Por que Medicina? Por que UFSCar?

0 Comentários // em CAMSA Medicina São Carlos UFSCar Vestibular // 10 de janeiro de 2013

Medicina UFSCar

Aos vestibulandos e futuros alunos da medicina UFSCar,

Antes de entrar na faculdade, quando comecei a pensar na ideia de vir para a UFSCar, não conhecia bem como era aqui e comecei a procurar informações. Nos cursinhos por onde passei (Etapa e Poliedro) e de todas as pessoas de fora, sempre que perguntava sobre o curso a resposta era a mesma: “acho que não é uma boa opção!”. Bom, segundo eles, o curso apresenta tudo de ruim que um curso de medicina pode ter: não tem hospital escola e utiliza o PBL como metodologia de ensino.

Nesse tempo que estou aqui, pude ver a realidade e passo a vocês como, de fato, é o curso. O PBL ou ABP (Aprendizagem Baseada em Problemas) foge do método tradicional, em que há aulas com turmas grandes e professores passando o conhecimento aos alunos que o recebem de maneira “passiva”, e trabalha por meio de discussões em pequenos grupos com a busca do conhecimento por parte dos próprios alunos, que passam a ser “ativos” na busca do mesmo. Isso parece loucura em um primeiro momento, pois não parece que vamos conseguir aprender tudo sem o professor para nos ensinar, mas depois de algumas crises da pra ver que de fato este método funciona e que aprendemos a desenvolver um raciocínio clínico mais precocemente, se comparado com alunos do método tradicional. Isso fica evidente com os elogios que nossos alunos recebem ao fazer estágios em outras universidades. Quanto ao hospital escola, já existe um módulo funcionando em que ocorre uma parte do internato, e aguardamos o prazo da nova prefeitura para sua finalização.

Em 2012, fizemos manifestações em busca de melhorias para a área da saúde de São Carlos e para o próprio curso de medicina. Como resultados, conseguimos mostrar que não estamos passivos quanto à politica da cidade, o compromisso de melhorias na qualidade do ensino e de ajustes nas estruturas do curso.
Apesar dos problemas e das incertezas não mudaria daqui. Aqui temos uma maior proximidade com os professores, proporcionada pelas atividades em pequenos grupos; temos uma grande abertura para participar de ligas acadêmicas, projetos de extensão e, até, do centro acadêmico e da atlética; e temos por base o excelente desempenho dos alunos da turma I (quase 90% de aprovação direta) nas mais concorridas residências, como cirurgia (UNIFESP, FAMEMA), clínica médica (USP, UNESP, FAMEMA), anestesiologia (USP) pediatria (UNICAMP), entre outras. Logo, podemos ver que o curso de medicina da UFSCar forma médicos generalistas competentes, que tem firmado o nome dessa universidade no meio médico. Todos estes motivos me dão confiança a continuar aqui e a buscar a não acomodação com o que nos é imposto, buscando uma postura ativa, não somente nos estudos, como também na vida.

Lucas Rocha Silva Barbosa – Turma VII

Acadêmico do 2º ano do Curso de Medicina da UFSCar.

Discurso do orador na colação de grau da Turma I do Curso de Medicina da UFSCar

0 Comentários // em Notícias UFSCar // 2 de fevereiro de 2012

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Discurso do orador Marcos Antônio Francisco na Colação de Formatura da Turma I do Curso de Medicina da UFSCar realizada no dia 26 de janeiro de 2012:

“Boa noite a todos.

Gostaria, inicialmente, de agradecer a presença do Magnífico Reitor Prof.º Targino, vice-reitor Prof.º Pedro, pró-reitoria de graduação Prof.ª Emília, do nosso patrono Prof.º Sérgio, do nosso paraninfo Prof.º Humberto, professores homenageados Bernardino e Ludmila, demais professores, caros colegas e demais presentes. E agradecer aos meus colegas pela responsabilidade de discursar neste momento tão especial de nossas vidas.

Prometo tentar ser breve.

Foi uma tarefa muito difícil colocar, em um discurso, seis anos de alegrias, tristezas; amores, desamores; amizades, inimizades; entusiasmo, desânimo; verdades e mentiras. E não exagero quando digo que sentimos e vivemos tudo isso.

Ao escolhermos essa Universidade, tomamos uma decisão que mudaria nossas vidas. Escolhemos pelo novo.

A idéia de cursar medicina em uma instituição que se propôs em nos dar uma formação diferenciada e atual, além de nos possibilitar alcançar o sonho de sermos médicos, também nos deu os desafios para construirmos o centro acadêmico, a atlética, as ligas acadêmicas, os brasões e tantas outras tradições que tornam cada escola peculiar. Esses foram motivos que nos fizeram querer estar aqui. Fomos conquistados pela promessa de que seriamos os primeiros alunos a desfrutar daquilo que estava sendo construído: um hospital novo e moderno, laboratórios de habilidades práticas e um corpo docente qualificado e empenhado em melhorar a formação médica do país.

