MENSAGEM DO PROFESSOR

PREZADO ALUNO INGRESSANTE NO CURSO DE PSICOLOGIA DA UFSCAR,

Eu vou ser seu professor de Psicologia Geral 1, neste primeiro semestre de 2005. Prefiro que você me chame apenas pelo primeiro nome, sem qualquer formalidade: Júlio.

Em primeiro lugar, quero dar a você as boas vindas e desejar sucesso e aproveitamento no seu curso de graduação. Também quero lhe dar os parabéns. Você foi aprovado em um vestibular bastante concorrido conseguiu uma vaga em uma das melhores universidades do Brasil. E você escolheu um curso fascinante.

A Psicologia é a ciência que procura desvendar um dos maiores mistérios do nosso universo: o próprio Homem! Como poderemos chegar a compreender esta coisa maravilhosa que é a nossa mente, a nossa consciência, o nosso comportamento?

Descobertas fascinantes sobre o funcionamento do cérebro foram feitas através do estudo de pacientes que sofreram separação cirúrgica dos hemisférios cerebrais, para aliviar crises de epilepsia.


O Homem já fez imensos progressos no estudo do mundo físico e da vida. Por meio das capacidades de sua mente, o Homem vem realizando prodígios tecnológicos: chegou à Lua, inventou máquinas impressionantes, consegue transmitir quantidades imensas de informação a uma velocidade incrível, encontrou tratamento para muitas doenças e já desvendou o código genético e grande parte do nosso genoma. Mas em que medida o Homem entende a si mesmo, em que medida nós entendemos nosso comportamento, nossa mente?

Apesar de todo o progresso tecnológico, a Humanidade não conseguiu assegurar uma vida digna à maioria dos seres humanos. Nossas crianças ainda sofrem de subnutrição, falta de atendimento médico e sanitário, condições subhumanas de moradia, precariedade na Educação. Com esta situação da infância, em todo o mundo, o futuro da Humanidade é sombrio. Para piorar, o Homem continua poluindo o ambiente e esgotando os recursos naturais. O aquecimento global é uma realidade que já está afetando as regiões polares e deve, em algumas décadas, comprometer regiões litorâneas e alterar todo o clima do planeta, com impacto negativo sobre a agricultura e produção de alimentos.

Figura utilizada para o estudo da percepção visual.

Neste início de milênio continuamos assistindo a cenas bárbaras de guerras, massacres, chacinas. Mesmo nos países que vivem aparentemente em paz e prosperidade as pessoas são ameaçadas pelo recrudescimento do terrorismo e pelo aumento da violência criminal. Pelo menos uma coisa melhorou recentemente: a ameaça de uma guerra atômica parece ter diminuído. Mas as armas nucleares continuam aí, com a capacidade de destruir o mundo ao simples apertar de um botão.

Foi o Homem, com sua mente, com seu comportamento, que construiu essas armas. O comportamento de apertar um botão pode acabar com o nosso mundo. Também os terríveis problemas sociais e ambientais que enfrentamos, envolvem o comportamento das pessoas. Conseguirá o Homem entender melhor a si próprio, de modo a mudar o seu comportamento e assegurar a sobrevivência da Humanidade, com uma vida mais digna para todos? Além disso, será possível entender melhor os desafios que se colocam para o Homem nesta nossa época de tão grandes mudanças? Será possível reduzir os sofrimentos e desajustes das pessoas, tratar melhor as doenças mentais, diminuir a violência, diminuir o alcoolismo, tornar o trânsito mais seguro (os acidentes de trânsito no Brasil matam mais do que uma guerra!), educar melhor as pessoas e fazer com que elas consigam emprego e sustento com mais facilidade?

Veja como são importantes estas perguntas! São, todas elas, perguntas que envolvem a mente e o comportamento humano. Elas mostram como a Psicologia é talvez a mais desafiadora de todas as ciências. Para solucionar estas questões o Homem vai precisar,mais do que nunca, cumprir o preceito que já era formulado por Sócrates, há cerca de 2500 anos atrás, e aprender a lidar com sua mente, com seu comportamento.

Na primeira metade do Século XX o Homem descobriu os segredos do átomo. Na segunda metade ele decifrou os genes e fez grandes progressos no entendimento do cérebro. Mas ainda falta muito para compreender realmente o cérebro e sua relação com a consciência e com o comportamento humano. Este é o desafio da Ciência no Século XXI.


