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dez17
Artigo sobre FrankensteinEm artigo recentemente publicado na revista “cadernos pagu”, Richard Miskolci analisa Frankenstein, o clássico de Mary Shelley, como obra importante na história cultural da subjetividade.
A análise pode interessar aqueles/as que lidam com as relações entre obras culturais, história e psicanálise, em especial em uma vertente feminista queer. Sobretudo, é um texto sobre este clássico da ficção científica, um romance psicológico de ideias que auxilia a compreender a história do desejo e seu lugar incerto nas concepções emergentes do social.
Os interessados podem lê-lo ou baixá-lo no Scielo, no link “Frankenstein e o Espetro do Desejo” -
nov25
Novo número dos cadernos paguEstá online o número 37 dos “cadernos pagu”.
A revista conta com um dossiê sobre violência que inclui artigos de Veena Das e a tradução do clássico de Emma Goldman “Tráfico de Mulheres”. Prefaciado por Margareth Rago e comentado por Thaddeus Blanchette trata-se de uma joia do feminismo anarquista.
Na seção artigos, há “Frankenstein e o espectro do desejo” do coordenador do Grupo de Pesquisa, Richard Miskolci. A peça inicia com a polêmica recente sobre a autoria do romance para ensaiar uma análise que o insere na história da subjetividade humana. O texto é dedicado à memória da Márcia Arán, psicanalista membro do Grupo de Pesquisa que faleceu em abril último.
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nov06
Confira o Ponto Q, o Blog do Grupo de PesquisaO Ponto Q, o blog do Grupo de Pesquisa conta com duas novas entradas:
Fernando Balieiro retraça as relações entre a Teoria Queer e o conceito de gênero em O Queer e o Conceito de Gênero.
Richard Miskolci faz uma breve análise do último filme de Almodóvar em A Pele que Habito: um gótico contemporâneo sobre o biopoder.
Consulte também as entradas anteriores, escritas por Larissa Pelúcio, Giancarlo Cornejo, Márcia Arán, entre outr@s.
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set22
N. 6 da Bagoas onlineAcaba de sair o número 6 da revista Bagoas, do qual consta – entre outros artigos instigantes – o de Larissa Pelúcio.
Visite o novo número da revista e os anteriores no site abaixo:
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ago24
Evento “Gênero, Sexualidade e Mídia” – UNESP-BauruNos dias 06 e 07 de outubro, acontecerá na UNESP/Bauru, o evento “Gênero, Sexualidade e Mídia”.
Coordenado por Larissa Pelúcio e Luís Antônio Francisco de Souza, mais detalhes podem ser encontrados online no site: Gênero, Sexualidade e Mídia
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ago12
Lançamento: “Stonewall 40 + o que no Brasil?”Stonewall 40 + o que no Brasil?, organizado por Leandro Colling
Está disponível o livro Stonewall 40 + o que no Brasil?, integrante da Coleção Cult, do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, e publicado pela Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA). Organizado por Leandro Colling, esta obra reúne a transcrição de mesas redondas e os artigos apresentados por autores em evento de mesmo nome, promovido pelo Grupo de Pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS) em setembro de 2010.O encontro teve como objetivo discutir e avaliar o movimento LGBT no Brasil, promovendo um diálogo entre os estudos acadêmicos sobre o tema e a comunidade, abordando as políticas públicas e identitárias desenvolvidas após a rebelião de Stonewall, um conjunto de conflitos iniciado em junho de 1969 contra os maus tratos da polícia de Nova York e a favor dos direitos civis LGBT.Os autores dos artigos são: Edward MacRae, Richard Miskolci, Fernando Seffner, Berenice Bento, Larissa Pelúcio, Wilton Garcia, Deco Ribeiro e Júlio Simões, além do próprio Leandro Colling. As mesas redondas são: Os estudos e movimentos LGBT no Brasil pós-Stonewall; Os estudos, políticas e direitos sobre o corpo e a saúde LGBT no Brasil pós-Stonewall; Estudos, políticas e os marcadores sociais da diferença na comunidade LGBT no Brasil pós-Stonewall; e Novas perspectivas e desafios políticos atuais.Informações adicionais sobre o livroISBN: 978-85-232-0811-0Ano: 2011Formato: 16,3 x 22,8 cmNúmero de páginas: 280Preço: R$ 30,00 -
jul14
Série Sexualidades e Direitos HumanosA Série Sexualidades e Direitos Humanos foi lançada no dia 26 de agosto de 2011, em Curitiba, durante o Congresso Bianual da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS). O lançamento foi com a obra de Tiago Duque “Montagens e Desmontagens: desejo, estigma e vergonha entre travestis adolescentes”, originalmente criada como dissertação de mestrado em Sociologia.
