O Departamento de Sociologia e o Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar convidam para a apresentação do filme:

Yes, We Fuck! (dir: Antonio Centeno, Raúl de la Morena, Espanha, 2015, 60´)

Seguido da palestra:

“Mi cuerpo es un campo de batalla”: la politización del género y la sexualidad en el activismo de la diversidad funcional (deficiencia)

com Andrea García-Santesmases (Universidad de Barcelona e Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/ Unicamp),  comentários de Carolina Branco Castro Ferreira (Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/ Unicamp) e Marco Antônio Gavério (mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFSCar)

O evento acontecerá dia 5/9, 18:30h – Auditório do Departamento de Sociologia.

Compareçam!!!

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O Departamento de Sociologia e o Programa de Pós-Graduação em Sociologia convidam toda a comunidade acadêmica para suas aulas públicas:

- 22/03/2016: “Conjuntura política brasileira” – Fórum de Debates – O que está acontecendo no Brasil?Gabriel Feltran – organizado pela CCult UFSCar – Mediação: Wilson Alves-Bezerra

19:00 Local: Auditório da Reitoria  – UFSCar – Campus São Carlos

Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=cMlaECA14hk&feature=youtu.be

- 12/04/2016: “Estado Penal, polícia, política no Brasil Contemporâneo” – Fórum de Debates – O que está acontecendo no Brasil?Jacqueline Sinhoretto – organizado pela CCult UFSCar – Mediação: Wilson Alves-Bezerra

19:00 Local: Auditório Bento Prado Jr. – UFSCar – Campus São Carlos

Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=B8uc3rpXifE&feature=youtu.be

- 23/03/2016: “Para além da polarização: em defesa de processos democráticos” – Gabriel Feltran (DS), Vera Cepeda (DCSo), Wagner Molina (DCSo), Lucy Oliveira (doutoranda PPGPol), Mônica Stival (DFMC), Joelson Carvalho (DCSo) e André Ricardo (DS) – Organizado por APSP e NuMI – EcoSol UFSCar

17:30h Local: Auditório Florestan Fernandes – UFSCar – Campus São Carlos

- 13/04/2016: “Interesses e impactos por trás do ´impeachment´” – Israel de Sá (DL), André Ricardo de Souza e Gabriel Feltran

12h – Local: Biblioteca Comunitária – UFSCar – Campus São Carlos

- 24/05/2016: “Direitos Humanos sob ataque: fundamentalismos e política das diferenças” – Richard Miskolci

14h – Local: Atrás da Biblioteca Comunitária – UFSCar – Campus São Carlos

- 25/05/2016: “Neoliberalismo e a Ponte para o futuro” – Jacqueline Sinhoretto e Gabriel Feltran

14h – Local: Em frente ao AT5 – UFSCar – Campus São Carlos

-31/05/2016: “Roda de conversa sobre a PEC 33 e redução da maioridade penal” – Jacqueline Sinhoretto, Carla Silva (DTO), Natália Ferreira, Andrá Salles (PPGS/ GEVAC)

13:30h – Local: Em frente à ETEC de São Carlos

- 02/06/2016: “Judiciário e Política no Brasil Contemporâneo” – Fabiana Luci de Oliveira e Jacqueline Sinhoretto

14h – Local: Teatro de Bolso/DAC – UFSCar – Campus São Carlos

- 15/06/2016: “Mulheres, assédio e violência de gênero na UFSCar” – NEAB, DTPP e DS/ PPGS

16h – Local: Teatro de bolso – UFSCar – Campus São Carlos

- 16/06/2016: “As periferias e a crise” – Gabriel Feltran

10h – Local: Pão de queijo (PQ) -  UFSCar – Campus São Carlos

- 16/06/2016: “A questão agrária e a crise política” – Rodrigo Constante Martins

14h – Local: Pão de queijo (PQ) -  UFSCar – Campus São Carlos

- 21/06/2016: “Estado laico, democracia e direitos humanos” – André Ricardo de Souza,  Camila de Pieri Benedito e Giulliano Placeres

11h – Local: Pão de queijo (PQ) -  UFSCar – Campus São Carlos

- 21/06/2016: “Riso e humor como armas políticas no Brasil atual” – Jorge leite Jr. e Juliana Spagnol Sechinato

14h – Local: Pão de queijo (PQ) -  UFSCar  – Campus São Carlos

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Qual é a representatividade da mulher no Brasil?

