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Há aproximadamente 4000 anos, na China iniciava-se uma atividade que comprendía o monocultivo de carpas e macroalgas marinhas, as quais eram utilizadas como fontes de alimentação. Desta forma nascia a Aqüicultura. Embora no principio representasse uma atividade de modesta produção, com o posterior desenvolvimento de novas técnicas de cultivo elai cresceu rapidamente convertendo-se, no presente, em um recurso explorado no mundo inteiro. Na América do Sul, embora os primeiros trabalhos realizados em cultivos de organismos aquáticos datem de meados do século XIX, a atividade não foi desenvolvida em todo seu potencial principalmente pela falta de recursos financeiros. O Brasil não esta isento destes problemas mas, no entanto, nos últimos anos tem-se notado um crescente interesse no que se refere, sobretudo, ao cultivo de moluscos e peixes de água doce. O cultivo de camarões marinhos (carcinicultura), também teve seu início no continente asiático. Nas últimas décadas, a carcinicultura tem experimentado um grande desenvolvimento, especialmente pela implementação de novas técnicas de larvicultura. No Brasil, a atividade inicou-se nos anos 70 na região nordeste do país. Um programa de incentivo ao cultivo de camarão nos anos 80, possibilitou o surgimento de várias empresas camaroneiras, as quais trabalharam com espécies nativas. Posteriormente, pela fragilidade das mesmas, tiveram que introduzir a espécie exótica Litopenaeus vannamei , a qual solucionou os problemas de manejo dos cultivos. Na carcinicultura, estudos genéticos tem sido aplicados a diferentes niveis, desde técnicas citogenéticas e a realização de cruzamentos interespecíficos até a aplicação de marcadores moleculares para a detecção de polimorfismos populacionais. Com o desenvolvimento de marcadores baseados na amplificação em cadeia utilizando uma DNA polimerase (PCR), houve uma grande evolução de tais estudos. Um dos grandes avanços nesta área ocorreu em 1990 com a idéia de utilizar “primers” mais curtos de sequência arbitraria para dirigir a reação de amplificação. A técnica foi denominada RAPD (“Random Amplified Polymorfic DNA”). No presente trabalho serão estudados dois plantéis do camarão marinho L. vannamei provenientes de uma fazenda de cultivo. Será determinada a variação genética, através de análises moleculares, utilizando a técnica de RAPD. Desta manera se poderá estimar a distância genética entre os estoques estudados, como também criar uma base de dados dos primers de RAPD que caracterizem marcadores moleculares para esta espécie.
APOIO: FAPESP
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