Especialistas de todo o mundo discutem abordagem inovadora da África e suas diásporas na UFSCar

Conferência sobre novas concepções da África e suas diásporas será aberta ao público

Nesta semana – de 27 a 30 de agosto –, a UFSCar será sede de reunião do Comitê Científico do projeto internacional “História Geral da África”, coordenado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Durante o evento, estarão na Universidade especialistas de 15 países, sendo oito africanos: Argélia, Camarões, Angola, Mali, República Democrática do Congo, Botswana, Madagascar e Benim. Esta será a terceira reunião do comitê que está preparando o nono volume da coleção “História Geral da África”, projeto iniciado em 1964 com o objetivo de promover o reconhecimento do patrimônio cultural da África e a compreensão de sua relação com outras civilizações, a partir de uma visão obtida de dentro do continente africano.

Na quarta-feira, dia 27, às 9h30, acontece a cerimônia de abertura do encontro, no Anfiteatro da Reitoria, na área Sul do Campus São Carlos da UFSCar. Está prevista a presença do Presidente do Comitê Científico, Augustin Holl; do Chefe da Seção de Diálogo Intercultural da Unesco, Ali Moussa Iye, que coordena o projeto de elaboração da “História Geral da África”; da Coordenadora da área de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero; da Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Macaé Maria Evaristo dos Santos; e do Reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho.

Em seguida, a partir das 10 horas, será realizada a conferência “Contribuições da História Geral da África para uma outra visão da África e suas Diásporas”, proferida por Elikia M’Bokolo, historiador vinculado à Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (EHESS), na França, e Presidente do Comitê Científico para o uso pedagógico da “História Geral da África”. A apresentação, em Português, poderá ser acompanhada por webconferência no link http://webconf2-rnp.br/UAB_UFSCar. Também será aberta ao público a apresentação do Volume IX, a ser proferida por Olabiyi B. Joseph Yai, Embaixador do Benim junto à Unesco, a partir das 11h30. As demais sessões do evento serão restritas aos integrantes do Comitê Científico e especialistas convidados.

História Geral da África
O projeto de organização dos oito primeiros volumes da coleção “História Geral da África”, publicados originalmente em Francês no final de década de 1980, foi iniciado ainda em 1964. A elaboração da obra envolveu mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos. Em 2011, a obra foi publicada em Português, em uma parceria entre a Unesco, o Ministério da Educação e a UFSCar. A tradução foi desenvolvida pelo Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (NEAB) da UFSCar, sob a coordenação do professor Valter Silvério, do Departamento de Sociologia da Universidade. Os oito volumes, bem como os primeiros materiais pedagógicos desenvolvidos no âmbito do projeto “Brasil-África: Histórias Cruzadas”, podem ser obtidos gratuitamente no site da Unesco.

Em 2009, foi iniciada internacionalmente uma segunda etapa do projeto, voltada mais especificamente à renovação do ensino de história com base na coleção. No âmbito dessa segunda fase, está sendo estruturado um novo volume (Volume IX), que deverá atualizar a coleção, já que os volumes anteriores cobrem os períodos da Pré-História até a década de 1980. Para a elaboração do Volume IX foi constituído um Comitê Científico composto por 16 pesquisadores dos oito países africanos mencionados anteriormente, Barbados, Cuba, China, França, Canadá, Estados Unidos e Brasil. O Comitê se reuniu em novembro de 2013 em Salvador e em junho deste ano na França. Neste terceiro encontro, além dos trabalhos específicos relacionados à organização do Volume, será realizado o workshop intitulado “New conceptualizations on Africa and its Diasporas in the social sciences and humanities”, cujo principal objetivo é refletir de forma aprofundada sobre as implicações teóricas e metodológicas de uma nova abordagem que busca construir uma história dos processos conectando a África e suas diásporas e, também, que retrate como dialogam e influem nas diversas fases da globalização.

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QUARTA SOCIOLÓGICA

A “cultura da periferia” como recurso da ação coletiva na Baixada Fluminense: considerações sobre os saraus e a “violência política” em Nova Iguaçu
Jussara Freire, da UFF e do CEVIS – Dia 20 de agosto, no Auditório do Depto de Sociologia, UFSCar, às 10 hs.

