feira consumosol do produtor

FEIRA DO PRODUTOR

 

A Feira do Produtor foi uma iniciativa do grupo ConsumoSol e funcionou, nesta condição, durante dois anos. Foi uma iniciativa que visava favorecer o consumo solidário e ético, por meio do contato direto entre produtor e consumidor e da venda de produtos orgânicos (ou em fase de transição para esta condição). A partir de junho de 2008, a Feira se tornou uma iniciativa autônoma dos produtores, passando a ser denominada Feira do Produtor.

 

Horário e local de funcionamento

 Rua 9 de julho, 1704 (duas quadras acima da APASC)

quintas-feiras, das 9:00h as 14:00h.

 

Recomendamos a todos que visitem e utilizem os produtos que são ali oferecidos!

 

Em relação a outras iniciativas do ConsumoSol, na direção dos objetivos pretendidos quando da criação da Feira, foi definido, que estarão inseridas no projeto  INCOOP voltado para desenvolvimento territorial dos bairros Jd. Gonzaga e Monte Carlo, que prevê a criação e articulação de iniciativas de Economia Solidária. Neste sentido, o ConsumoSol será parceiro deste projeto, implementando ações voltadas para a promoção de consumo ético, responsável e solidário, incluindo aí eventualmente comercialização por meio de relação direta produtor-consumidor, finanças solidárias e feiras de trocas.

 

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O texto abaixo traz algumas informações sobre a antiga Feira ConsumoSol do Produtor, seus objetivos e princípios:

 

A Feira ConsumoSol do Produtor tem como objetivos principais permitir o encontro entre produtores e consumidores e disseminar os ideais do consumo responsável.
Permitir o encontro entre produtores e consumidores é a única possibilidade de se criar um vínculo de abastecimento que pode ultrapassar a relação simplesmente comercial e capitalista, onde o consumidor escolhe pelo critério da máxima qualidade disponível, pelo mínimo do preço de mercado; e o produtor, pelo seu lado, busca o máximo preço de venda pelo mínimo custo de produção possível.
Criar vínculos de abastecimento através de novas relações de troca significa produzir relações sociais para intermediar a satisfação das necessidades, em oposição ao consumismo “teleguiado” pelo marketing, que nos faz percorrer corredores repletos de gôndolas, onde podemos adquirir esclarecimento sobre os gêneros disponíveis através de rótulos e embalagens, cores e marcas.
O contato do consumidor final com o produtor é a maneira mais direta que alguém pode empregar para manifestar suas necessidades, resolver suas dúvidas, expressar suas opiniões, dar sugestões, enfim, comunicar-se. A feirinha dispensa rótulos, e certificações, é o olho no olho, a voz e a palavra. Uma solução humana para uma vida automatizada e mediada pelas normas do estado e do mercado.
Em nossa região há sistemas produtivos instalados há décadas, que permitem a existência de diversidade biológica, geram empregos para pessoas que residem no campo, conservando assim o capital cultural dos camponeses (conhecimentos de fenologia de plantas, comportamento de animais, soluções caseiras para problemas produtivos e de saúde – para ficar com poucos exemplos), mas estes sistemas correm risco de sumir.
Nossa feira ainda é pequena, mas na medida em que cresce, podem causar impactos positivos na economia regional, proporcionando perspectivas de geração e distribuição de renda, favorecendo a permanência de agricultores em suas propriedades e evitando que estes entreguem a administração das terras que ocupam a grandes empresas. Empresas estas que instalam monoculturas altamente mecanizadas e poluidoras, com sistemas de gerenciamento concentradores de renda, que utilizam mão de obra urbana pouco especializada com remuneração mínima, carga de trabalho sobre-humana, através de organizações pseudo-formais (coopergatos), que evitam vínculos trabalhistas e dispensam os vínculos afetivos dos trabalhadores pelas roças e paisagens.

 

 

ver regulamento interno.