TOYODA, C.Y. Implicações da perda da percepção tátil dos pacientes hansenianos
no relacionamento com ambiente e na interrelação pessoal. SP: IPUSP, 1987, 225p.
dissertação.
Nesta
pesquisa investigou-se as implicações da ausência de sensibilidade tátil e
conseqüente percepção dos indivíduos portadores de hanseníase.Foram estudados 30
sujeitos adultos, subdivididos em três grupos, de acordo com a pré-determinação do
grau de comprometimento da sensibilidade tátil das mãos, sendo metade composta por
sujeitos do sexo masculino e a outra metade, por sujeitos do sexo feminino.A
investigação divide-se em dois estudos: o primeiro contém: a) a relação dos sujeitos
com materiais e/ou objetos ( comportando forma, textura, instrumentos ) com a utilização
de uma atividade com material moldável ( argila ), em duas situações distintas para os
sujeitos: de olhos vendados e de olhos abertos. Tal atividade foi filmada em vídeo-teipe.
Categorizou-se os movimentos realizados na execução da atividade, com reconhecimento de
12 categorias, b) a manifestação de ânimo dos sujeitos face a condição do teste (de
olhos vendados e abertos), c) a interrelação dos sujeitos com demais pessoas e consigo
mesmo através do tato. Estes dois itens foram pesquisados por meio de um questionário.O
segundo estudo analisa a identificação de diferentes formas realizada pelos sujeitos.Os
resultados indicam que mesmo os sujeitos considerados anestésicos e sem comprometimento
motor são capazes de identificar objetos e materiais de olhos vendados. Também apontam
para a importância do contato interpessoal, efetuando principalmente através das mãos e
descaracteriza a auto-estigmatização destes indivíduos para estabelecimento destes
contatos.