Os animais pensam? Estudo sobre capacidades de raciocínio de macacos, no Laboratório de Psicologia da Universidade Federal do Pará, Brasil.


A Psicologia progrediu muito no Século XX, mas ainda está longe de ter respostas satisfatórias para estas questões e problemas. Os psicólogos do Século XXI é que vão enfrentar e vencer este desafio. Queremos, neste curso, preparar você para ser um deles. Para ser um dos que vão contribuir, como profissional e cientista, para o conhecimento e investigação da mente humana.

O CURSO DE PSICOLOGIA GERAL

O curso de Psicologia Geral vai ser a sua introdução ao mundo da ciência psicológica. Vai ser como um "passeio turístico" pelo país da Psicologia. Imagine que você vá visitar um país enorme e diversificado, como a China, os Estados Unidos, a Rússia ou o próprio Brasil. Mesmo que fique viajando por este país pelo resto de sua vida, não vai conseguir conhecê-lo todo. Assim é a Psicologia: se você quiser mesmo ser um cientista e profissional da Psicologia, terá coisas para estudar pelo resto de sua vida. Estará sempre aprendendo coisas novas e interessantes. Não é possível ter um conhecimento completo da Psicologia em uma viagem rápida, como a que vamos fazer neste semestre, assim como você não conheceria um daqueles países em uma visita de poucos dias. Mas uma primeira visita pode levá-lo aos pontos mais interessantes, pode mostrar a você o que há de mais importante.

Então, você pode imaginar este nosso curso de Psicologia Geral como um passeio pelos principais pontos turísticos da Psicologia. As grandes questões que são estudadas por esta ciência, os principais cientistas e suas descobertas mais importantes, os métodos que foram utilizados para se chegar a estas descobertas, os maiores progressos que já foram feitos e o que ainda falta para se descobrir.

Neste nosso passeio, nós vamos visitar 10 das principais áreas da ciência psicológica, que são as seguintes:

Biologia e Comportamento Humano
Consciência
Aprendizagem e Condicionamento
Inteligência, Cognição e Memória
Desenvolvimento Humano
Emoção e Motivação
Personalidade
Psicopatologia
Psicoterapia
Psicologia Social.

Quando você visita um país, você percorre locais: edifícios, museus, atrações naturais, etc. O que você vai visitar neste país da Psicologia? Muitas vezes uma ciência é ensinada como um conjunto de fatos, leis e fórmulas. Pior ainda, aprende-se a ciência como se ela já estivesse pronta, como se as suas leis sempre tivessem existido. Mas as ciências são uma construção humana. Elas estão sendo feitas pelos homens.

Os bebês não falam mas podem, através de seus comportamentos, nos revelar como percebem o mundo.


Os cientistas fazem estudos, fazem pesquisas, que levam às descobertas. As descobertas precisam ser apresentadas aos demais cientistas, e estes precisam ficar convencidos de que a descoberta é verdadeira. Novas pesquisas estão sempre sendo feitas. Uma nova pesquisa pode questionar o que se pensava antes, pode provocar polêmica, pode dar margem a várias teorias.

Uma ciência é, portanto, bem mais interessante do que uma coleção de fatos, leis e fórmulas. Ela é mais parecida com uma novela de televisão, ou melhor ainda, com um romance de mistério. A ciência tem enigmas, tem suspense, tem divergências e controvérsias, pistas falsas, becos sem saída, idas e vindas, reviravoltas e revoluções

Assim, o que nós vamos visitar neste nosso passeio pela Psicologia são os principais trabalhos dos cientistas que fizeram da Psicologia a ciência que ela é hoje. Para cada uma das 10 áreas que nós vamos percorrer, nós vamos "visitar" quatro trabalhos, quatro das pesquisas que tiveram maior influência em cada área. Para cada área, o conjunto de pesquisas foi selecionado de modo a que você conheça o panorama geral da área: as principais questões estudadas, as razões pelas quais estas questões são importantes, os principais progressos que foram feitos, os caminhos que foram abertos, e as dúvidas que ainda permanecem.

Os bebês conseguem imitar gestos faciais dos adultos?

