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“A educação escolar indígena em duas realidades: uma comparação entre os Territórios Etnoeducacionais Amazônia Oriental e do Rio Negro”

Edital no. 001/2009 – Observatório da Educação Escolar Indígena (CAPES/DEB, SECAD e INEP).

Esse projeto propõe uma pesquisa comparativa entre duas regiões com histórico e experiências de educação escolar indígena diferentes, desenvolvendo pesquisas interdisciplinares e envolvendo professores e estudantes das áreas de Antropologia, Educação e Letras vinculados à Universidade Federal de São Carlos e professores indígenas atuantes em escolas, nos Territórios Etnoeducacionais 11 (Amazônia Oriental) e 1 (Rio Negro). A comparação dos dois Territórios se beneficiará da diferença entre eles de modo a refletir sobre as possibilidades e as dificuldades para a efetivação de uma educação escolar intercultural, bilíngüe (ou multilíngüe) e que respeite os processos próprios de ensino e aprendizagem, tal como assegurado pela Constituição e demais normatizações. Em um, uma experiência de longa duração tem produzido diversas propostas pedagógicas, contando com a atuação de professores indígenas e com a participação indígena na formulação e gestão da escolarização; no outro, uma diversidade de experiências – tão diversas quanto são as populações a que se destinam, em línguas, histórias de contato e culturas – tem tido sucessos desiguais, tanto na implantação das escolas e na garantia da continuidade dos estudos, quanto na efetivação de uma escolarização que respeite os preceitos constitucionais. Espera-se que a comparação entre essas duas realidades, com a participação ativa dos índios na formulação e execução das pesquisas e análise dos dados, contando com pesquisas etnográficas atentas ao ponto de vista indígena e um viés interdisciplinar, possa nos revelar o que tem sido bem sucedido e o que não, e talvez suas razões, na escolarização indígena diferenciada.

O projeto é coordenado pela Profa. Dra. Clarice Cohn e reune alunos de pós-graduação em Antropologia e Linguística, alunos de graduação em Ciências Sociais, Pedagogia e Letras e professores baniwa atuantes em escolas indígenas.