Nos últimos cinco anos, “saraus” se multiplicam em ritmo acelerado na Baixada Fluminense, área da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A região é associada no debate público à “violência política” e, pouco tempo após o início do “projeto de pacificação” na capital, à “violência urbana”. Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, é um dos palcos destes encontros. A partir da etnografia de mobilizações coletivas iniciada em 2002 nesta cidade, analiso a trajetória dos repertórios reivindicativos de “movimentos” e “coletivos” engajados na construção de uma causa cultural, anterior e posteriormente aos “saraus periféricos”. Minha etnografia volta-se para as competências políticas dos atores engajados na defesa desta causa, analisando as ressignificações das categorias “cultura” e “periferia” em um ambiente de continuidade da ordem pública e da força (esta última sendo associada às linguagens da “violência urbana”, mas principalmente, da “violência política”).

CV resumido: Jussara Freire é graduada e mestre em sociologia (área de concentração: sociologia urbana, Université Paris X-Nanterre) e doutora em sociologia (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro/IUPERJ). Atualmente, é professora adjunta da Universidade Federal Fluminense (UFF/Campos). Atua nas seguintes linhas de pesquisa: arenas e problemas públicos; ação coletiva, movimentos sociais urbanos e engajamento político; sociabilidade urbana e ordem violenta. Integra o grupo de pesquisa (diretório CNPq) CEVIS – Coletivo de Estudos sobre Violência e Sociabilidade (UERJ) e coordena o grupo de pesquisa Cidades, espaços públicos e periferias (UFF/Campos).

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II Oficina de Estudos Urbanos

Programação completa da II Oficina de Estudos Urbanos

Realização: Grupo de Estudos de Antropologia da Cidade (USP), NaMargem (Centro de Estudos da Metrópole/UFSCar) e Laboratório de Estudos Urbanos (CPDOC/FGV)

16 e 17 de setembro de 2014

Departamento de Antropologia, FFLCH, USP, sala 24

16/9/2014, terça-feira

9h30-10h15

Abertura da II Oficina de Estudos Urbanos

Mariana Cavalcanti (FGV/CPDOC)

Gabriel Feltran (UFSCar)

Heitor Frúgoli Jr. (USP)

10h15-12h30

A cidade para além dos binarismos

Luiz Antonio Machado da Silva (IESP/UERJ)

José Guilherme Magnani (USP)

Vera Silva Telles (USP)

Moderadora: Fraya Frehse (USP)

14h30-17h

Territórios e territorialidades

Lívia de Tommasi (UFF)

Márcio José de Macedo (The New School for Social Research)

Guilhermo Aderaldo (USP)

Moderadora: Taniele Rui (CEBRAP)

17/9/2104, quarta-feira

10-12h30

Cidades, estado e mercados

Daniel Hirata (UFRJ)

Adriana Vianna (UFRJ/MN)

Bianca Freire-Medeiros (FGV/CPDOC)

Moderadora: Patricia Birman (UERJ)

14h30-17h

Insurgências contemporâneas

Lia de Mattos Rocha (UERJ)

Luiz Henrique Toledo (UFSCar)

Ronaldo Almeida (UNICAMP)

Moderadora: Júlia O’Donnell (FGV/CPDOC)

17h15-18h

Sessão de encerramento

http://geacusp7.wix.com/geac#!ii-oficina-de-estudos-urbanos/c10uk

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Profa. Moraes, um dos exemplo das mulheres pesquisadoras

A Revista KAPPA,  edição 52, http://www.kappamagazine.com.br/saocarlos/edicao_52/, págs 68-70, traz uma reportagem com a Profa Maria Aparecida Moraes Silva, docente do Departamento de Sociologia, tendo-a como exemplo das mulheres pesquisadoras…

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PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS DA SOCIOLOGIA

O Prof. Richard Miskolci ministrará uma palestra no Programa de Pós-graduação em Sociologia (PPGS), da Universidade Federal do Paraná, amanhã, dia 11 de abril de 2012,  sobre as perspectivas contemporâneas da Sociologia, intitulada como:
“Novas Perspectivas Sobre o Social: Tensões e Afinidades entre a Sociologia e os Saberes Subalternizados
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AVISO DE SEMINÁRIO NA USP – lançamento de livro

No dia 22/9 na USP, Gabriel Feltran lança “Fronteiras de Tensão”, num seminário sobre política e violência nas periferias.

