Notícia
Gisele Bicaletto
- Publicado em
31-03-2026
13:00
Pesquisa oferece tratamento gratuito para artrose de joelho
Compreender melhor os fatores biomecânicos associados à dor e à funcionalidade em indivíduos com osteoartrite de joelho. Esta é a importância central de uma pesquisa de doutorado em Fisioterapia realizada na UFSCar. O estudo pretende analisar o efeito da flexibilidade na amplitude de movimento de quadril na sensibilidade à dor em indivíduos com osteoartrite (OA), de joelho, mais conhecida como artrose. Para isso, pessoas que tenham o problema estão sendo convidadas para avaliações e tratamento gratuitos no Laboratório de Análise da Função Articular (LAFAr) da Universidade.
O estudo é conduzido pela doutoranda Marialice Gyaraki da Silva, sob orientação da de Stela Marcia Mattiello, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar. A pesquisadora explica que o quadril exerce um papel fundamental no controle biomecânico do membro inferior. "Alterações na força e na mobilidade dos músculos do quadril podem levar a compensações durante o movimento, como aumento da rotação interna e adução do fêmur. Essas alterações modificam a distribuição de cargas na articulação do joelho, podendo aumentar o estresse sobre estruturas articulares e, consequentemente, contribuir para dor e disfunção, especialmente em indivíduos com osteoartrite de joelho".
A OA de joelho é um distúrbio musculoesquelético que afeta a cartilagem articular e outras estruturas das articulações. Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que a sua incidência e prevalência possa ser aumentada, a partir da quarta e sexta décadas da vida. A dor é a queixa principal dos sujeitos acometidos, além da diminuição da força dos músculos da coxa e, portanto, prejuízo no equilíbrio, podendo acarretar maior risco de quedas e fraturas. O exercício físico orientado é uma das principais formas de tratamento para minimizar a dor e melhorar a função do membro acometido pela OA.
A pesquisadora aponta que é importante compreender os fatores biomecânicos associados à dor e à funcionalidade em indivíduos com OA de joelho. Além disso, Silva aponta que o estudo pode contribuir para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais eficazes, direcionadas não apenas ao joelho, mas também ao quadril, promovendo um tratamento mais global e baseado em evidências. A expectativa, inclusive, é que o protocolo de intervenção baseado na flexibilidade e função do quadril promova redução da dor, melhora da funcionalidade e aumento da amplitude de movimento. "Na prática clínica, esses resultados poderão orientar fisioterapeutas na elaboração de programas de reabilitação mais eficazes, incorporando estratégias voltadas ao quadril no tratamento da artrose de joelho", complementa a doutoranda.
Participantes
Para desenvolver o projeto, a pesquisadora convida pessoas, entre 40 e 80 anos, que tenham diagnóstico de OA de joelho e que tenham dor na articulação há, pelo menos, três meses. Os participantes passarão por avaliações da dor e da função física, análise biomecânica do movimento e por tratamento fisioterapêutico presencial duas vezes por semana, durante três meses. Os voluntários não podem podem ter realizado cirurgias ou procedimentos invasivos no joelho; não ter lesões ligamentares e tendinopatias; não ter diagnóstico OA de quadril; e nem ter feio infiltração de corticóides no joelho e quadril nos últimos seis meses.
As pessoas interessadas em participar podem preencher este formulário ou entrarem em contato pelo telefones (16) 99301-5871 ou (16) 3351-8031. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 93133025.0.0000.5504).
O estudo é conduzido pela doutoranda Marialice Gyaraki da Silva, sob orientação da de Stela Marcia Mattiello, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar. A pesquisadora explica que o quadril exerce um papel fundamental no controle biomecânico do membro inferior. "Alterações na força e na mobilidade dos músculos do quadril podem levar a compensações durante o movimento, como aumento da rotação interna e adução do fêmur. Essas alterações modificam a distribuição de cargas na articulação do joelho, podendo aumentar o estresse sobre estruturas articulares e, consequentemente, contribuir para dor e disfunção, especialmente em indivíduos com osteoartrite de joelho".
A OA de joelho é um distúrbio musculoesquelético que afeta a cartilagem articular e outras estruturas das articulações. Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que a sua incidência e prevalência possa ser aumentada, a partir da quarta e sexta décadas da vida. A dor é a queixa principal dos sujeitos acometidos, além da diminuição da força dos músculos da coxa e, portanto, prejuízo no equilíbrio, podendo acarretar maior risco de quedas e fraturas. O exercício físico orientado é uma das principais formas de tratamento para minimizar a dor e melhorar a função do membro acometido pela OA.
A pesquisadora aponta que é importante compreender os fatores biomecânicos associados à dor e à funcionalidade em indivíduos com OA de joelho. Além disso, Silva aponta que o estudo pode contribuir para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais eficazes, direcionadas não apenas ao joelho, mas também ao quadril, promovendo um tratamento mais global e baseado em evidências. A expectativa, inclusive, é que o protocolo de intervenção baseado na flexibilidade e função do quadril promova redução da dor, melhora da funcionalidade e aumento da amplitude de movimento. "Na prática clínica, esses resultados poderão orientar fisioterapeutas na elaboração de programas de reabilitação mais eficazes, incorporando estratégias voltadas ao quadril no tratamento da artrose de joelho", complementa a doutoranda.
Participantes
Para desenvolver o projeto, a pesquisadora convida pessoas, entre 40 e 80 anos, que tenham diagnóstico de OA de joelho e que tenham dor na articulação há, pelo menos, três meses. Os participantes passarão por avaliações da dor e da função física, análise biomecânica do movimento e por tratamento fisioterapêutico presencial duas vezes por semana, durante três meses. Os voluntários não podem podem ter realizado cirurgias ou procedimentos invasivos no joelho; não ter lesões ligamentares e tendinopatias; não ter diagnóstico OA de quadril; e nem ter feio infiltração de corticóides no joelho e quadril nos últimos seis meses.
As pessoas interessadas em participar podem preencher este formulário ou entrarem em contato pelo telefones (16) 99301-5871 ou (16) 3351-8031. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 93133025.0.0000.5504).