Quem fez a seleção destas áreas e das pesquisas mais influentes em cada uma delas foi Roger Hock, um estudioso da história da Psicologia. Ele escreveu o livro Forty Studies that Changed Psychology, que já está na quinta edição e que vai ser usado como livro texto no nosso curso. Depois de ler, estudar, discutir e compreender estes quarenta trabalhos, você estará capacitado a dar suas primeiras respostas às seguintes questões:

Qual o objeto de estudo da ciência da Psicologia?
Quais os processos psicológicos básicos investigados pela ciência da Psicologia?
Quais as principais perguntas que a ciência da Psicologia tenta responder a respeito destes processos?
Que métodos a ciência da Psicologia usa para investigar estas questões?
Quais os principais resultados que já foram alcançados no estudo destes processos?
Como estes resultados são aplicados na intervenção sobre problemas psicológicos?
Quais os problemas que a Psicologia ainda não resolveu: quais são as perguntas mais importantes a serem respondidas em estudos futuros?
Quais as questões éticas envolvidas no estudo dos processos psicológicos e na intervenção clínica sobre estes problemas?

Estas não são questões simples. Em todo o seu curso de graduação, você estará estudando estas questões. Se você fizer pós-graduação, vai continuar estudando estas questões. Se você se tornar, como nós esperamos, um profissional ou um cientista da Psicologia, deverá continuar estudando estas questões durante toda a sua vida profissional. Justamente por isso o nosso curso se chama Psicologia Geral. A Psicologia Geral é toda a Psicologia! Se fosse possível aprender toda a Psicologia em um semestre, o curso de graduação não teria a duração de cinco anos! Por isso, eu disse acima que ao final deste nosso curso de um semestre, você estará capacitado a dar as suas primeiras respostas às questões que eu coloquei acima.

COMO NÓS VAMOS TRABALHAR NO CURSO DE PSICOLOGIA GERAL 1

O Livro Texto. Eu já disse antes que nosso texto básico vai ser o livro de Roger Hock, Forty Studies that Changed Psychology. Eu estou fazendo uma tradução deste livro, que espero que seja publicada em breve. No momento, a tradução não está publicada ainda, mas eu vou colocá-la à disposição dos interessados, para que possam fazer uma cópia.

Mesmo com a disponibilidade da tradução, eu recomendo a compra do livro original a quem puder. O livro pode ser comprado pela internet, nas muitas "livrarias virtuais" que estão acessíveis. Apesar de existirem a xerox, a internet, e o CD-ROM, eu ainda acho que livros continuam sendo muito importantes. Você vai ser um profissional, e um profissional precisa ter uma boa biblioteca. É claro que nem todos têm recursos para comprar livros. Se as suas condições financeiras não permitem adquirir livros, você precisa buscar alternativas: freqüentar bibliotecas, usar livros emprestados, comprar livros usados ou até mesmo fazer uma cópia xerox. Mas, para quem puder adquirir o livro, é melhor guardar o livro do que um maço de folhas de xerox. Ele vai durar mais e ser bem mais fácil e agradável de consultar.

Ainda há o problema da língua: o livro original está em Inglês. Quem não sabe ler em Inglês não tem outra saída a não ser usar a nossa tradução. Mas quem sabe ler em Inglês e pode comprar o livro, deve fazê-lo. Por melhor que seja uma tradução, ela dificilmente consegue igualar o original. Para quem não sabe ler em Inglês, eu recomendo fortemente que invista parte do seu tempo na aprendizagem do Inglês. Não é fácil, mas eu acho que um profissional universitário precisa saber pelo menos uma língua estrangeira e, por mais que isso desagrade nossos sentimentos nacionalistas, hoje o Inglês é praticamente uma língua universal da ciência.

Nós usaremos também textos complementares. O principal vai ser o livro de Richard Gerrig e Philip Zimbardo, A Psicologia e a Vida. Enquanto o livro Forty Studies that Changed Psychology procura apresentar uma seleção das pesquisas mais importantes e que mais influenciaram a psicologia, o livro A Psicologia e a Vida procura fazer uma apresentação abrangente do conhecimento que a psicologia já adquiriu sobre a mente e comportamento humano. É um livro bem recente e atualizado, cuja tradução em Português foi recém lançada pela Editora ArtMed. Novamente, recomendo a aquisição do livro para quem puder fazê-lo, pelos mesmos motivos que referi acima. Para quem não puder adquiri-lo, as mesmas alternativas são recomendadas.