 O professor da UFSCAR, Gabriel Feltran, realiza no dia 22 de setembro , às 17h30, o seminário sobre Política e violência nas periferias de São Paulo, tema do livro “Fronteiras de Tensão” que apresenta uma nova perspectiva sobre as periferias da cidade de São Paulo, discutindo os paradoxos e mitos que a circundam. Compilando resultados de uma extensa pesquisa de campo, verifica as transformações decisivas na dinâmica social e política desses territórios nas últimas décadas, que ensejam a emergência do mundo do crime e os diferentes modos de gestão da violência nesses territórios.

 A partir de situações vividas nas margens da cidade, junto a moradores e suas famílias, organizações e programas sociais com os quais convivem, a análise demonstra uma mudança de estatuto do conflito urbano contemporâneo.

 O seminário é organizado pelo Centro de Estudos da Metrópole e pelo Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo.

 Serviço

Evento: Seminário Política e violência nas periferias

Quando: 22/9/11 (quinta-feira), às 17h30

Onde: Sala 105, do Prédio da Ciências Sociais, FFLCH, USP (Cidade Universitária)

Aberto aos interessados sem necessidade de inscrição prévia

 Mais sobre o livro Fronteiras de Tensão

Alguns problemas mais críticos das grandes cidades brasileiras são debatidos em “Fronteiras de Tensão” (256 páginas, R$38), de Gabriel de Santis Feltran. O livro se origina da tese que ganhou o prêmio de Melhor Tese de Doutorado em 2009 no Concurso ANPOCS – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Trata-se de uma parceria editorial entre o CEM e a Editora UNESP.

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Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo?

As empresas, em sua grande maioria, só assumem a responsabilidade socioambiental na medida em que os ganhos não sejam prejudicados e a competição não seja ameaçada. Chegamos a um ponto em que não temos outra saída senão fazer uma revolução paradigmática, senão seremos vítimas da lógica férrea do Capital que poderá nos levar a um impasse civilizatório.

É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo.

Explico-me: como adjetivo é agregada a qualquer coisa sem mudar a natureza da coisa. Exemplo: posso diminuir a poluição química de uma fábrica, colocando filtros melhores em suas chaminés que vomitam gases. Mas a maneira com que a empresa se relaciona com a natureza donde tira os materiais para a produção, não muda; ela continua devastando; a preocupação não é com o meio ambiente mas com o lucro e com a competição que tem que ser garantida. Portanto, a sustentabilidade é apenas de acomodação e não de mudança; é adjetiva, não substantiva.

Sustentabilidade, como substantivo, exige uma mudança de relação para com a natureza, a vida e a Terra. A primeira mudança começa com outra visão da realidade. A Terra está viva e nós somos sua porção consciente e inteligente. Não estamos fora e acima dela como quem domina, mas dentro como quem cuida, aproveitando de seus bens mas respeitando seus limites. Há interação entre ser humano e natureza. Se poluo o ar, acabo adoecendo e reforço o efeito estufa donde se deriva o aquecimento global. Se recupero a mata ciliar do rio, preservo as águas, aumento seu volume e melhoro minha qualidade de vida, dos pássaros e dos insetos que polinizam as árvores frutíferas e as flores do jardim.

Sustentabilidade, como substantivo, acontece quando nos fazemos responsáveis pela preservação da vitalidade e da integridade dos ecossistemas. Devido à abusiva exploração de seus bens e serviços, tocamos nos limites da Terra. Ela não consegue, na ordem de 30%, recompor o que lhe foi tirado e roubado. A Terra está ficando, cada vez mais pobre: de florestas, de águas, de solos férteis, de ar limpo e de biodiversidade. E o que é mais grave: mais empobrecida de gente com solidariedade, com compaixão, com respeito, com cuidado e com amor para com os diferentes. Quando isso vai parar?

