3. ÁREA DE ESTUDO

3.1. Bacia do Médio e Baixo Tietê

    O rio Tietê atravessa praticamente todo o território paulista, desde a Serra do Mar até o rio Paraná, sendo seu comprimento total, cerca de 1,15 mil Km. Por apresentar trechos muito desnivelados ao longo de seu curso, ele tem sido aproveitado para a construção de barragens destinadas à produção de energia elétrica.

    O Rio Tietê pode ser dividido em quatro trechos: Alto Tietê, Médio Tietê Superior, Médio Tietê Inferior e Baixo Tietê.

    No presente estudo, a área enfocada localiza-se no Médio e Baixo Tietê. A área de drenagem da Bacia do Médio Tietê Superior é de 7.070 Km2, englobando 15 municípios. A do Médio Tietê Inferior é de 23.700 Km2, com 65 municípios e três reservatórios: Ibitinga, Bariri e Promissão. A bacia do Baixo Tietê Inferior tem uma área de drenagem de 13.655 Km2, com 32 municípios e dois reservatórios: Nova Avanhandava e Três Irmãos.

3.2. Bacia do Vale do Rio Doce

    A Bacia do Rio Doce está localizada a sudeste de Minas Gerais compreendendo uma área de drenagem de 83.400 km2, dos quais 86% pertencem ao estado mineiro e 14% ao Espírito Santo. Segundo Mello (1997) possui 222 municípios e sua população é de cerca de 3,1 milhões de habitantes.

    A área estudada, formada pela "Depressão Interplanáltica do Vale do Rio Doce", pertence à região político-administrativa do Vale do Rio Doce (CETEC, 1981).

    É uma região de grande importância econômica para o Estado e o País, por constituir um extenso pólo industrial conhecido como Zona Metalúrgica ou "Vale do Aço", onde se encontram importantes usinas siderúrgicas.

    O sistema de lagos do Vale do Rio Doce é constituído por cerca de 160 corpos lacustres preservados (entre os rios Piracicaba e Doce), estando cerca de 50 deles situados dentro do Parque Estadual do Rio Doce (PERD).

    O Parque Estadual do Rio Doce possui uma área de 35.974 ha. abrangendo parte dos municípios de Marliéria, Timóteo e Dionísio. Seu sistema hídrico ocupa cerca de 6% de sua área. O limite noroeste é feito pelo Rio Piracicaba e o leste pelo Rio Doce, fazendo fronteira com centros urbanos, áreas agropastoris e extensos cultivos de eucalipto da Companhia Agrícola Florestal (CAF).

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