Retomar o debate sobre a representatividade feminina em posições de poder é especialmente relevante em tempos de indicação para órgãos públicos no Brasil, como o Banco Central (BC) e o Supremo Tribunal Federal (STF). É também uma reflexão importante para o dia internacional da mulher. Dentre os nomes cotados, formal ou informalmente, para essas instituições, não há representante feminina para o BC e são raras aquelas para o STF. Afinal, essa reduzida representatividade no País se dá por quais razões? Há, de fato, iguais oportunidades para homens e mulheres?

Infelizmente, o diagnóstico é o de que a presença de uma mulher no cargo político mais alto do País, a Presidência da República, não parece ter gerado impacto acentuado e duradouro nos quadros de poder. O governo Dilma Rousseff não foi capaz de implementar uma política robusta para a inclusão da mulher nos quadros políticos e, em sua tentativa no primeiro mandato, os efeitos duraram pouco. Isso reforça o argumento de que as ações políticas de Dilma foram mais simbólicas do que implicaram mudança institucional efetiva.

O segundo mandato do governo já se iniciou com retrocesso. No âmbito do Poder Executivo, menos nomeações femininas foram feitas para cargos de chefia em ministérios comparativamente ao governo de 2011: seis (15%) e onze nomeações (28%), respectivamente, para um total de 39 cargos, o que representa um corte de quase 50%. No Chile, o segundo mandato de Michelle Bachelet contou com 39% de mulheres em ministérios (9/23) e, no primeiro mandato, com 45% (10/22). Apesar do igual retrocesso, as porcentagens são mais significativas em um país latino-americano vizinho, também conduzido por uma mulher. O Chile também conta hoje com representação feminina no comando do Senado, embora o avanço global no Legislativo ainda seja lento.

Desde o início de sua gestão, a presidente já designou 92 dirigentes políticos para ministérios, incluindo secretarias ou agências com o mesmo status. Somente 15 são mulheres (16%). No geral, homens tiveram mais re-nomeações entre si e substituíram mulheres. Ainda, elas ocuparam apenas 12 dos 39 ministérios. No âmbito do Poder Judiciário, Dilma indicou cumulativamente 16 ministros para o STF e para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo somente três mulheres. No total de 18 mulheres escolhidas para o Executivo e para o Judiciário, apenas duas são negras. Ambas foram nomeadas para a mesma secretaria: a de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Esse dado parece apontar mais para um efeito simbólico do que uma mudança institucional efetiva.

Além da simples análise numérica, a natureza dos ministérios tende a revelar o papel reservado à mulher no poder. Das dez pastas com maior impacto político-econômico – quais sejam Fazenda, Planejamento, Justiça, Relações Exteriores, Casa Civil, Defesa, Saúde e Previdência, além do BC e da Advocacia Geral da União (AGU) cujos mais altos dirigentes têm status de ministro –, apenas o Planejamento e a Casa Civil foram geridos por uma mulher no governo Dilma. No entanto, essa conquista não chegou ao segundo mandato.

Justiça, Relações Exteriores, Defesa, Saúde, Previdência, BC e AGU jamais contaram com uma mulher em seu comando, em toda sua história – embora o BC já tenha tido duas mulheres em sua diretoria. Agricultura, pasta considerada tradicional, contou com uma mulher no segundo mandato. Em uma análise global, contudo, as áreas reservadas às mulheres tendem a estar relacionadas a direitos humanos e comunicação. No Brasil, justiça e, especialmente, economia ainda são espaços com vasta predominância masculina. No mundo, já temos avanços importantes na economia: Christine Lagarde no Fundo Monetário Internacional (FMI), Janet Yellen e Zeti Akhtar Aziz nos bancos centrais dos Estados Unidos (Fed) e da Malásia, respectivamente.