As Atividades do Curso. Sabe-se há muito tempo que um estudante, para aprender qualquer matéria, precisa fazer esforços. Tais esforços são muito recompensados quando a matéria que se estuda é interessante, e este é o caso da Psicologia. Mas os estudantes nunca conseguem aprender passivamente: eles precisam ser ativos. As principais atividades dos estudantes no nosso curso serão ler e responder a questões, que serão organizadas na forma de roteiros de estudo para cada uma das 10 áreas estudadas no curso. O objetivo das questões é levar o estudante a pensar. Pensar também é uma atividade, extremamente importante para que o estudante possa aprender. Não adianta uma pessoa ler muito se não pensa sobre o que lê. Aliás, uma das questões mais fascinantes que a Psicologia estuda, e que vai ser tratada nesta e em outras disciplinas do curso, é justamente o que é esta atividade misteriosa que nós chamamos de pensar! Mas isto já fica para depois…

Portanto, as principais atividades do curso serão ler, pensar e responder (por escrito) às questões dos roteiros de estudo.

As aulas serão muito importantes e a assiduidade a elas é fundamental, bem como a pontualidade. Mas as aulas não têm o objetivo de substituir a leitura dos textos escritos! Eu não vou repetir nas aulas o que está escrito nos textos e nem explicar os textos de forma "mastigada". As aulas terão o objetivo de complementar e aprofundar os textos, tratando de coisas que não estão neles e instigando o estudante a refletir sobre os principais problemas colocados pelos textos.
O curso terá também uma parte prática, em que tentaremos reproduzir algumas das pesquisas abordadas no livro.

O Cronograma de Atividades. Um semestre é um tempo bem justo para tudo o que temos a aprender neste curso. Portanto, precisamos aproveitar bem o tempo. Nós vamos seguir um cronograma para nossas atividades de aula, leitura, resposta a roteiros de estudos e provas. Assim, a nossa visita ao país da Psicologia vai ter datas marcadas para cada um dos principais pontos turísticos, que são as 10 áreas de Psicologia que nós vamos estudar. Se ocorrerem imprevistos no decorrer do curso, pode haver mudanças no cronograma, mas vamos tentar segui-lo como está.
No livro texto, cada área tratada corresponde a um capítulo, e cada capítulo compreende quatro textos. Cada um destes textos relata uma pesquisa importante para a área. Portanto, além de participar das aulas, a sua principal tarefa vai ser a leitura dos 40 textos (ou seja, 10 capítulos, com quatro textos para cada um).

Roteiros de Estudos. Para cada texto, haverá um roteiro de estudos, com questões a serem respondidas. As respostas a alguns destes roteiros deverão ser entregues ao professor, nas datas marcadas no cronograma. Para os demais, recomenda-se que você também estude cuidadosamente e responda por escrito aos roteiros, mas não será necessário entregá-los ao professor.

O cronograma é apresentado na forma de uma tabela. Cada um dos 40 textos a serem lidos corresponde a uma linha da tabela. Estas linhas indicam, para cada texto, o capítulo em que ele está incluído, o nome do autor da pesquisa, a data até a qual você deverá ter concluído a leitura do texto e, quando for o caso, a data em que você deverá entregar ao professor as respostas do roteiro. As demais linhas indicam as datas previstas para a realização de trabalhos individuais realizados em classe.

Trabalhos individuais realizados em classe. Está prevista a realização de dois trabalhos escritos individuais em classe. Estes trabalhos serão baseados nos roteiros de estudos dos capítulos estudados até a data do trabalho. Na data do trabalho, o professor fará o sorteio de um ou dois roteiros, e fará a seleção de algumas perguntas do(s) roteiros sorteados. O trabalho consistirá em responder às perguntas, sem consulta a qualquer material.

A AVALIAÇÃO
Qualquer pessoa que precisa aprender um assunto e tem interesse em fazê-lo precisa avaliar como está indo a sua aprendizagem. Quer um exemplo? Suponha que você precisa, com urgência, aprender Francês. Como os cursos comuns são muito lentos, você compra um "curso" para estudar sozinho, a partir de manuais e fitas cassete. Assim, você pode estudar intensivamente. Mas não basta apenas estudar. Você vai precisar avaliar constantemente a sua aprendizagem, para saber que progressos está fazendo e em que pontos está progredindo menos. Assim, você pode reorientar seus estudos, decidir que coisas vai precisar estudar mais e até quando vai precisar de alguma ajuda a mais para dominar uma parte da matéria. A mesma coisa aconteceria se você estivesse precisando aprender história da Arte, datilografia, judô, cozinha chinesa ou a tocar violão: em todos os casos você precisaria estar avaliando periodicamente sua aprendizagem para orientar seus estudos, decidir quando e como precisa se esforçar mais, quando precisa rever e reestudar um assunto, quais itens já dominou bem, etc.

