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  • abr30

    Lançamentos: Teoria Queer: um aprendizado pelas diferenças & Discursos fora da Ordem

    Os coordenadores do Grupo de Pesquisa CIS lançam livros em maio.

    O primeiro deles é de Richard Miskolci, intitulado “Teoria Queer: um aprendizado pelas diferenças”, obra que apresenta esta vertente contemporânea do feminismo para um público amplo, em especial o da área de educação. O livro é uma versão ampliada e revisada de sua Aula Magna no Curso Educação para a Diversidade, proferida em agosto de 2010 na Universidade Federal de Ouro Preto. Editado pela Autêntica, estará disponível em breve nas livrarias. A obra conta ainda com a tradução de Larissa Pelúcio do ensaio “A Guerra Declarada contra o Menino Afeminado”, do sociólogo peruano Giancarlo Cornejo. Clique na imagem abaixo para ver a capa ampliada ou compre o livro online no seguinte link da Autêntica Editora: http://www.autenticaeditora.com.br/autentica/teoria_queer_um_aprendizado_pelas_diferencas/753

    O outro livro é organizado por Miskoci e Pelúcio. Com o título “Discursos fora da ordem: sexualidades, saberes e direitos”, a obra reúne 12 artigos que surgiram a partir das discussões no Seminário Sexualidades, Saberes e Direitos, promovido na UFSCar em 2010. A coletânea conta, além da apresentação de Miskolci e Pelúcio, com artigos inéditos de Judith Jack Halberstam, Miriam Adelman, Adriana Piscitelli, Adriana Vianna, Iara Beleli, Karla Bessa, Roger Raup-Rios, Rosa Oliveira, Rogério Diniz Junqueira, Marcia Ochoa, Paula Sandrine Machado, Flávia Teixeira e, também, o último artigo escrito por Márcia Arán, psicanalista da UERJ falecida em abril de 2011. Dividido em três partes – deslocamentos, reinvenções e direitos – a obra explora temas como imigração transnacional, as relações entre as instituições e os saberes médicos e as demandas de travestis e transexuais assim como problemáticas contemporâneas dos direitos sexuais.

    Conheça o índice da obra:

    Índice

    Apresentação: Discursos fora da ordem

    Richard Miskolci e Larissa Pelúcio

    Parte I

    Deslocamentos

    Viajantes e migrantes: pessoas e teorias em um mundo pós-colonial

    Miriam Adelman

    A moda nasce em Paris e morre em Caracas

    Marcia Ochoa

    Brasileiros/as no atravessar de fronteiras: (des)organizando imaginários

    Iara Beleli

    Estranhezas que roubam a cena: entre celuloides, tapetes e closes

    Karla Bessa

    Parte II

    Reinvenções

    Repensando o sexo e o gênero

    Judith Jack Halberstam

    Por uma cartografia não-normativa das identificações e do desejo: algumas reflexões a partir das experiências trans

    Márcia Arán

    Construindo saberes e compartilhando desafios na clínica da travestilidade

    Flavia do Bonsucesso Teixeira, Rita Martins Godoy Rocha e Emerson Fernando Rasera

    Intersexualidade, intersexualidades: notas sobre alguns desafios teóricos, metodológicos e políticos contemporâneos

    Paula Sandrine Machado

    Parte III

    Direitos

    Interseccionalidades, direitos humanos e vítimas

    Adriana Piscitelli

    Atos, sujeitos e enunciados dissonantes: algumas notas sobre a construção dos direitos sexuais

    Adriana Vianna

    Direitos sexuais e heteronormatividade: identidades sexuais e discursos judiciais no Brasil

    Roger Raupp Rios e Rosa Maria Rodrigues de Oliveira

    Pedagogia do armário e currículo em ação: heteronormatividade e homofobia no cotidiano escolar

    Rogério Diniz Junqueira

    “Discursos fora da ordem” também marca o lançamento da coleção Annablume Queer, coordenada por Miskolci e que tem em seu comitê editorial Jack Halberstam, Berenice Bento, Larissa Pelúcio e Rossana Rocha Reis. Já foram lançados nela o livro “Nossos Corpos Também Mudam” de Jorge Leite Júnior, também docente do DS-UFSCar, e “Montagens e Desmontagens”, obra de Tiago Duque que resultou de sua dissertação de mestrado defendida no PPGS em 2009.

