Fiocruz pesquisa aumento de cesarianas no Brasil

0 Comentários // em Notícias SUS // 11 de fevereiro de 2012

Cesariana

Para descobrir o porquê da preferência de muitas brasileiras pelo parto cirúrgico, a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, está coordenando a pesquisa “Nascer Brasil: Inquérito sobre Parto e Nascimento”. O estudo vai entrevistar 24 mil mulheres em situação de pós-parto. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam aumento no número de cesarianas. A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Silvana Granado, explica que, no caso das mães que optaram passar por uma cesárea, será questionado o motivo da escolha.

“A gente entrevista a mãe no pós-parto na própria maternidade e pergunta um pouco sobre a história estética dela, quantas vezes ela ficou grávida, quantos filhos ela já teve. Para ver a idade gestacional que esse neném está nascendo e se foi parto normal ou cesariana”, diz a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Silvana Granado. Ela explica que a pesquisa também verificará qual indicação médica e a preferência pelo tipo de parto, onde ela fez o pré-natal, se foi o mesmo profissional que fez o parto.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2010, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais. Enquanto em 2009 o País alcançava uma proporção de 50% de partos cesáreos, em 2010, a taxa subiu para 52%. A Organização Mundial da Saúde recomenda que essa taxa fique em torno de 15%. Na rede privada, o índice de partos cesáreos chega a 82% e na rede pública, 37%.

“É uma epidemia. É inaceitável para nós. Tem hospitais que se aproximam de 100%. E há uma pressão, às vezes, da própria paciente para que isso aconteça. Existe muito desconhecimento”, afirma o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães. Segundo ele, é preciso reforçar que a mulher tem o direito a anestesia, para aquelas que têm medo da dor, além do acompanhante durante todo o processo. A questão da dor. Nós estamos insistindo que é direito ter analgesia.

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Discurso do orador na colação de grau da Turma I do Curso de Medicina da UFSCar

0 Comentários // em Notícias UFSCar // 2 de fevereiro de 2012

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Discurso do orador Marcos Antônio Francisco na Colação de Formatura da Turma I do Curso de Medicina da UFSCar realizada no dia 26 de janeiro de 2012:

“Boa noite a todos.

Gostaria, inicialmente, de agradecer a presença do Magnífico Reitor Prof.º Targino, vice-reitor Prof.º Pedro, pró-reitoria de graduação Prof.ª Emília, do nosso patrono Prof.º Sérgio, do nosso paraninfo Prof.º Humberto, professores homenageados Bernardino e Ludmila, demais professores, caros colegas e demais presentes. E agradecer aos meus colegas pela responsabilidade de discursar neste momento tão especial de nossas vidas.

Prometo tentar ser breve.

Foi uma tarefa muito difícil colocar, em um discurso, seis anos de alegrias, tristezas; amores, desamores; amizades, inimizades; entusiasmo, desânimo; verdades e mentiras. E não exagero quando digo que sentimos e vivemos tudo isso.

Ao escolhermos essa Universidade, tomamos uma decisão que mudaria nossas vidas. Escolhemos pelo novo.

A idéia de cursar medicina em uma instituição que se propôs em nos dar uma formação diferenciada e atual, além de nos possibilitar alcançar o sonho de sermos médicos, também nos deu os desafios para construirmos o centro acadêmico, a atlética, as ligas acadêmicas, os brasões e tantas outras tradições que tornam cada escola peculiar. Esses foram motivos que nos fizeram querer estar aqui. Fomos conquistados pela promessa de que seriamos os primeiros alunos a desfrutar daquilo que estava sendo construído: um hospital novo e moderno, laboratórios de habilidades práticas e um corpo docente qualificado e empenhado em melhorar a formação médica do país.

No entanto, na nossa ingenuidade e imaturidade, não percebemos que ao criarmos o centro acadêmico, a atlética e todo restante, estávamos inseridos em algo maior do que inicialmente tínhamos dimensão. Tivemos que construir um currículo, reivindicar melhores condições de aprendizagem, sermos líderes, protestar e nos posicionar contra discursos falsos e vazios.