Assim como a avaliação é necessária em qualquer estudo informal, ela também é necessária na educação formal, ou seja, no ensino fundamental, médio e superior. Porém, a avaliação no ensino formal costuma provocar nas pessoas fortes reações emocionais: quando um professor pronuncia as palavras "Vamos ter prova!", muitos alunos perdem completamente o sossego! Você já viu que uma das áreas que nós vamos estudar neste nosso curso é a "emoção". A Psicologia também investiga e procura entender as emoções das pessoas. Porque muitas pessoas têm medo de serem avaliadas e quase entram em pânico diante da iminência de uma prova ou qualquer outro tipo de avaliação formal? Este também é um assunto de interesse para o Psicólogo!

A avaliação é necessária no estudo, no trabalho, no esporte e até na vida pessoal e afetiva. Ela nos ajuda a orientar nossos esforços e decidir onde precisamos mudar. Porque, então, causa tanta angústia e tantos traumas? Avaliações e ansiedade e traumas que elas causam são assuntos que os psicólogos estudam. Mas, ao mesmo tempo, como professores e estudantes, não podemos deixar de avaliar periodicamente os resultados de nossos esforços para ensinar e aprender. Note que uma prova, assim como avalia os resultados da aprendizagem dos alunos, também avalia os resultados do ensino ministrado pelo professor e serve para este reorientar seus esforços no sentido de promover a aprendizagem dos alunos.

No nosso curso, vamos ter dois tipos de avaliação: trabalhos escritos individuais feitos em classe, em número de dois, e trabalhos escritos com base nos roteiros de estudo, em um total de 8. As datas dos trabalhos estão assinaladas no cronograma, assim como as datas para entrega dos roteiros.

Um dos principais objetivos dos trabalhos escritos será o de avaliar a compreensão do material do curso e não apenas a sua memorização. Outro objetivo importante será o de avaliar o progresso do aluno: o avanço do seu pensamento a respeito da Psicologia. Os critérios de avaliação serão orientados por estes objetivos. Esta questão será discutida mais amplamente no decorrer do curso.

A BIBLIOGRAFIA UTILIZADA
Como foi mencionado antes, nós vamos utilizar como texto base do curso o livro de Roger Hock, Forty Studies that Changed Psychology, em sua Quinta Edição, datada de 2005. Este livro é publicado pela Editora Prentice Hall. No curso, vamos estudar este livro de uma capa à outra, ou seja, do início ao fim. Ele será a principal leitura exigida no curso. Veja ao final a lista dos estudos cobertos por este livro. Leituras complementares serão recomendadas no decorrer do curso, extraídas principalmente do livro A Psicologia e a Vida, de Gerrig e Zimbardo.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Texto traduzido. O texto traduzido vai ficar disponível nos postos de xerox do Pão de Queijo (na saída do Edifício de Salas de Aula apelidado de "Babilônia") e do Centro de Convivência Sul (prédio do DCE). Estes postos mantêm os textos de cada disciplina em uma pasta numerada. Você precisará ver com a pessoa que atende o número da pasta dos textos de Psicologia Geral 1.

Roteiros. Os roteiros vão ficar disponíveis em uma página da internet, específica desta disciplina. O endereço desta página será fornecido em aula.

Página de Psicologia Geral 1, na internet. Este texto sobre o curso ficará disponível na internet, assim como os roteiros de estudo. Todos os avisos sobre mudanças de cronograma, leituras complementares, instruções para avaliação etc., serão colocados nesta página. É importante consultar sempre a página, para informar-se a respeito do andamento da disciplina.

CONCLUSÃO
Eu espero que você tenha um bom aproveitamento neste seu curso de Psicologia Geral 1. Mais do que isto, eu espero que você aprenda coisas muito interessantes nesta disciplina e nas outras que estará fazendo. Esperamos que a aprendizagem de Psicologia desperte o seu entusiasmo e que este entusiasmo permaneça ao longo do curso e da sua vida profissional.