Mas o que explica a persistência da reduzida representatividade feminina? É evidente que não é apenas a baixa indicação de mulheres pela presidente, ainda que seja um fator-chave relevante e porque se esperava mais de seu governo do que qualquer outro no País. A baixa representatividade também é efeito de uma cultura social masculina e de instituições subjacentes, que não estão equipadas para receberem mulheres.

Anne-Marie Slaughter, professora de Princeton que ocupou o cargo de diretora de planejamento político no governo dos Estados Unidos, em seu texto publicado pela Atlantic em 2012, questiona o mito de que as mulheres já “podem ter tudo”. Mulheres não estão em pé de igualdade com homens. Algumas mulheres, que chegaram ao ápice do seu sucesso profissional, precisam acumulá-lo com uma carga de frustração pessoal, porque tiveram que abdicar da convivência familiar para poder se qualificar enquanto “funcionalmente capazes”. Outras, como bem descreve a professora da UFSCar Maria da Gloria Bonelli em suas pesquisas, incorporaram os valores masculinos da profissão e apagaram a diferença. O problema passa a ser visto como a incompetência eventual ou a falta de vontade de mulheres, e não como algo estrutural. O mito da igualdade de oportunidades ignora a realidade empírica e todos os obstáculos aos quais elas estão submetidas ao longo de sua carreira, especialmente se considerarmos as distinções entre raça, classe econômica, orientação sexual e identidade de gênero.

Pensar a igualdade de gêneros é também pensar políticas que tornem eficaz a mudança institucional: por exemplo, ter cotas para mulheres em comitês ou conselhos executivos (como se criou na Alemanha, em dezembro último), estrutura adequada para amamentar no local de trabalho, licenças de paternidade e maternidade equiparadas, entre outras. Essas conquistas também seriam um ganho social para homens e entidades familiares em suas diferentes configurações.

A representatividade feminina é importante por potencializar pautas de interesse das mulheres em diferentes áreas, além de contribuir decisivamente para maior produtividade. Por isso, é urgente discuti-la, especialmente considerando o contexto de conservadorismo em que se encontra o Congresso Nacional. Os posicionamentos públicos sobre a criminalização do aborto são sintomáticos. Afirmar que não temos mulheres preparadas o suficiente para assumir cargos de maior influência é simplista, e esconde o problema real, que é estrutural. O governo avançou? Muito pouco e teve retrocessos. Precisamos de ações institucionais e não somente simbólicas.

*Camila Villard Duran é professora de direito da USP e pesquisadora visitante das universidades de Oxford e Princeton. Barbara Simão e Maria Luciano são pesquisadoras do PET Sociologia Jurídica (FD-USP/Sesu – MEC).

Fonte: Carta Capital, 08/03/2015, por Camila Villard Duran, Barbara Simão e Maria Luciano, disponível: http://www.cartacapital.com.br/politica/qual-e-a-representatividade-da-mulher-no-brasil-8635.html, acesso 02/04/2015

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The influence of Ulrich Beck’s work on the social-environmental studies in Brazil

by Rodrigo Constante Martins

Ulrich Beck’s work had a significant impact on the establishment of the conceptual field of environmental sociology in Brazil. In particular, his book Risk Society (originally published in 1986, but its first Brazilian edition would be published in Portuguese only 14 years later, in 2010) had a great influence – since the late 1980s – among the Brazilian research groups dedicated to the debate on the relationship between society and nature in modern contexts.