Para nós que vivemos essa aventura de se formar em medicina e ainda desbravar os conturbados caminhos desse curso da UFSCar, o discurso de formatura deve ser algo especial, que nos seja útil, sirva-nos em momentos de reflexão e nos ajude daqui para frente. Foi pensando assim que quero falar a vocês: caros colegas, caros companheiros, caros e sinceros amigos.

Dentro de nossa profissão, de nossa trajetória, de nossas conquistas; enfim, de nossas vidas, uma das capacidades mais fundamentais que precisamos desenvolver é a de decidir. E durante esses seis anos, o cerne da nossa formação, como médicos, foi desenvolvê-la. Todas as informações que aprendemos, todo paciente que atendemos, todo procedimento que acompanhamos e executamos, foram para desenvolver a habilidade de realizar a ação certa no momento correto.

Daqui para frente, não podemos nos contentar com erros, mas almejarmos o acerto, pois não somos mais estudantes e, sim, médicos! Com certeza, nossos pacientes sempre esperam que tomemos a decisão correta. Nesse ensejo, vamos precisar nos pautar nos seis anos que aqui vivemos. Deles virão o subsídio para decidir.

Eu sei que, para todos, a dúvida de estar preparado é inevitável após estas palavras. Ainda mais porque não tivemos o melhor curso de graduação. Aliás, não tivemos nem um curso digno da nossa capacidade. Sim! É fato que esta instituição não foi capaz de oferecer a melhor formação médica para seus alunos. Os motivos disso não cabem aqui serem comentados. Mas com certeza todos os percalços pelo caminho não foram unicamente devido a um curso em implantação, e sim, em grande parte, pela incompetência dos gestores desta Universidade.

Mas, caros amigos, não se deixem abalar pelas incertezas, agarrem-se as certezas.

A certeza de que vocês fizeram o máximo: estudaram mesmo quando os livros chegaram seis meses depois, aprenderam a suturar mesmo quando o laboratório de habilidades ainda não estava pronto, dormiram no plantão naquele banco duro porque não tinha conforto para os internos e conheceram todas as regiões do estado de São Paulo no seu internato itinerante.

A certeza de que vocês entendem o sofrimento do outro e são capazes de ajudá-lo.

A certeza de que vocês conseguem realizar um bom trabalho.

A certeza de que vocês são capazes de superar as adversidades.

A certeza de que vocês fazem a diferença.

E então, ao invés de medo, tenhamos coragem.

Mas para decidir não basta apenas a coragem. Se não sempre tomaremos decisões ingênuas, precipitadas e inconseqüentes. Assim, tenhamos também:

Sabedoria. Lembremo-nos das horas que passamos estudando. Nós nos esforçamos e com certeza algo ficou deste esforço. Não nos esqueçamos das pessoas sábias que nos ajudaram: nossos professores, os quais nos acompanharam neste caminho, sendo nossas referências, mas lembrem apenas dos que valem ser lembrados.

Tenhamos Calma. Toda vez que ficamos aflitos não conseguimos dar o nosso máximo. Nós construímos uma história, vamos olhar para ela e vermos que já estivemos em momentos de desespero, que passaram quando tivemos paciência.

Tenhamos Empatia. Olhar o paciente com a compreensão de se imaginar no lugar dele é fundamental para que ao decidirmos não sejamos arbitrários, impositivos e descontextualizados.

Se conseguirmos sempre decidir corajosamente, sabiamente, calmamente e empaticamente, então, teremos grande chance de ter tomado a decisão correta. Lembremos que cada decisão tomada traz suas conseqüências. E nem sempre elas nos agradam. Mas, não se torturem imaginando que ter decido diferente poderia ter mudado a história.

Orgulhem-se de sua história porque vocês decidiram sobre ela.

Os últimos seis anos já faz parte do passado, não há mais o que decidir sobre eles. No entanto, ainda teremos muitos anos para decidir a nossa história e a de outros.

Por isso, peço a vocês decidam por ser felizes, pelo bem do próximo, por uma medicina digna para vocês e seus pacientes.

Obrigado.

É isso ai, jovens!!!”