No entanto, na nossa ingenuidade e imaturidade, não percebemos que ao criarmos o centro acadêmico, a atlética e todo restante, estávamos inseridos em algo maior do que inicialmente tínhamos dimensão. Tivemos que construir um currículo, reivindicar melhores condições de aprendizagem, sermos líderes, protestar e nos posicionar contra discursos falsos e vazios.

Para nós que vivemos essa aventura de se formar em medicina e ainda desbravar os conturbados caminhos desse curso da UFSCar, o discurso de formatura deve ser algo especial, que nos seja útil, sirva-nos em momentos de reflexão e nos ajude daqui para frente. Foi pensando assim que quero falar a vocês: caros colegas, caros companheiros, caros e sinceros amigos.

Dentro de nossa profissão, de nossa trajetória, de nossas conquistas; enfim, de nossas vidas, uma das capacidades mais fundamentais que precisamos desenvolver é a de decidir. E durante esses seis anos, o cerne da nossa formação, como médicos, foi desenvolvê-la. Todas as informações que aprendemos, todo paciente que atendemos, todo procedimento que acompanhamos e executamos, foram para desenvolver a habilidade de realizar a ação certa no momento correto.

Daqui para frente, não podemos nos contentar com erros, mas almejarmos o acerto, pois não somos mais estudantes e, sim, médicos! Com certeza, nossos pacientes sempre esperam que tomemos a decisão correta. Nesse ensejo, vamos precisar nos pautar nos seis anos que aqui vivemos. Deles virão o subsídio para decidir.

Eu sei que, para todos, a dúvida de estar preparado é inevitável após estas palavras. Ainda mais porque não tivemos o melhor curso de graduação. Aliás, não tivemos nem um curso digno da nossa capacidade. Sim! É fato que esta instituição não foi capaz de oferecer a melhor formação médica para seus alunos. Os motivos disso não cabem aqui serem comentados. Mas com certeza todos os percalços pelo caminho não foram unicamente devido a um curso em implantação, e sim, em grande parte, pela incompetência dos gestores desta Universidade.

Mas, caros amigos, não se deixem abalar pelas incertezas, agarrem-se as certezas.

A certeza de que vocês fizeram o máximo: estudaram mesmo quando os livros chegaram seis meses depois, aprenderam a suturar mesmo quando o laboratório de habilidades ainda não estava pronto, dormiram no plantão naquele banco duro porque não tinha conforto para os internos e conheceram todas as regiões do estado de São Paulo no seu internato itinerante.

A certeza de que vocês entendem o sofrimento do outro e são capazes de ajudá-lo.

A certeza de que vocês conseguem realizar um bom trabalho.

A certeza de que vocês são capazes de superar as adversidades.

A certeza de que vocês fazem a diferença.

E então, ao invés de medo, tenhamos coragem.

Mas para decidir não basta apenas a coragem. Se não sempre tomaremos decisões ingênuas, precipitadas e inconseqüentes. Assim, tenhamos também:

Sabedoria. Lembremo-nos das horas que passamos estudando. Nós nos esforçamos e com certeza algo ficou deste esforço. Não nos esqueçamos das pessoas sábias que nos ajudaram: nossos professores, os quais nos acompanharam neste caminho, sendo nossas referências, mas lembrem apenas dos que valem ser lembrados.

Tenhamos Calma. Toda vez que ficamos aflitos não conseguimos dar o nosso máximo. Nós construímos uma história, vamos olhar para ela e vermos que já estivemos em momentos de desespero, que passaram quando tivemos paciência.

Tenhamos Empatia. Olhar o paciente com a compreensão de se imaginar no lugar dele é fundamental para que ao decidirmos não sejamos arbitrários, impositivos e descontextualizados.

Se conseguirmos sempre decidir corajosamente, sabiamente, calmamente e empaticamente, então, teremos grande chance de ter tomado a decisão correta. Lembremos que cada decisão tomada traz suas conseqüências. E nem sempre elas nos agradam. Mas, não se torturem imaginando que ter decido diferente poderia ter mudado a história.

Orgulhem-se de sua história porque vocês decidiram sobre ela.

Os últimos seis anos já faz parte do passado, não há mais o que decidir sobre eles. No entanto, ainda teremos muitos anos para decidir a nossa história e a de outros.

Por isso, peço a vocês decidam por ser felizes, pelo bem do próximo, por uma medicina digna para vocês e seus pacientes.