A sustentabilidade, como substantivo, é alcançada no dia em que mudarmos nossa maneira de habitar a Terra, nossa Grande Mãe, de produzir, de distribuir, de consumir e de tratar os dejetos. Nosso sistema de vida está morrendo, sem capacidade de resolver os problemas que criou. Pior, ele nos está matando e ameaçando todo o sistema de vida.

Temos que reinventar um novo modo de estar no mundo com os outros, com a natureza, com a Terra e com a Última Realidade. Aprender a ser mais com menos e a satisfazer nossas necessidades com sentido de solidariedade para com os milhões que passam fome e com o futuro de nossos filhos e netos. Ou mudamos, ou vamos ao encontro de previsíveis tragédias ecológicas e humanitárias.

Quando aqueles que controlam as finanças e os destinos dos povos se reúnem, nunca é para discutir o futuro da vida humana e a preservação da Terra. Eles se encontram para tratar de dinheiros, de como salvar o sistema financeiro e especulativo, de como garantir as taxas de juros e os lucros dos bancos. Se falam de aquecimento global e de mudanças climáticas é quase sempre nesta ótica: quanto posso perder com estes fenômenos? Ou então, como posso ganhar comprando ou vendendo bônus de carbono (compro de outros países licença para continuar a poluir)? A sustentabilidade de que falam não é nem adjetiva, nem substantiva. É pura retórica. Esquecem que a Terra pode viver sem nós, como viveu por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela.

Não nos iludamos: as empresas, em sua grande maioria, só assumem a responsabilidade socioambiental na medida em que os ganhos não sejam prejudicados e a competição não seja ameaçada. Portanto, nada de mudanças de rumo, de relação diferente para com a natureza, nada de valores éticos e espirituais. Como disse muito bem o ecólogo social uruguaio E. Gudynas: “a tarefa não é pensar em desenvolvimento alternativo, mas em alternativas de desenvolvimento”.

Chegamos a um ponto em que não temos outra saída senão fazer uma revolução paradigmática, senão seremos vítimas da lógica férrea do Capital que nos poderá levar a um fenomenal impasse civilizatório.

Leonardo Boff é teólogo e escritor.

Fonte: Carta Maior (www.cartamaior.com.br), 13 de junho de 2011.

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Artigo de Richard Miskolci explora as relações entre sexualidade e política no Brasil de fins do XIX

Está online, no Scielo, artigo recém-publicado na Revista Brasileira de Ciências Sociais, no qual Richard Miskolci e Fernando Balieiro (doutorando no PPGS-UFSCar) exploram o drama de Raul Pompeia de forma a compreender as relações pouco exploradas entre política e sexualidade nos inícios da Primeira República. A partir do bilhete suicida do escritor, buscam reconstituir histórica e sociologicamente a gramática do gênero e da sexualidade que marcou seu trágico fim. Fugindo a qualquer biografismo simplista, o estudo permite compreender a nova ordem de valores que emergia no Brasil de fins do XIX.
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Ampliação dos serviços da administração estatal de conflitos não significa a ampliação do Esta

A entrevistada desse mês do Fórum Brasileiro de Sefurança Pública foi a Profa. Jacqueline Sinhoretto. Nessa entrevista, a pesquisadora comenta sobre seu novo livro entitulado A justiça perto do povo: reforma e gestão de conflitos, publicado pela editora Alameda, com previsão de lançamento para este mês ainda.  

O livro é o resultado da pesquisa conduzida durante seu doutorado em Sociologia sobre os Centros de Integração da Cidadania – CIC, o qual segundo a pesquisadora permitiu  que fosse conduzido uma análise do campo estatal de administração de conflitos, em suas peculiaridades nacionais.

Segue o link da entrevista: http://www2.forumseguranca.org.br/content/amplia%C3%A7%C3%A3o-dos-servi%C3%A7os-de-administra%C3%A7%C3%A3o-estatal-de-conflitos-n%C3%A3o-significa-amplia%C3%A7%C3%A3o-do-esta

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Bauman e a face humana da sociologia

O sociólogo polonês radicado na Inglaterra reflete, nesta entrevista ao Estadão, sobre como a sociedade contemporânea pode encontrar a solução para os problemas que ela mesma criou: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110430/not_imp712848,0.php

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