Este projeto visa ampliar a perspectiva comparada no campo da Antropologia dos Esportes no Brasil, atentando para outras práticas esportivas coletivas, reposicionando o próprio futebol no interior desse campo. Nossa hipótese é a de que o sucesso do futebol como símbolo multipolar de identidades na sociedade brasileira deveu-se e deve-se também aos sucessos relativos e mesmo insucessos amealhados por outras modalidades esportivas. Centrando nossa análise num modelo etnográfico já utilizado para pensar o futebol (Toledo, 2002), que posiciona e contrapõe três “províncias simbólicas”, a saber, profissionais, especialistas e torcedores, focarei os estilos de jogo de outras modalidades esportivas, notadamente o vôlei e o basquete, e os ajustes às demandas simbólicas e identitárias que têm no futebol o epicentro, mediador e regulador do alargamento das representações em torno dessas modalidades. Busca-se, portanto, problematizar a relação identitária unívoca entre sociedade brasileira e futebol a partir da complexificação do campo empírico e do alargamento de um modelo analítico centrado nas naturezas dos jogos, ou seja, nas regras, estilos e formas-representações.

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