Among the scholars of socioenvironmental conflicts in the country, Beck’s work frequently took its place alongside Anthony Guidens’ in the debates on modernity. Such articulation, however, did not necessarily mean a consensual dialogue between these two authors. Following the work of both authors during the 1990s, it became increasingly evident for Brazilian experts on the society-nature relationship, the existence of a rich tension between the two approaches.

As it is well known, Beck and Giddens consider that the current risks are objectively different. For both, contemporary society is characterised by the radicalisation of the principles which guides the process of industrial modernisation, which would mark the passage of the modern society to the late modernity, according to Giddens, or to the risk society – and reflexive modernisation – according to Beck. These arguments – developed in Reflexive Modernisation (1995) – would become fundamental for studies seeking to identify the environmental crisis of the late twentieth century as still being an event of the reflexive modern society, thus rejecting the thesis which used to take the environmental issue as one of the milestones of the alleged postmodern condition.

It is clear that Beck’s work was based on a thesis of modernity itself. He claimed the leading role of industrialisation in differentiating pre-modern and modern worlds (a thesis classically defended by authors such as Durkheim and Marx). He suggested that the most powerful extension of this role would be the power of technology and industrial development within social relationships. He then stated that this power would have been deeply transformed by its own development, which produced global risk, as a set of “manufactured uncertainties.”

Thus, the industrial society, characterised by the production and unequal distribution of goods, would have been displaced by the risk society, in which the distribution of risks would no longer correspond to the social, economic and geographical differences typical of the first industrial modernity. The development of science and technology could no longer cope with the prediction and control of risks generated. As a consequence, this would promote high-gravity effects on human health and on the environment – unknown effects in the long run, which when discovered would tend to the condition of irreversibility.

In Brazil, this notion of the centrality of risk influenced studies on various issues related to biodiversity conservation, production of Genetic Modified foods in agriculture, water management and food security. Dialoguing with studies in the sociology of science, Beck’s discussion of risk was also incorporated with significant recurrence in monographs and doctoral theses devoted to the study of empirical situations of conflicts between “experts and lay people”. In these studies, the actual environmental issues, mainstreamed by disputes between different modalities of knowledge, was problematised in a constructionist perspective, in which the perceived risk was understood as relative from the categories of perception of the social world.

A further important point of Beck’s work which is incorporated in the socioenvironmental studies in Brazil is related to the construction of new ways of exercising politics. In The Reinvention of Politics (1997), the author highlighted how the emergence of universal values (such as human rights, preservation of species, responsibility for future generations, etc.) would extrapolate the left-right political metaphor. In terms of governance of public life, there would be the need to think of spaces for sub-politics, involving different levels of interests and social actors. In this case, it would need the formation of true forums of negotiation focused on the control of risks, involving experts and lay people, as well as representatives of large economic groups, workers’ organisations and environmentalists. In this case, civil society, not only state institutions, would be agents in sub-politics.

In Brazil, this discussion has taken shape through participatory decentralisation of decisions on the environment and food security, through themes such as allowing the cultivation of GM foods and the governance of natural resources (in the latter case, we had the creation, for instance, of Environmental Councils, Sustainable Development Councils and River Basin Committees). In accordance with Beck, the defence of social participation within the arenas of Brazilian environmental politics would become an important indicator of an ecological or reflexive democracy.

However, Beck’s thesis on the risk society, as all important theses in sociology, also sparked criticism of great value for environmental studies, particularly in the so-called peripheral or, currently, post-colonial countries. This is the counter-argument undertaken by the theorists of environmental justice, which highlighted the Eurocentric nature of risk theory. This is mainly due to Becks’ emphasis on the global and democratic character of the risk, which would reach almost interchangeably different people and social classes, Western and non-Western society (as he used to define it), going beyond the typical national and/or regional borders of the so-called industrial society of the first modernity. For theorists of environmental justice, the main feature of the risk would be its class character, with quite evident geopolitical boundaries. In Brazil, such a theoretical framework has influenced prominent studies which articulate elements from the notion of risk with empirical diagnosis of process of environmental inequality, which can be manifested both in the forms of unequal environmental protection as well as unequal access to environmental resources.