Obrigado.

É isso ai, jovens!!!”

Discurso do orador na colação de grau da Turma I do Curso de Medicina da UFSCar

UFSCar celebra colação de grau da primeira turma do Curso de Medicina

0 Comentários // em UFSCar // 1 de fevereiro de 2012

Colação de grau - Turma I

No dia 26 de janeiro foi celebrada a cerimônia de colação de grau dos primeiros médicos formados pela UFSCar. O evento, que aconteceu no Teatro Florestan Fernandes (campus São Carlos), contou com 32 formandos, que ingressaram no curso de Medicina da UFSCar em 2006. O tom da cerimônia foi dado por pronunciamentos que destacaram, por um lado, o sentimento de conquista pela construção coletiva e pela superação de desafios e dificuldades próprios da implantação de um novo curso de graduação – e, especialmente, de um curso com características inovadoras como o curso de Medicina da UFSCar –, e, de outro, a relevância do compromisso dos formandos com o sistema público de Saúde brasileiro.

“Neste momento, sinto uma mistura de felicidade com um começo de saudade de todas as coisas boas que vivi nesses seis anos de UFSCar. Aqui aprendemos a ver o paciente pelo todo e a oferecer um tratamento humanizado”, expressou o formando José Luis Teixeira Filho. Marcos Antonio Francisco, orador escolhido pelos formandos, destacou em seu discurso o pioneirismo da primeira turma e sua participação na resolução dos problemas encontrados, dizendo aos colegas o quanto deveriam se sentir orgulhosos das escolhas que fizeram e da trajetória que construíram na Universidade. “Tenho orgulho de ter me formado na UFSCar. Se eu puder um dia ser docente aqui, será um sonho realizado”, afirmou o formando.

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UFSCar utiliza resultados do Enem para seleção de candidatos em 2012

0 Comentários // em Notícias UFSCar Vestibular // 2 de novembro de 2011

ENEM

Pelo segundo ano consecutivo a UFSCar utilizará integralmente os resultados do Exame Nacional do Ensino médio (Enem) em seu processo seletivo para preenchimento de 2.577 vagas em seus cursos presenciais, distribuídas entre os campi São Carlos, Araras e Sorocaba. Para o ingresso no ano de 2012 os candidatos interessados em estudar na UFSCar têm de realizar as provas do Enem e, posteriormente, efetuar a inscrição por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), em cronograma que será definido oportunamente pelo Ministério da Educação (MEC).

Os candidatos que estão em preparação para o Enem poderão consultar em breve no Portal da UFSCar as demais regras sobre o processo seletivo 2012, bem como os eventuais pesos atribuídos para cada uma das áreas que compõem o Enem de acordo com a opção de curso do candidato. Mais de 5,3 milhões de candidatos inscritos deverão realizar as provas do Enem nos dias 22 e 23 de outubro.

O exame será aplicado em mais de 6 mil locais de prova espalhados por quase 1.600 municípios do território nacional. Mais informações sobre o processo de seleção para ingresso em 2012 na UFSCar podem ser obtidas com a Coordenadoria do Vestibular da Universidade pelo e-mail covest@ufscar.br.

Através de Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar.

Metodologias ativas de ensino-aprendizagem

1 Comentário // em A Espiral Destaque // 16 de dezembro de 2009

Medicina UFSCar

Nas últimas décadas, descobertas e transformações de diversas áreas do conhecimento humano abriram caminho para uma reflexão profunda sobre os processos de criação e de transmissão dos saberes e, também, das estratégias de ensino-aprendizagem. Aprendemos que os conhecimentos são melhores adquiridos, recordados e usados quando ensinados, praticados e avaliados no ambiente em que serão utilizados. Atravessamos um processo de acumulação exponencial e de constante renovação dos conhecimentos exigidos no ambiente profissional. O acesso aos serviços de saúde foi ampliado e, agora, é considerado um direito social. Isso, aliado a outros mecanismos de propagação de conhecimentos, ocasionou um maior acesso às informações sobre saúde. As pessoas estão mais conscientes acerca dos seus direitos e dos cuidados para com si mesmas. Dessa forma, a expectativa dos usuários destes serviços foi alterada e, principalmente, as relações deles com os profissionais que os atendem se constitui através de novos significados. No âmbito da saúde coletiva, ocorreu uma mudança no perfil epidemiológico da população de nosso país, com predomínio crescente das doenças crônico-degenerativas, que envolve transformações das estratégias e ações em saúde. As experiências têm nos mostrado que as necessidades de saúde são complexas e que o cuidar integralmente da saúde das pessoas requer conhecimentos interdisciplinares e uma abordagem multiprofissional. Continue Lendo →

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