OS 40 ESTUDOS MARCANTES DA PSICOLOGIA ABORDADOS NO LIVRO DE R. HOCK

1. Gazzaniga, M. S. (1967) The split brain in man. Scientific American.
2. Rosenzweig, M. R., Bennett, E. L., & Diamond, M. C. (1972). Brain changes in response to experience. Scientific American.
3. Bouchard, T., Lykken, D., McGue, M., Segal, N., & Tellegen, A. (1990). Sources of human psychological differences: The Minnesota study of twins reared apart. Science.
4. Gibson, E., J., & Walk, R. D. (1960). The “visual cliff”. Scientific American.
5. Turnbull, C. M. (1961). Some observations regarding the experiences and behavior of the BaMbuti Pygmies. American Journal of Psychology.
6. Dement, W. (1960). The effect of dream deprivation. Science.
7. Hobson, J. A., & McCarley, R. W. (1977). The brain as a dream-state generator: An activation-synthesis hypothesis of the dream process. American Journal of Psychiatry.
8. Spanos, N. P. (1982). Hypnotic behavior: A cognitive, social, psychological perspective. Research Communications in Psychology, Psychiatry, and Behavior.
9. Pavlov, I. P. (1927). Conditioned Reflexes. Oxford University Press.
10. Watson, J. B., & Rayner, R. (1920). Conditioned emotional responses. Journal of Experimental Psychology.
11. Skinner, B. F. (1948). Superstition in the pigeon. Journal of Experimental Psychology.
12. Bandura, A., Ross, D., & Ross, S. A. (1961). Transmission of aggression through imitation of aggressive models. Journal of Abnormal and Social Psychology.
13. Rosenthal, R., & Jacobson, L. (1966). Teacher’s expectanciesÇ Determinates of pupils’ IQ gains. Psychological Reports.
14. Gardner, H. (1983). Frames of mind: The theory of multiple intelligences. New York: Basic Books.
15. Tolman, E. C. (1948). Cognitive maps in rats and men. Psychological Review.
16. Loftus, E. F. (1975). Leading questions and the eyewitness report. Cognitive Psychology.
17. Harlow, H. F. (1958). The nature of love. American Psychologist.
18. Piaget, J. (1954). The development of object conceptÇ The construction of reality in the child (pp. 3-96). New York: Basic Books.
19. Kohlberg, L. (1963). The development of children’s orientations toward a moral order: Sequence in the development of moral thought. Vita Humana.
20. Langer, E. J., & Rodin, J. (1976). The effects of choice and enhanced personal responsibility for the aged: A field experiment in an institution setting. Journal of Personality and Social Psychology.
21. Masters, W. H., & Johnson, V. E. (1966). Human sexual response. Boston: Little Brown.
22. Ekman, P., & Friesesn, W. V. (1967). Constants across cultures in the face and emotion. Journal of Personality and Social Psychology.
23. Holmes, T. H., & Rahe, R. H. (1967). The social readjustment rating scale. Journal of Psychosomatic Research.
24. Festinger, L. & Carlsmith, J. M. (1959). Cognitive consequences of forced compliance. Journal of Abnormal and Social Psychology.
25. Rotter, J. B. (1966). Generalized expectancies for internal versus external control of reinforcement. Psycological Monographs.
26. Bem, S. L. (1974). The measurement of psychological androginy. Journal of Consulting and Clinical Psychology.
27. Friedman, M. & Rosenman, R. H. (1959). Association of specific overt behavior pattern with blood and cardiovascular findings. Journal of the American Medical Association.
28. Triandis, H., Bontempo, R., Villareal, M., Asai, M., & Lucca, N. (1988). Individualism and collectivism: Cross-cultural perspectives on self-ingroup relationships. Journal of Personality and Social Psychology.
29. Rosenhan, D. L. (1973). On being sane on insane places. Science.
30. Freud, A. (1946). The ego and the mechanisms of defense. New York: International University Press.
31. Seligman, M. E. P., & Maier, S. F. (1967). Failure to escape traumatic shock. Journal of Experimental Psychology.
32. Calhoun, J. B. (1962). Population density and social pathology. Scientific American.
33. Smith, M. L., & Glass, G. V. (1977). Meta-analysis of psychotherapy outcome studies. American Psychologist.
34. Wolpe, J. (1961). The systematic desensitization treatment of neuroses. Journal of Nervous and Mental Diseases.
35. Rorschach, H. (1942). Psychodiagnostics: A diagnostic test based on perception. New York: Grune & Stratton.
36. Murray, H. A. (1938). Explorations in personality (pp. 531-545). Oxford University Press.
37. LaPiere, R. T. (1934). Attitudes and Actions. Social Forces.
38. Asch, S. E. (1955). Opinions and social pressure. Scientific American.
39. Darley, J. M., & Latané, B. (1968). Bystander intervention in emergencies: Diffusion of responsibility. Journal of Personality and Social Psychology.
40. Milgram. S. (1963). Behavioral study of obedience. Journal of Abnormal and Social Psychology.