Editada pela Annablume, a série tem comitê editorial presidido por Richard Miskolci e conta também com Larissa Pelúcio, Judith Jack Halberstam, Berenice Bento e Rossana Rocha Reis. Propõe tornar-se uma série articuladora de trabalhos de excelência nas áreas de pesquisa em sexualidade, gênero e direitos humanos. Abaixo Richard Miskolci, Tiago Duque e Larissa Pelúcio no lançamento em Curitiba:
Os próximos títulos a serem lançados são a versão em livro da tese de doutorado de Jorge Leite Júnior sobre a história das categorias travesti e transexual no pensamento médico, em outubro, na ANPOCS, depois “Discursos fora da Ordem”, obra coletiva organizada por Richard Miskolci e Larissa Pelúcio a partir das apresentações no Seminário Internacional Sexualidades, Saberes e Direitos (UFSCar, 2010) e”A Pedagogia do Sexo em O Ateneu” de Fernando Figueiredo Balieiro.
Clique na imagem abaixo para ampliá-la e ler a contracapa e orelhas do livro de Tiago Duque:
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jun04
Lançamento: Mulheres, Homens, Olhares e CenasNossa companheira do Grupo de Pesquisa, Miriam Adelman (UFPR), acaba de publicar (com Corrêa, Ruggi e Trovão) um livro sobre cinema. Publicação rara nestas paragens, a obra conta com artigos instigantes, inclusive de bell hooks. Veja capa abaixo e a reprodução da contracapa, escrita por Heloísa Buarque de Almeida (Antropologia-USP).
MULHERES, HOMENS, OLHARES e CENAS ISBN 9788573352542 Miriam Adelman Amélia Siegel Corrêa Lennita Oliveira Ruggi Ana Carolina Rubini Trovão (Org.)
A presente coletânea é inusitada e bem-vinda. Com especial atenção às questões de gênero e ao lugar privilegiado do cinema na construção de imaginários sobre o masculino e feminino, temos aqui uma excelente revisão ao tema na introdução, e vários capítulos dedicados a filmes específicos (nacionais e estrangeiros, de arte e de grande público). Além da produção nacional, algumas autoras de renome (como a feminista bell hooks) têm seus artigos ineditamente traduzidos para o português.
Duas referências importantes se destacam, desde logo, no título. Gênero vai além dos temas e construções sobre o feminino, por um lado, inserindo assim a coletânea na atualidade do debate teórico e problematizando também as simbologias acerca do masculino, assim como incluindo as questões queer e sobre sexualidade. Não é à toa: cinema e desejo andam juntos desde os anos 1920! Por outro lado, a atenção à produção específica sobre cinema: a cena e o olhar, os artigos problematizam não apenas as construções visuais e narrativas da tela, mas refletem também sobre o olhar (ou as interpretações) do/a espectador/a, tema tão caro aos estudos sobre cinema e mídia.
Temos aqui uma importante contribuição à reflexão sobre cinema e gênero no Brasil, reflexão essa ainda carente de publicações nacionais.
Heloísa Buarque de Almeida
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mai18
Desnaturalização da heterossexualidadeNo artigo abaixo, publicado originalmente na seção Tendências e Debates da Folha de S. Paulo (17/05/2011), Colling discute uma proposta mais ousada e socialmente mais transformadora do que apenas a necessária luta contra a homofobia. Ou seja, a possibilidade de desnaturalizar a heterossexualidade trazendo à luz seu caráter violetamente compulsório.
LEANDRO COLLING
Para executar estratégias políticas que denunciem o quanto a heterossexualidade é compulsória, não podemos apostar só em marcos legaisO Dia de Combate à Homofobia, 17 de maio, é uma boa data para repensarmos as estratégias que utilizamos para desconstruir os argumentos dos homofóbicos.