Discurso do orador na colação de grau da Turma I do Curso de Medicina da UFSCar

UFSCar celebra colação de grau da primeira turma do Curso de Medicina

0 Comentários // em UFSCar // 1 de fevereiro de 2012

Colação de grau - Turma I

No dia 26 de janeiro foi celebrada a cerimônia de colação de grau dos primeiros médicos formados pela UFSCar. O evento, que aconteceu no Teatro Florestan Fernandes (campus São Carlos), contou com 32 formandos, que ingressaram no curso de Medicina da UFSCar em 2006. O tom da cerimônia foi dado por pronunciamentos que destacaram, por um lado, o sentimento de conquista pela construção coletiva e pela superação de desafios e dificuldades próprios da implantação de um novo curso de graduação – e, especialmente, de um curso com características inovadoras como o curso de Medicina da UFSCar –, e, de outro, a relevância do compromisso dos formandos com o sistema público de Saúde brasileiro.

“Neste momento, sinto uma mistura de felicidade com um começo de saudade de todas as coisas boas que vivi nesses seis anos de UFSCar. Aqui aprendemos a ver o paciente pelo todo e a oferecer um tratamento humanizado”, expressou o formando José Luis Teixeira Filho. Marcos Antonio Francisco, orador escolhido pelos formandos, destacou em seu discurso o pioneirismo da primeira turma e sua participação na resolução dos problemas encontrados, dizendo aos colegas o quanto deveriam se sentir orgulhosos das escolhas que fizeram e da trajetória que construíram na Universidade. “Tenho orgulho de ter me formado na UFSCar. Se eu puder um dia ser docente aqui, será um sonho realizado”, afirmou o formando.

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Reconhecimento do Curso de Medicina da UFSCar

2 Comentários // em Medicina Notícias UFSCar //

dou+reconhecimento

Nesta última semana foi publicado na Diário Oficial da União (DOU) o reconhecimento do Curso de Medicina da Universidade Federal de São Carlos.

A Portaria Nº 4 da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, publicada na Seção 1, página 18, do DOU de 25 de janeiro de 2012, reconhece diversos cursos superiores e, entre eles, o Curso de Medicina da UFSCar.

Acesse o documento

Aprovados do SISU 2012 já podem ser conferidos – 2ª Chamada

0 Comentários // em UFSCar Vestibular // 31 de janeiro de 2012

ENEM

O Ministério da Educação (MEC) divulgou no dia 26 de janeiro a lista da segunda chamada dos candidatos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os que estão nessa relação têm os dias 30 e 31 deste mês para efetuar as matrículas. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão de hoje até 1° de fevereiro.

Para se inscrever, o estudante deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e recebido nota diferente de zero na redação. No ato da inscrição, o aluno deve apresentar os documentos relacionados em seu boletim de acompanhamento, disponível na página do Sisu nainternet (http://sisu.mec.gov.br/) e na própria instituição de ensino.

Pelos dados do Ministério da Educação, 108 mil candidatos passaram pelo processo de seleção. Se não fizer a matrícula, o participante que foi selecionado para a primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga.

O Sisu é uma ferramenta criada pelo MEC para unificar o processo seletivo de universidades públicas por meio das notas do Enem. Por esse sistema, as instituições públicas de ensino oferecem vagas para candidatos que participaram do exame. O processo seletivo deste ano se refere a matrículas para o primeiro e o segundo semestres de 2012.

Lista de candidatos aprovados em 1ª Chamada no Curso de Medicina da UFSCar:

ALESSON MARINHO MIRANDA
ANA CLARA DA CUNHA GOMES
ANDRE AUGUSTO CORREA DE FREITAS
CATERINA LURE NEMA PAIVA
DAVID BRUNO FRANCO DA ROCHA
FERNANDO HENRIQUE BERTOLIN
INGRID LORRANE FERREIRA DE CARVALHO
OTAVIO AUGUSTO BARBOSA BREDA
PAULO FRANZONI DA SILVA
VICTOR CABELHO PASSARELLI
WILLIAN MARTINS GUARNIERI
WILLIAN TETSUO YAMAGATA

Através do Portal do MEC.

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