Sadly, we will not be able to debate and incorporate new ideas being produced by Beck anymore. However, even placed in the critical target condition, the notion of risk developed by Beck is still undoubtedly an important pillar in the constitution of the field of socioenvironmental studies at an international level and in Brazil, in particular.

Professor Rodrigo Constante Martins

Department of Sociology, Federal University of São Carlos, Brazil

Fonte: TCS | Published: March 12, 2015

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SEMINÁRIO “JUVENTUDES E A NOVA CULTURA DO TRABALHO”

A proposta do seminário é debater a flexibilização presente nas novas formas de produção, nas novas tecnologias e na organização do trabalho que privilegiam o jovem como o trabalhador ideal, propenso à inovação, às mobilidades exigidas pelas mudanças espaciais e temporais dos lócus de trabalho, assim como às fragilidades dos vínculos contratuais. Essa nova cultura do trabalho se imbrica com culturas juvenis que tem no consumo seu objeto de desejo e no trabalho criativo uma perspectiva de realização pessoal, alimentadas por ideologias de autonomia e empreendedorismo, frente a uma rigidez anterior do trabalho assalariado e regular. Entretanto, essa realização é restrita e assume diversas configurações decorrentes de recortes de classe. Para discutir as distintas formas de inserção/exclusão do mercado de trabalho dos jovens, privilegiamos, por um lado, as ocupações/profissões socialmente valorizadas, vinculadas a novas tecnologias e aos novos modelos organizacionais flexíveis, nos quais o conhecimento e a “imaterialidade” dos produtos se constituem em fator estruturante. Em linhas gerais, seriam os trabalhadores das “indústrias criativas”, sejam elas tecnológicas e/ou artísticas, marcadas por uma diversidade de contratos de trabalho, de prestígio e valorização identitária, que tem na inovação quase que um sinônimo de juventude. A segunda está relacionada a atividades menos glamourosas e mais precárias, vinculadas a novas formas de produção formal (com temporalidades distintas) na qual os jovens são preferidos como: cadeias de fast-food, supermercados, lojas de departamentos; e atividades informais no comércio ambulante, vendas em domicílio, atividades ilícitas e criminais, nas quais vive-se o imediato, sem perspectivas de continuidade ou mesmo de futuro e em que o consumo é percebido como forma de inserção. Englobam jovens com baixa escolaridade e qualificação (embora nem sempre), nas margens ou excluídos do mercado de trabalho formal. Em comum pode-se falar de culturas juvenis, nas quais o trabalho assume valorização e representações simbólicas diferenciadas, frente aos grupos de referência, como a família, amigos e conhecidos. Ocupações desejadas e/ou ocupações possíveis para uma juventude na qual o consumo de bens materiais e simbólicos tornam-se marcadores de inserção/exclusão social, e reproduzidas pelo discurso do “novo espírito do capitalismo”, instável, flexível, móvel.

LOCAL: Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, SP
DATA: 19 a 21 de novembro de 2014
ORGANIZAÇÃO (COORDENAÇÃO): Grupo de Estudos Trabalho e Mobilidades-GETM

Maiores informações, acesse o link http://www.getmlest.ufscar.br/

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Valter Silvério, docente do Departamento de Sociologia, concede entrevista para o Jornal El País

A maioria dos brasileiros é contra o casamento gay, o aborto e a maconha

Marina Rossi

Em qualquer padaria ou posto de gasolina no Brasil é possível encontrar e comprar um pacotinho de seda, dessas usadas para enrolar um cigarro de maconha. Isso não é novidade para quase ninguém, e não há quem critique. Paradoxalmente, uma pesquisa realizada pelo Instituto Ibope e divulgada nesta quinta-feira, revelou que 79% dos brasileiros são contra a descriminalização da maconha.

