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Resumos de teses e dissertações

AKASHI, Lucy Tomoko. Construindo-se como terapeuta ocupacional: da ‘pré-história’ das concepções sobre o deficiente à possibilidade de ressignificação da deficiência. São Paulo, 1998. 148p. Tese de Doutorado apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

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RESUMO

  

    Este é um estudo sobre alunos de terapia ocupacional e seu primeiro contato com o paciente. Partindo de questões relativas a preconceito, estereótipos e estigma, esta pesquisa procurou, de forma sistemática, estudar, através das "bagagens" trazidas pelos alunos, suas atitudes e reações emocionais em relação à pessoa com deficiência, pressupondo-se que algumas delas poderiam interferir no processo de ensino – aprendizagem e, possivelmente, na futura atuação profissional. Assim, o objetivo do estudo foi verificar o que traziam consigo, cultural e emocionalmente, em relação ao paciente e ao seu papel de terapeuta. Para tal foi feita uma pesquisa qualitativa envolvendo 18 participantes, que teve como instrumentos de coleta de dados recursos verbais e não verbais, isto é, foram utilizadas atividades de jogos e modelagens em argila para a representação do que entendiam por paciente e terapeuta, antes e após o contato com aquele. A análise dos dados foi interpretativa, no sentido de procurar os significados que emergiam através das imagens e das verbalizações e mostram o caminhar, de uma certa forma difícil, dos alunos na formação do seu papel profissional. Caminhar que envolve tanto questões profissionais, em si, como pessoais e sociais, mas numa grande mobilização para fazer o melhor possível, procurando superar as barreiras individuais também, uma vez que a " bagagem" que cada um traz consigo para a escola tem significados que podem interferir no ensino-aprendizagem, havendo, pois, muito a ser elaborado para um melhor aproveitamento do processo. Para isso, porém, é preciso considerar essa "bagagem" prévia, reconhecendo, entendendo e renomeando o que antes era familiar, numa possível reinterpretação para, então, facilitar a re(encorporação), (re)incorporação de todas essas informações que passarão a constituir, agora sim, um conhecimento.

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