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Os dados disponibilizados a seguir foram resultados de um levantamento bibliográfico realizado pelo Projeto: "Recuperando a Experiência da Terapia Ocupacional em Reabilitação Profissional: a Pessoa Deficiente e o Trabalho" através da Bolsa Treinamento no período de fevereiro a julho de 2002 pelo Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos.
O material que apresentamos aqui é uma parte do que existe publicado sobre esse tema. Se você, interessado, souber de publicações que não se encontram listadas até este momento, gostaríamos que encaminhassem para o Centro de Referência para Demandas Físicas Integração. http://www.ufscar.br/~integra e-mail: integra@power.ufscar.br
Assim, poderíamos juntos, complementar e atualizar o mesmo, proporcionando uma discussão e atuação na área.
O material bibliográfico coletado está disposto abaixo:
Sistematicamente teríamos:
Livros/Capítulos de livros |
9 |
Artigos publicados em periódicos |
7 |
Dissertações de Mestrado |
8 |
Trabalhos publicados em anais de evento |
2 |
Catálogo |
3 |
Mímeo |
1 |
Os conteúdos de alguns dos materiais listados encontram-se resumidos abaixo.
Resumo: Esse texto, apresentado no IV Congresso Brasileiro de Terapia Ocupacional, buscou refletir sobre questões relativas às práticas atuais de inclusão social voltadas a população de pessoas com deficiência mental. Focalizaram-se as práticas educacionais e especificamente aquelas voltadas à profissionalização dessas pessoas (AU).
Resumo: A relação entre saúde e trabalho é importante fator na determinação de quem está ou não apto a permanecer no mercado de trabalho. No capitalismo, o processo de produção é alterado constantemente pela tecnologia e pela organização do processo de trabalho. A separação entre a execução e elaboração do trabalho predominam na proposta Taylorista de produção. O trabalho parcelado e controlado, principalmente pelo uso de máquinas, e a existência de turnos de trabalho determinam um ritmo de trabalho exterior aos trabalhadores, criando condições para que estes sejam vulneráveis à distúrbios de ordem física e mental. Os terapeutas ocupacionais tem responsabilidade no atendimento de parcela da população considerada carente, desviante, marginalizada ou deficiente; que assim é definida principalmente pelo fato de não Ter aceso a vida independente através do trabalho ou por tê-lo perdido em algum momento. Observamos, na literatura da área e nas instituições, que a visão de trabalho é aquela predominante na vida social. São empregados o trabalho artesanal (desqualificado socialmente) ou então o trabalho abrigado em oficinas que repetem a proposta taylorista de produção, sem qualquer restrição, utilizando-se da falta de condições físicas ou mentais dessas pessoas como argumentos técnico-científicos que justificam esse uso. É importante criar formas de intervenção alternativas a esse modelo. (AU).
Resumo: A pesquisa avalia a atuação da disciplina Metodologia do Trabalho Científico no curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Ciências Médicas da PUCCAMP, de 1980 a 1990 através do levantamento total de monografias realizadas nesse período e classificadas por área de atuação: a) Área física; b) Área social; c) Geriatria e Gerontologia; d) Saúde Mental e Psiquiatria; e)Reabilitação Profissional e Profissionalização; f) Fundamentação teórica para a terapia ocupacional; g) Atividades e Recursos Terapêuticos e h) Hospitalização Infantil; busca ainda levantar subsídios para a análise do processo de elaboração das monografias como um Projeto de Iniciação a Pesquisa em Terapia Ocupacional (AU).
Resumo: Essa pesquisa é uma realização conjunta da Fundacentro e do Centro de Reabilitação Profissional (CRP) do INPS de São Paulo, e visa caracterizar os acidentes graves de trabalho, ou seja, aqueles cujas vítimas retornam à atividade produtiva com restrição de desempenho profissional. As empresas, sobretudo as médias e pequenas, não obedecem a legislação vigente, no que concerne à prevenção de acidentes de trabalho, privilegiando sempre o lucro e revelando a um plano secundário a segurança física do trabalhador e isentando-se de uma responsabilidade social perante os acidentados do trabalho. O Estado não tem priorizado a área de segurança do trabalho, na medida em que os órgãos responsáveis por tal atuam precariamente atendendo mais as interesses da empresa do que os do trabalhador, assim, verifica-se uma fiscalização governamental insuficiente, benefícios irrisórios frente às necessidades de vida do acidentado. O Estado tampouco garante a reintegração dos trabalhadores acidentados no mercado de trabalho, mesmo que não os aposente. Aos sindicatos não compete, legalmente, a fiscalização das condições de segurança e higiene do trabalho, limitando-se, no que tange à prevenção de acidentes do trabalho, a estimular o funcionamento das CIPAs e, quanto ao reaproveitamento do acidentado pela empresa, eles agem apenas através dos dissídios coletivos, procurando garantir uma permanência mesmo que temporária. As empresas tendem a alijar do mercado de trabalho a mão-de-obra acidentada e reabilitada física e profissionalmente, na medida em que apresenta um excedente de trabalhadores em relação às necessidades do sistema produtivo, aliado a uma ação estatal inoperante frente aos interesses dos trabalhadores; desta forma, essa mão-de-obra vai sendo progressivamente marginalizada dos bens e serviços oferecidos pela sociedade. Urge a realização de estudos e pesquisas sobre acidentes do trabalho que forneçam subsídios para uma atuação técnica e eficiente nesse campo (AU).
Resumo: Este artigo discute as relações institucionais de tutela existentes na reabilitação em geral, e na terapia ocupacional em particular, as quais colocam sérias dificuldades para o processo de inserção social dos usuários, se considerado na perspectiva da saúde como qualidade de vida plenamente integrada aos direitos sociais. A análise histórica das políticas de assistência e do discurso institucional da Terapia Ocupacional no Brasil, na grande São Paulo, desde 1964 ao início dos anos 80, identifica-se em ambos, a presença e a necessidade das relações de tutela para administrar os processos de exclusão sócio-econômicas característicos na dinâmica das sociedades contemporâneas (AU).
Resumo: Este trabalho teve por finalidade detectar possíveis diferenças de conhecimento, opinião e conduta dos médicos-peritos acidentários de dezenove grupamentos médicos-periciais do INPS do Estado de São Paulo, face à Reabilitação Profissional dos acidentados do trabalho encaminhados ao Centro de Reabilitação Profissional São Paulo. Os dados obtidos, aplicando-se um questionário previamente testado, foram tratados estatisticamente e analisados, assinalando-se nas conclusões, as observações que nos pareceram mais significativas (AU).