    O lançamento do livro e da coleção será celebrado em San Francisco, durante o congresso da LASA (Latin American Studies Association), entre 23 e 26 de maio. Depois, será lançado na reunião bianual da ABA (na PUC-SP, início de julho), no Queering Paradigms (última semana de julho, no Rio) e no congresso da ABEH (início de agosto, em Salvador). Veja a capa com mais detalhe clicando na imagem abaixo:

    “Discursos fora da ordem” estará disponível para venda no site da Annablume Editora e nas melhores livrarias a partir do final de maio.

  • fev25

    Minicurso Análise Cultural: sexualidade e gênero na literatura e no cinema

    Este semestre, as reuniões presenciais do grupo de pesquisa serão divididas em dois minicursos.

    O primeiro, sobre análise cultural, começa dia 19 de março e vai até 07 de maio. Programa do Minicurso em PDF

    O segundo minicurso, sobre etnografia envolvendo mídias digitais, será em dois encontros no mês de julho, às Segundas, entre 9h e 12h.

    Os minicursos são dirigidos a membros oficialmente registrados no Grupo de Pesquisa ou interessados/as em se associarem. As inscrições são até uma semana antes do início, por meio do envio de um e-mail para o coordenador justificando o interesse na atividade.

    Divulgaremos aqui @s aceit@s.

  • dez17

    Artigo sobre Frankenstein

    Em artigo recentemente publicado na revista “cadernos pagu”, Richard Miskolci analisa Frankenstein, o clássico de Mary Shelley, como obra importante na história cultural da subjetividade.
    A análise pode interessar aqueles/as que lidam com as relações entre obras culturais, história e psicanálise, em especial em uma vertente feminista queer. Sobretudo, é um texto sobre este clássico da ficção científica, um romance psicológico de ideias que auxilia a compreender a história do desejo e seu lugar incerto nas concepções emergentes do social.
    Os interessados podem lê-lo ou baixá-lo no Scielo, no link “Frankenstein e o Espetro do Desejo

  • nov25

    Novo número dos cadernos pagu

    Está online o número 37 dos “cadernos pagu”.

    A revista conta com um dossiê sobre violência que inclui artigos de Veena Das e a tradução do clássico de Emma Goldman “Tráfico de Mulheres”. Prefaciado por Margareth Rago e comentado por Thaddeus Blanchette trata-se de uma joia do feminismo anarquista.

    Na seção artigos, há “Frankenstein e o espectro do desejo” do coordenador do Grupo de Pesquisa, Richard Miskolci. A peça inicia com a polêmica recente sobre a autoria do romance para ensaiar uma análise que o insere na história da subjetividade humana. O texto é dedicado à memória da Márcia Arán, psicanalista membro do Grupo de Pesquisa que faleceu em abril último.

    Clique aqui para consular a edição 37 da cadernos pagu

  • set22

    N. 6 da Bagoas online

    Acaba de sair o número 6 da revista Bagoas, do qual consta – entre outros artigos instigantes – o de Larissa Pelúcio.

    Visite o novo número da revista e os anteriores no site abaixo:

    www.cchla.ufrn.br/bagoas

  • ago24

    Evento “Gênero, Sexualidade e Mídia” – UNESP-Bauru

    Nos dias 06 e 07 de outubro, acontecerá na UNESP/Bauru, o evento “Gênero, Sexualidade e Mídia”.

    Coordenado por Larissa Pelúcio e Luís Antônio Francisco de Souza, mais detalhes podem ser encontrados online no site: Gênero, Sexualidade e Mídia

  • ago12

    Lançamento: “Stonewall 40 + o que no Brasil?”