Outro dado revelado pela pesquisa é a posição dos brasileiros em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. E mais da metade, 53%, disseram ser contra. A maioria é contra também a descriminalização do aborto: 79%.

O país do contra, porém, não reflete exatamente o que é feito na prática. No Brasil, calcula-se que um milhão de mulheres realizem um aborto ao ano. Ou seja, uma em cada cinco já fez esse procedimento clandestinamente. E a cada dois dias, uma brasileira morre em decorrência de um aborto inseguro.

Para Valter Silverio, docente do departamento de sociologia e da pós-graduação da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), esse paradoxo entre a prática e o que é dito nas pesquisas ocorre porque omitimos nossas opiniões em busca do politicamente correto. “É muito provável que você encontre entre esses 80% que são contra o aborto um grande percentual de pessoas que já tenham feito aborto”, diz. “O mesmo vale para os que são contra o casamento gay; muitos deles já tiveram relações homoafetivas”.

Em busca do politicamente correto, um problema de saúde pública como o aborto fica fora também da agenda eleitoral, já que os presidenciáveis evitam esbarrar nesses assuntos polêmicos. Na semana passada, a candidata Marina Silva (PSB) mudou seu programa de governo, alterando o parágrafo que falava sobre a união de pessoas do mesmo sexo. Evangélica, Marina Silva evita falar sobre o tema. Dilma Rousseff e Aécio Neves compartilham da mesma postura, o silêncio, ou, evitar, ao máximo falar desses assuntos polêmicos.

Para Silverio, essa fuga dos candidatos tem a ver com esse paradoxo “e com algo muito pior: a nossa opinião publica”. Segundo o professor, ainda que os jornais de grande circulação no Brasil tratem do assunto, e moldem a opinião pública favorável a esses temas, a quantidade de leitores atingidos é muito restrita. “Ao mesmo tempo, o rádio e a televisão desconstroem qualquer possibilidade de enfrentamento sério desses temas”, diz. “É como se fosse feita uma doutrinação bíblica pelos veículos de comunicação”, explica, citando a quantidade de rádios evangélicas no país como um “fenômeno impressionante”.

Os únicos candidatos que falam mais sobre o assunto – e defendem a descriminalização do aborto e da maconha – são Eduardo Jorge, do PV e Luciana Genro, do PSOL. Cada um deles tem apenas 1% das intenções de voto nas pesquisas. Segundo Silverio porém, embora os presidenciáveis no topo das pesquisas não falem sobre o assunto, essa pesquisa não interfere necessariamente, nas urnas. “Se 80% são contrárias ao aborto, como se explica a recuperação de Dilma Rousseff nas pesquisas, sendo que ela representa, de alguma maneira, 12 anos de um Governo onde essas questões passaram a ganhar espaço em termos de processo decisório positivo?”.

Outros temas polêmicos tratados pelo Ibope são a pena de morte – 46% são a favor e 49% são contra; e o Bolsa Família, programa criado pelo governo do ex-presidente Lula, que tem apoio de 75% dos brasileiros. Entre os que têm renda mensal de até um salário mínimo, o apoio ao Bolsa Família chega a 90%, segundo o levantamento.

Aécio Neves, do PSDB, já afirmou em sua propaganda política na televisão que, se eleito, dará continuidade ao principal programa petista. Quando um tema tem grande aceitação, defendê-lo parece mais fácil.