As políticas de afirmação identitária, utilizadas para atacar as opressões contra LGBTTTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), negros e mulheres, para citar apenas alguns grupos, surtiram efeito e por causa delas podemos comemorar algumas conquistas. Mas, ao mesmo tempo, essas políticas são limitadas em alguns aspectos.
Além de afirmar as identidades dos segmentos que representamos, também precisamos problematizar as demais identidades. Por exemplo: LGBTTTs podem, se assim desejarem, problematizar a identidade dos heterossexuais, demonstrando o quanto ela também é uma construção, ou melhor, uma imposição sobre todos.
Assim, em vez de pensarmos que as nossas identidades são naturais, no sentido de que nascemos com elas, iremos verificar que nenhuma identidade é natural, que todos resultamos de construções culturais.
Dessa maneira, a “comunidade” LGBTTT passaria a falar não apenas de si e para si, mas interpelaria mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto em relação às suas identidades sexuais e de gêneros (aliás, bem diversas entre si).
Para boa parte dos heterossexuais, apenas LGBTTTs têm uma sexualidade construída e problemática, e o que eles/as dizem não tem nada a ver com as suas vidas.
É a inversão dessa lógica que falta fazermos para chamar os heterossexuais para o debate, para que eles percebam que não são tão normais quanto dizem ser.
Ou seja: para combater a homofobia, precisamos denunciar o quanto a heterossexualidade não é uma entre as possíveis orientações sexuais que uma pessoa pode ter.
Ela é a única orientação que todos devem ter. E nós não temos possibilidade de escolha, pois a heterossexualidade é compulsória.
Desde o momento da identificação do sexo do feto, ainda na barriga da mãe, todas as normas sexuais e de gêneros passam a operar sobre o futuro bebê. Ao menor sinal de que a criança não segue as normas, os responsáveis por vigiar os padrões que construímos historicamente, em especial a partir do final do século 18, agem com violência verbal e/ou física.
A violência homofóbica sofrida por LGBTTTs é a prova de que a heterossexualidade não é algo normal e/ou natural. Se assim o fosse, todos seríamos heterossexuais. Mas, como a vida nos mostra, nem todos seguem as normas.
Para executar estratégias políticas que denunciem o quanto a heterossexualidade é compulsória, e de como ela produziu a heteronormatividade (que incide também sobre LGBTTTs que, mesmo não tendo práticas sexuais heterossexuais, se comportam como e aspiram o modelo de vida heterossexual), não podemos apostar apenas em marcos legais e institucionais.
Precisamos desenvolver, simultaneamente, estratégias que lidam mais diretamente com o campo da cultura, a exemplo de ações nas escolas, na mídia e nas artes.
O projeto Escola sem Homofobia, assim, não correria o risco de apenas interessar a professores/as e alunos/as LGBTTTs. Nesse processo, comunicadores e artistas também poderiam servir como excelentes sensibilizadores para que tenhamos uma sociedade que realmente respeita a diversidade. E a festeja como uma das grandes riquezas da humanidade.
LEANDRO COLLING, professor da Universidade Federal da Bahia, é presidente da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura e membro do Conselho Nacional LGBT. -
mai16
Artigo “O Drama Público de Raul Pompeia” sai na RBCSNa mais recente edição da Revista Brasileira de Ciências Sociais foi publicado o artigo “O Drama Publico de Raul Pompeia: sexualidade e política no Brasil finissecular”. O texto parte do bilhete suicida do autor de O Ateneu (1888) e busca reconstituir histórica e sociologicamente a gramática da sexualidade e do gênero que marcou não apenas seu trágico fim, mas também a sociedade brasileira desde o início da república.
O artigo, escrito por Richard Miskolci e Fernando de Figueiredo Balieiro, resulta do projeto temático Ciências, Literatura e Nação e também da pesquisa individual do coordenador do grupo de pesquisa intitulada “O Desejo da Nação” (Aux. Pesquisa FAPESP).
Está online no Scielo e na biblioteca do grupo de pesquisa neste site. No Scielo o link é http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092011000100004&lng=en&nrm=iso