    Stonewall 40 + o que no Brasil?, organizado por Leandro Colling

    Está disponível o livro Stonewall 40 + o que no Brasil?, integrante da Coleção Cult, do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, e publicado pela Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA). Organizado por Leandro Colling, esta obra reúne a transcrição de mesas redondas e os artigos apresentados por autores em evento de mesmo nome, promovido pelo Grupo de Pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS) em setembro de 2010.
    O encontro teve como objetivo discutir e avaliar o movimento LGBT no Brasil, promovendo um diálogo entre os estudos acadêmicos sobre o tema e a comunidade, abordando as políticas públicas e identitárias desenvolvidas após a rebelião de Stonewall, um conjunto de conflitos iniciado em junho de 1969 contra os maus tratos da polícia de Nova York e a favor dos direitos civis LGBT.
    Os autores dos artigos são: Edward MacRae, Richard Miskolci, Fernando Seffner, Berenice Bento, Larissa Pelúcio, Wilton Garcia, Deco Ribeiro e Júlio Simões, além do próprio Leandro Colling. As mesas redondas são: Os estudos e movimentos LGBT no Brasil pós-Stonewall; Os estudos, políticas e direitos sobre o corpo e a saúde LGBT no Brasil pós-Stonewall; Estudos, políticas e os marcadores sociais da diferença na comunidade LGBT no Brasil pós-Stonewall; e Novas perspectivas e desafios políticos atuais.
    Informações adicionais sobre o livro
    ISBN: 978-85-232-0811-0
    Ano: 2011
    Formato: 16,3 x 22,8 cm
    Número de páginas: 280
    Preço: R$ 30,00

  • mai18

    Desnaturalização da heterossexualidade

    No artigo abaixo, publicado originalmente na seção Tendências e Debates da Folha de S. Paulo (17/05/2011), Colling discute uma proposta mais ousada e socialmente mais transformadora do que apenas a necessária luta contra a homofobia. Ou seja, a possibilidade de desnaturalizar a heterossexualidade trazendo à luz seu caráter violetamente compulsório.

    LEANDRO COLLING


    Para executar estratégias políticas que denunciem o quanto a heterossexualidade é compulsória, não podemos apostar só em marcos legais


    O Dia de Combate à Homofobia, 17 de maio, é uma boa data para repensarmos as estratégias que utilizamos para desconstruir os argumentos dos homofóbicos.
    As políticas de afirmação identitária, utilizadas para atacar as opressões contra LGBTTTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), negros e mulheres, para citar apenas alguns grupos, surtiram efeito e por causa delas podemos comemorar algumas conquistas. Mas, ao mesmo tempo, essas políticas são limitadas em alguns aspectos.
    Além de afirmar as identidades dos segmentos que representamos, também precisamos problematizar as demais identidades. Por exemplo: LGBTTTs podem, se assim desejarem, problematizar a identidade dos heterossexuais, demonstrando o quanto ela também é uma construção, ou melhor, uma imposição sobre todos.
    Assim, em vez de pensarmos que as nossas identidades são naturais, no sentido de que nascemos com elas, iremos verificar que nenhuma identidade é natural, que todos resultamos de construções culturais.
    Dessa maneira, a “comunidade” LGBTTT passaria a falar não apenas de si e para si, mas interpelaria mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto em relação às suas identidades sexuais e de gêneros (aliás, bem diversas entre si).
    Para boa parte dos heterossexuais, apenas LGBTTTs têm uma sexualidade construída e problemática, e o que eles/as dizem não tem nada a ver com as suas vidas.
    É a inversão dessa lógica que falta fazermos para chamar os heterossexuais para o debate, para que eles percebam que não são tão normais quanto dizem ser.
    Ou seja: para combater a homofobia, precisamos denunciar o quanto a heterossexualidade não é uma entre as possíveis orientações sexuais que uma pessoa pode ter.
    Ela é a única orientação que todos devem ter. E nós não temos possibilidade de escolha, pois a heterossexualidade é compulsória.
    Desde o momento da identificação do sexo do feto, ainda na barriga da mãe, todas as normas sexuais e de gêneros passam a operar sobre o futuro bebê. Ao menor sinal de que a criança não segue as normas, os responsáveis por vigiar os padrões que construímos historicamente, em especial a partir do final do século 18, agem com violência verbal e/ou física.
    A violência homofóbica sofrida por LGBTTTs é a prova de que a heterossexualidade não é algo normal e/ou natural. Se assim o fosse, todos seríamos heterossexuais. Mas, como a vida nos mostra, nem todos seguem as normas.
    Para executar estratégias políticas que denunciem o quanto a heterossexualidade é compulsória, e de como ela produziu a heteronormatividade (que incide também sobre LGBTTTs que, mesmo não tendo práticas sexuais heterossexuais, se comportam como e aspiram o modelo de vida heterossexual), não podemos apostar apenas em marcos legais e institucionais.
    Precisamos desenvolver, simultaneamente, estratégias que lidam mais diretamente com o campo da cultura, a exemplo de ações nas escolas, na mídia e nas artes.
    O projeto Escola sem Homofobia, assim, não correria o risco de apenas interessar a professores/as e alunos/as LGBTTTs. Nesse processo, comunicadores e artistas também poderiam servir como excelentes sensibilizadores para que tenhamos uma sociedade que realmente respeita a diversidade. E a festeja como uma das grandes riquezas da humanidade.