Segundo a pesquisa, os homens são a maioria entre os que são contra o casamento gay: 58%. Já entre as mulheres, 49% são contra e 44% a favor. A descriminalização da maconha e do aborto não são defendidos nem mesmo pelos mais jovens. Entre aqueles com idade

Fonte:

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/04/politica/1409867965_896347.html

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Especialistas de todo o mundo discutem abordagem inovadora da África e suas diásporas na UFSCar

Conferência sobre novas concepções da África e suas diásporas será aberta ao público

Nesta semana – de 27 a 30 de agosto –, a UFSCar será sede de reunião do Comitê Científico do projeto internacional “História Geral da África”, coordenado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Durante o evento, estarão na Universidade especialistas de 15 países, sendo oito africanos: Argélia, Camarões, Angola, Mali, República Democrática do Congo, Botswana, Madagascar e Benim. Esta será a terceira reunião do comitê que está preparando o nono volume da coleção “História Geral da África”, projeto iniciado em 1964 com o objetivo de promover o reconhecimento do patrimônio cultural da África e a compreensão de sua relação com outras civilizações, a partir de uma visão obtida de dentro do continente africano.

Na quarta-feira, dia 27, às 9h30, acontece a cerimônia de abertura do encontro, no Anfiteatro da Reitoria, na área Sul do Campus São Carlos da UFSCar. Está prevista a presença do Presidente do Comitê Científico, Augustin Holl; do Chefe da Seção de Diálogo Intercultural da Unesco, Ali Moussa Iye, que coordena o projeto de elaboração da “História Geral da África”; da Coordenadora da área de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero; da Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Macaé Maria Evaristo dos Santos; e do Reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho.

Em seguida, a partir das 10 horas, será realizada a conferência “Contribuições da História Geral da África para uma outra visão da África e suas Diásporas”, proferida por Elikia M’Bokolo, historiador vinculado à Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (EHESS), na França, e Presidente do Comitê Científico para o uso pedagógico da “História Geral da África”. A apresentação, em Português, poderá ser acompanhada por webconferência no link http://webconf2-rnp.br/UAB_UFSCar. Também será aberta ao público a apresentação do Volume IX, a ser proferida por Olabiyi B. Joseph Yai, Embaixador do Benim junto à Unesco, a partir das 11h30. As demais sessões do evento serão restritas aos integrantes do Comitê Científico e especialistas convidados.

História Geral da África
O projeto de organização dos oito primeiros volumes da coleção “História Geral da África”, publicados originalmente em Francês no final de década de 1980, foi iniciado ainda em 1964. A elaboração da obra envolveu mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos. Em 2011, a obra foi publicada em Português, em uma parceria entre a Unesco, o Ministério da Educação e a UFSCar. A tradução foi desenvolvida pelo Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (NEAB) da UFSCar, sob a coordenação do professor Valter Silvério, do Departamento de Sociologia da Universidade. Os oito volumes, bem como os primeiros materiais pedagógicos desenvolvidos no âmbito do projeto “Brasil-África: Histórias Cruzadas”, podem ser obtidos gratuitamente no site da Unesco.

Em 2009, foi iniciada internacionalmente uma segunda etapa do projeto, voltada mais especificamente à renovação do ensino de história com base na coleção. No âmbito dessa segunda fase, está sendo estruturado um novo volume (Volume IX), que deverá atualizar a coleção, já que os volumes anteriores cobrem os períodos da Pré-História até a década de 1980. Para a elaboração do Volume IX foi constituído um Comitê Científico composto por 16 pesquisadores dos oito países africanos mencionados anteriormente, Barbados, Cuba, China, França, Canadá, Estados Unidos e Brasil. O Comitê se reuniu em novembro de 2013 em Salvador e em junho deste ano na França. Neste terceiro encontro, além dos trabalhos específicos relacionados à organização do Volume, será realizado o workshop intitulado “New conceptualizations on Africa and its Diasporas in the social sciences and humanities”, cujo principal objetivo é refletir de forma aprofundada sobre as implicações teóricas e metodológicas de uma nova abordagem que busca construir uma história dos processos conectando a África e suas diásporas e, também, que retrate como dialogam e influem nas diversas fases da globalização.

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QUARTA SOCIOLÓGICA

A “cultura da periferia” como recurso da ação coletiva na Baixada Fluminense: considerações sobre os saraus e a “violência política” em Nova Iguaçu
Jussara Freire, da UFF e do CEVIS – Dia 20 de agosto, no Auditório do Depto de Sociologia, UFSCar, às 10 hs.

