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Teste de Sensibilidade

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TESTE DE SENSIBILIDADE

Cristina Yoshie Toyoda – Docente do Curso de Terapia Ocupacional – UFSCar

Giseli Giovanetti – Terapeuta Ocupacional

Nilson Rogério da Silva – Graduando do Curso de Terapia Ocupacional - UFSCar

Paciente com perda de sensibilidade utilizando o kit sensorial

       Uma das dificuldades do Terapeuta Ocupacional que atende na área de deficiência física é a realização do teste de sensibilidade. Este contém dois componentes que interferem na realização do referido teste: 1) subjetividade e 2) padronização. A subjetividade é um elemento importante que por vezes é relegada em segundo plano pelo terapeuta tendo em vista a dificuldade de interpretar os sinais e sintomas relativos às sensações presente, ausente ou anômalos e também de quantificar as respostas fornecidas pelos pacientes. Por vezes as respostas dos pacientes não podem ser consideradas fidedignas tendo em vista a falta de compreensão do processo de teste ou de outros fatores que interferem o momento da realização do teste sensorial. Esses fatores podem ser: a) receio do tipo de teste a ser realizado que pode ser traduzido como o medo de enfrentar agulhadas ou objetos pontiagudos que podem machucar ou ferir os locais a serem testados. Em geral este tipo de receio ocorre quando o paciente já foi submetido a algum tipo de teste sensorial anterior; b) preocupação com o resultado tendo em vista oferecer ao terapeuta a melhor resposta possível. Muitas vezes esse intuito acaba "atrapalhando" o teste porque na ânsia de dar respostas corretas o paciente fica desatento e não fornece respostas condizentes com sua situação real.   padronização é um item fundamental porque existem muitas formas de se realizar a avaliação sensorial e dada essa variedade as interpretações podem ser também múltiplas. E para que todo terapeuta ocupacional tenha um instrumento comum de avaliação e que sua forma de avaliar seja compartilhada com os demais profissionais torna-se relevante eleger um tipo de teste que seja de fácil execução e sem dar margem a interpretações dúbias. Os materiais utilizados são os estesiômetro, canetas hidrográficas coloridas (verde, azul, violeta, laranja, vermelha e preta) e o mapa das mãos para se marcar as regiões sensíveis e insensíveis. A caixa preta foi desenvolvida no LEASP – Laboratório de Estudo das Alterações Sensório-Perceptivas por Giseli Giovanetti e é constituída de uma caixa forrada com espuma fina e feltro preto, com duas aberturas onde se encaixam as mãos. A caixa permite que o paciente permaneça de olhos abertos mas sem visualizar o teste que se efetua.  O mapa permite um teste de forma rápida e objetiva porque determina previamente os locais a serem avaliados, sem ter necessidade de se efetuar o teste em todas as regiões da mão. Poder visualizar as regiões sensíveis e insensíveis por meio das cores estabelecidas também facilita a compreensão por parte do paciente das áreas comprometidas. O teste também auxilia no tratamento uma vez que o paciente ao enxergar as áreas insensíveis colabora melhor na proposta de reeducação ou mesmo recuperação sensorial que o terapeuta ocupacional lhe propõe.

 

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