ambientais, os estilos de vida e como as pessoas fazem uso do serviço de saúde foram reconhecidos como determinantes importantes no Processo de saúde-doença . A evolução do conhecimento fez com que a saúde do ser humano passasse a ser entendida através da uma visão de integralidade, na qual se busca abordar não só uma perspectiva biológica, mas também o psicossocial. O ponto de inflexão para essas mudanças foi o lançamento do Relatório Lalonde em 1974.

Em uma Conferência Internacional da OMS, em Alma-Ata 1978, que foi reforçada a necessidade de uma Atenção Primária à Saúde forte, devidamente estruturada e que cuidasse da saúde dos pacientes sob a ótica da integralidade, onde se busca realizar a prevenção e a promoção da saúde. Esse novo modelo de saúde proposto exigia, portanto, que os profissionais formados na área da saúde saíssem devidamente aptos para atuarem nesse novo sistema de saúde.
Surgiu então na década de 1980 a Declaração de Edimburgo, durante uma reunião da Federação Mundial de Educação Médica, onde foram apontadas as diretivas para que essa nova “formação médica” acontecesse baseada principalmente na articulação Escola e Serviços de saúde. Entenda que quando os estudantes do curso de medicina da UFSCar são inseridos no SUS de São Carlos, certamente essa Declaração teve uma grande contribuição. Continue Lendo →

O que aconteceu no COBEM 2009?

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Durante os dias 17 a 20 de outubro aconteceu o COBEM, o Congresso Brasileiro de Educação Médica, na cidade de Curitiba. Na sua 47ª edição, o tema escolhido foi “O SUS COMO ESCOLA”, que foi reflexo de uma necessidade crescente de discutir e propor soluções para a inserção do aluno no sistema público de saúde, que ainda encontra-se muito precarizada na maioria das Escolas de Medicina do Brasil.

O ambiente do Congresso é traduzido por uma enorme troca de experiências entre alunos e professores de diferentes regiões do Brasil. Em particular neste ano, recordes foram quebrados. Houve a presença de 178 escolas médicas, dentre elas a nossa querida UFSCar que foi grandiosamente representada por mim e pelo nosso colega de curso Hugo Tadeu Amaral (TII). A produção científica do congresso contou com a apresentação de 1175 painéis, sendo estes escolhidos de um número inicial de 1640 trabalhos. Outro destaque foi o número de atividades, tais como oficinas, plenárias, cursos, fóruns, grupos de simulação e apresentações orais. Normalmente havia mais de 15 atividades simultâneas. Havia também grande qualidade dos palestrantes, destacando-se entre eles a notável presença de Madalena Patricio, presidente da AMEE (Association for Medical Education in Europe). Continue Lendo →

Reuni

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Escrever alguma coisa sobre o Reuni logo assim, num início de ano é trilhar uma caminho tortuoso. Para quem não sabe, o Reuni é um programa do governo federal para ampliação do acesso dos estudantes às universidades públicas. Mas isso não é ótimo? Ampliar o acesso ao conhecimento, aumentar o número de vagas dentro de uma universidade pública não é uma coisa boa? Afinal, a Universidade não é um espaço burguês que privilegia quem tem maiores condições econômicas e marginaliza aqueles que tem menos oportunidades?

Como eu disse, e é por aqui que começa a tortura. Quem está entrando na universidade hoje por causa das vagas criadas pelo Reuni, provavelmente está agradecendo a oportunidade que lhe foi dada. Estas pessoas estão realizando um sonho e esse sentimento é, acima de tudo, legítimo! Mas ampliar o acesso ao conhecimento e democratizar a educação é muito mais que simplesmente criar vagas e investir deliberadamente em infra – estrutura. O Reuni peca por creditar toda uma “reforma universitária” ao cumprimento de metas de investimentos e ampliação de vagas.

A lógica nos diz que, ao investir em educação e criar mais vagas para estudantes, deve-se contratar mais professores na mesma proporção. Pois é, mas parece que os idealizadores do Reuni se esqueceram dessa lição. Uma das metas do Reuni é aumentar a quantidade de alunos por professor a um patamar de 18 para um. Com esse aumento, o que acontece é que os professores ficam sobrecarregados. Soma- se isto ao baixo incentivo salarial desses profissionais e o que se pode prever não é nada animador. Continue Lendo →

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