Nos últimos cinco anos, “saraus” se multiplicam em ritmo acelerado na Baixada Fluminense, área da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A região é associada no debate público à “violência política” e, pouco tempo após o início do “projeto de pacificação” na capital, à “violência urbana”. Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, é um dos palcos destes encontros. A partir da etnografia de mobilizações coletivas iniciada em 2002 nesta cidade, analiso a trajetória dos repertórios reivindicativos de “movimentos” e “coletivos” engajados na construção de uma causa cultural, anterior e posteriormente aos “saraus periféricos”. Minha etnografia volta-se para as competências políticas dos atores engajados na defesa desta causa, analisando as ressignificações das categorias “cultura” e “periferia” em um ambiente de continuidade da ordem pública e da força (esta última sendo associada às linguagens da “violência urbana”, mas principalmente, da “violência política”).

CV resumido: Jussara Freire é graduada e mestre em sociologia (área de concentração: sociologia urbana, Université Paris X-Nanterre) e doutora em sociologia (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro/IUPERJ). Atualmente, é professora adjunta da Universidade Federal Fluminense (UFF/Campos). Atua nas seguintes linhas de pesquisa: arenas e problemas públicos; ação coletiva, movimentos sociais urbanos e engajamento político; sociabilidade urbana e ordem violenta. Integra o grupo de pesquisa (diretório CNPq) CEVIS – Coletivo de Estudos sobre Violência e Sociabilidade (UERJ) e coordena o grupo de pesquisa Cidades, espaços públicos e periferias (UFF/Campos).

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II Oficina de Estudos Urbanos

Programação completa da II Oficina de Estudos Urbanos

Realização: Grupo de Estudos de Antropologia da Cidade (USP), NaMargem (Centro de Estudos da Metrópole/UFSCar) e Laboratório de Estudos Urbanos (CPDOC/FGV)

16 e 17 de setembro de 2014

Departamento de Antropologia, FFLCH, USP, sala 24

16/9/2014, terça-feira

9h30-10h15

Abertura da II Oficina de Estudos Urbanos

Mariana Cavalcanti (FGV/CPDOC)

Gabriel Feltran (UFSCar)

Heitor Frúgoli Jr. (USP)

10h15-12h30

A cidade para além dos binarismos

Luiz Antonio Machado da Silva (IESP/UERJ)

José Guilherme Magnani (USP)

Vera Silva Telles (USP)

Moderadora: Fraya Frehse (USP)

14h30-17h

Territórios e territorialidades

Lívia de Tommasi (UFF)

Márcio José de Macedo (The New School for Social Research)

Guilhermo Aderaldo (USP)

Moderadora: Taniele Rui (CEBRAP)

17/9/2104, quarta-feira

10-12h30

Cidades, estado e mercados

Daniel Hirata (UFRJ)

Adriana Vianna (UFRJ/MN)

Bianca Freire-Medeiros (FGV/CPDOC)

Moderadora: Patricia Birman (UERJ)

14h30-17h

Insurgências contemporâneas

Lia de Mattos Rocha (UERJ)

Luiz Henrique Toledo (UFSCar)

Ronaldo Almeida (UNICAMP)

Moderadora: Júlia O’Donnell (FGV/CPDOC)

17h15-18h

Sessão de encerramento

http://geacusp7.wix.com/geac#!ii-oficina-de-estudos-urbanos/c10uk

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Profa. Moraes, um dos exemplo das mulheres pesquisadoras

A Revista KAPPA,  edição 52, http://www.kappamagazine.com.br/saocarlos/edicao_52/, págs 68-70, traz uma reportagem com a Profa Maria Aparecida Moraes Silva, docente do Departamento de Sociologia, tendo-a como exemplo das mulheres pesquisadoras…

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