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Gisele Bicaletto - Publicado em 05-02-2026 13:00
Dor em crianças e adolescentes é tema de pesquisa
Crianças e adolescentes responderão questionários e passarão por coleta de dados (Foto: Pixabay)
Crianças e adolescentes responderão questionários e passarão por coleta de dados (Foto: Pixabay)
Entre 20 e 45% das crianças brasileiras convivem com algum tipo de dor musculoesquelética. Esta é uma constatação de estudo que também indica que crianças e adolescentes com dores crônicas têm, frequentemente, mais sintomas depressivos e ansiedade, que comprometem suas atividades sociais e escolares, além da baixa qualidade de sono e de vida. É neste cenário que uma pesquisa de mestrado em Fisioterapia da UFSCar pretende atuar, adaptando para o Português brasileiro dois questionários internacionais que compreendem crenças e conhecimentos sobre dores em crianças e adolescentes. 

A pesquisa é conduzida pela mestranda Bianca Emanuelli Saes Campanha, sob orientação de Thais Cristina Chaves, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade. Estes questionários são utilizados para avaliar a eficiência de um tratamento não farmacológico para a dor crônica, chamado Educação em Ciência da Dor. "No entanto, eles existem apenas na língua inglesa. Para que possamos, no futuro, realizar tratamentos eficientes, é preciso realizar essa primeira etapa de traduzir e adaptar esses instrumentos de avaliação para a língua portuguesa e para o contexto das crianças e adolescentes brasileiros", define Chaves sobre a importância do estudo.

Para desenvolver a pesquisa, os pesquisadores estão convidando crianças, de 8 a 12 anos, e adolescentes, entre 13 e 17 anos, que tenham dor musculoesquelética ou dor de cabeça, há, pelo menos, três meses. Os participantes responderão questionários e participarão de uma coleta de dados presencial. Os pais/responsáveis também são convidados a preencherem alguns questionários, mas isso não é obrigatório para que a criança/adolescente participe.

As pessoas interessadas em participar do estudo devem entrar em contato com a pesquisadora pelo Whatsapp (19) 99010-4212 (Bianca). Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 91636125.6.3001.5440).