    LEANDRO COLLING, professor da Universidade Federal da Bahia, é presidente da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura e membro do Conselho Nacional LGBT.
  • mai16

    Artigo “O Drama Público de Raul Pompeia” sai na RBCS

    Na mais recente edição da Revista Brasileira de Ciências Sociais foi publicado o artigo “O Drama Publico de Raul Pompeia: sexualidade e política no Brasil finissecular”. O texto parte do bilhete suicida do autor de O Ateneu (1888) e busca reconstituir histórica e sociologicamente a gramática da sexualidade e do gênero que marcou não apenas seu trágico fim, mas também a sociedade brasileira desde o início da república.

    O artigo, escrito por Richard Miskolci e Fernando de Figueiredo Balieiro, resulta do projeto temático Ciências, Literatura e Nação e também da pesquisa individual do coordenador do grupo de pesquisa intitulada “O Desejo da Nação” (Aux. Pesquisa FAPESP).

    Está online no Scielo  e na biblioteca do grupo de pesquisa neste site. No Scielo o link é http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092011000100004&lng=en&nrm=iso

  • abr15

    Márcia Arán – In Memoriam

    Obituário de nossa querida colega do Grupo de Pesquisa escrito por Lilo (Marildo Menegat):

    Nos anos 1980 Márcia Ramos Arán fez parte, com um pequeno grupo de pessoas, de diversos movimentos culturais que procuraram trazer para Caxias um pouco do que era produzido nos principais centros culturais do país. Foi coreógrafa e professora de dança durante anos. Seu estilo moderno e sofisticado de ballet resultou em dois memoráveis espetáculos desta época: Carmen, numa recriação que tomava citações que iam de Merimeé a Saura, de Antonio Gades a Bizet; e, mais ousado ainda, Tiernamente, em que misturou a música de Piazzola com a poesia de Mario Quintana, Ferreira Gullart entre outros. Ambos os espetáculos falavam de amor com intensidade e doçura, dois traços que sempre marcaram as relações que Márcia mantinha com as pessoas. Além da coreografia – que foi abandonando aos poucos, mantendo apenas a beleza do passo em rodas de dança nas festas -, estudou psicologia na Universidade de Caxias do Sul (UCS) entre 1982-86. Neste período participou como uma destacada liderança do seu curso na histórica greve dos estudantes e professores da UCS de 1986. Data deste período seu engajamento nas lutas políticas do país, as quais nunca mais abandonou.

    Em 1989 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez mestrado e doutorado no Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IMS-UERJ). Neles desenvolveu uma pesquisa em torno do tema do feminino na teoria psicanalítica. Os resultados de sua elaboração teórica se voltaram para a reflexão de duas questões que rondam a sociedade moderna como fantasmas: a exclusão das mulheres e a homofobia. Para Márcia Arán, sustentando, aprofundando e ampliando uma idéia exposta por Freud numa de suas obras, a dominação masculina – que leva a imposição de uma identidade homogênea, de costas a toda singularidade e suas expressões – somente se mantém ao preço de um crescente e violento mal-estar na civilização. Psicanalista já reconhecida em seu meio, na segunda metade dos anos 1990 participou da fundação do Espaço Brasileiro de Psicanálise (EBP), com Joel Birman e outros(as), o qual teve, apesar da modesta repercussão, um importante papel na renovação da teoria psicanalítica no Brasil. Escreveu sobre sexualidade, psicanálise e cultura para revistas acadêmicas e especializadas, foi autora do livro O avesso do avesso: feminilidade e novas formas de subjetivação, e organizou diversos livros sobre estes temas. Desde 2008 era professora do IMS da UERJ. Márcia Ramos Arán morreu de câncer no Rio de Janeiro no dia 13 de abril de 2011, aos 46 anos de idade. Era filha de Neila Ramos Arán e Alfredo Arán Bitrián (falecido). Sua vida foi bela porque soube viver com a intensidade de suas idéias. Dança agora (e)ternamente na memória de quem a conheceu e sentirá forte sua falta.

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