Notícia
Adriana Arruda
- Publicado em
05-03-2026
13:00
Observatório Astronômico da UFSCar lança catálogo de meteoritos
O Observatório Astronômico da UFSCar publicou a primeira versão do Catálogo da coleção de meteoritos e impactitos, disponível em seu site. O documento sistematiza informações sobre os 50 itens que compõem o acervo, incluindo classificação, procedência, características físicas e contexto de obtenção, além de registros fotográficos de cada exemplar. Com isso, auxilia na preservação e na difusão do conhecimento associado aos itens e no uso do acervo em projetos de ensino, educação e extensão da UFSCar.
A coleção reúne fragmentos de meteoritos como o NWA 11273, de origem lunar; o Chelyabinsk, cuja queda deixou milhares de feridos na Rússia em 2013; o Tatahouine, associado ao asteroide 4 Vesta; e o geraisito, primeiro e único tectito identificado no Brasil, descoberto em 2023, no norte de Minas Gerais. Também integra o acervo um fragmento do meteorito Porangaba, cuja queda foi registrada na cidade homônima, em 2015.
A elaboração envolveu a equipe multidisciplinar do Grupo de Astronomia da UFSCar (GAUFSCar), formada por estudantes e profissionais da UFSCar e da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Coordenadoria de Articulação de Programas de Treinamento e Acompanhamento Acadêmico (CAPTA), da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) da UFSCar, no âmbito do subprograma "Treinamento dos Estudantes de Graduação". A coordenação foi do mestre Victor Lima, físico e técnico-administrativo em Educação do Núcleo de Formação de Professores (NFP) da UFSCar, e de Gabriel Gonçalves, doutor em Química pela USP.
Segundo Lima, a coleção possui exemplares de proporções medianas, de até 8,8 cm e 112 gramas, e engloba diferentes tipos de itens: meteoritos condritos, acondritos e metálicos, além de vidros de impacto e fragmentos de crateras e de prováveis crateras. "Cerca de 20% dos meteoritos e 50% dos impactitos da coleção têm associação com quedas que ocorreram no Brasil, Peru ou Argentina, o que indica a importância da coleção para o presente e para o futuro da ciência brasileira e latino-americana", situa.
Ele ressalta que a consolidação da coleção é resultado de um trabalho iniciado há mais de uma década. "As primeiras doações foram recebidas entre 2013 e 2016, algumas inclusive antes da inauguração do edifício do Observatório, em 2015. O catálogo reúne registros fotográficos e informações-chave de cada um dos 50 itens, além de indicar materiais técnico-científicos para quem quiser se aprofundar no estudo dos exemplares", relata.
De acordo com Gonçalves, o catálogo representa um passo importante na consolidação do acervo como patrimônio científico e educativo. "A coleção possui itens com significativo valor científico, reunindo exemplares que permitem discutir a formação e a evolução do Sistema Solar, processos colisionais que ocorrem no meio interplanetário, características da atmosfera terrestre e a própria história geológica do planeta Terra", destaca.
Além de organizar as informações técnicas, a iniciativa amplia o acesso público a dados confiáveis sobre os exemplares em exposição e contribui para a rastreabilidade e integridade do acervo. Também abre caminhos para a regulamentação de políticas de curadoria e empréstimo de peças.
"Por fim, entendo que a elaboração do catálogo fortalece o papel do Observatório enquanto espaço de ensino, pesquisa e extensão, ao mesmo tempo que ressalta as atuações da UFSCar e da USP como instituições comprometidas com a difusão do conhecimento científico. Além de ser uma ferramenta de gestão, é uma expressão da expansão do acervo e de seu potencial acadêmico e social", finaliza Gonçalves.
Além da página da coleção no site, o público pode conhecer os meteoritos e impactitos presencialmente durante os eventos abertos promovidos ao longo do ano, no Campus São Carlos da UFSCar. Em 2026, as atividades estão previstas para ocorrer uma vez ao mês, de março a dezembro. Informações sobre visitação e o calendário completo estão disponíveis na página do Observatório Astronômico da UFSCar, em https://www.observatorio.ufscar.br/visitas.
A coleção reúne fragmentos de meteoritos como o NWA 11273, de origem lunar; o Chelyabinsk, cuja queda deixou milhares de feridos na Rússia em 2013; o Tatahouine, associado ao asteroide 4 Vesta; e o geraisito, primeiro e único tectito identificado no Brasil, descoberto em 2023, no norte de Minas Gerais. Também integra o acervo um fragmento do meteorito Porangaba, cuja queda foi registrada na cidade homônima, em 2015.
A elaboração envolveu a equipe multidisciplinar do Grupo de Astronomia da UFSCar (GAUFSCar), formada por estudantes e profissionais da UFSCar e da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Coordenadoria de Articulação de Programas de Treinamento e Acompanhamento Acadêmico (CAPTA), da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) da UFSCar, no âmbito do subprograma "Treinamento dos Estudantes de Graduação". A coordenação foi do mestre Victor Lima, físico e técnico-administrativo em Educação do Núcleo de Formação de Professores (NFP) da UFSCar, e de Gabriel Gonçalves, doutor em Química pela USP.
Segundo Lima, a coleção possui exemplares de proporções medianas, de até 8,8 cm e 112 gramas, e engloba diferentes tipos de itens: meteoritos condritos, acondritos e metálicos, além de vidros de impacto e fragmentos de crateras e de prováveis crateras. "Cerca de 20% dos meteoritos e 50% dos impactitos da coleção têm associação com quedas que ocorreram no Brasil, Peru ou Argentina, o que indica a importância da coleção para o presente e para o futuro da ciência brasileira e latino-americana", situa.
Ele ressalta que a consolidação da coleção é resultado de um trabalho iniciado há mais de uma década. "As primeiras doações foram recebidas entre 2013 e 2016, algumas inclusive antes da inauguração do edifício do Observatório, em 2015. O catálogo reúne registros fotográficos e informações-chave de cada um dos 50 itens, além de indicar materiais técnico-científicos para quem quiser se aprofundar no estudo dos exemplares", relata.
De acordo com Gonçalves, o catálogo representa um passo importante na consolidação do acervo como patrimônio científico e educativo. "A coleção possui itens com significativo valor científico, reunindo exemplares que permitem discutir a formação e a evolução do Sistema Solar, processos colisionais que ocorrem no meio interplanetário, características da atmosfera terrestre e a própria história geológica do planeta Terra", destaca.
Além de organizar as informações técnicas, a iniciativa amplia o acesso público a dados confiáveis sobre os exemplares em exposição e contribui para a rastreabilidade e integridade do acervo. Também abre caminhos para a regulamentação de políticas de curadoria e empréstimo de peças.
"Por fim, entendo que a elaboração do catálogo fortalece o papel do Observatório enquanto espaço de ensino, pesquisa e extensão, ao mesmo tempo que ressalta as atuações da UFSCar e da USP como instituições comprometidas com a difusão do conhecimento científico. Além de ser uma ferramenta de gestão, é uma expressão da expansão do acervo e de seu potencial acadêmico e social", finaliza Gonçalves.
Além da página da coleção no site, o público pode conhecer os meteoritos e impactitos presencialmente durante os eventos abertos promovidos ao longo do ano, no Campus São Carlos da UFSCar. Em 2026, as atividades estão previstas para ocorrer uma vez ao mês, de março a dezembro. Informações sobre visitação e o calendário completo estão disponíveis na página do Observatório Astronômico da UFSCar, em https://www.observatorio.ufscar.br/visitas.