Notícia
Gisele Bicaletto
- Publicado em
28-05-2026
10:00
Estudo avalia plantas medicinais para tratar fogacho da menopausa
Os fogachos são um dos sintomas mais recorrentes da menopausa, afetando cerca de 73% das mulheres. Eles podem comprometer o sono, o humor e até o desempenho profissional, tornando-se um grande desafio para a qualidade de vida. O tratamento convencional é feito por meio de reposição hormonal, mas encontrar novas formas de aliviar os sintomas é essencial para apoiar as mulheres que enfrentam o problema. Por isso, uma pesquisa da UFSCar pretende avaliar a eficácia do uso de plantas medicinais no tratamento dessas ondas de calor.
O projeto integra o tema do pós-doutorado de Patricia Correa Dias, inscrita no Programa de Pós-Doutorado da Pró-Reitoria de Pesquisa da UFSCar, com auxílio da doutoranda Rita Cristina Cotta Alcântara, estudante do Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (PIPGCF), ambas sob orientação de Gerson Jhonatan Rodrigues, docente do Departamento de Ciências Fisiológicas (DCF) da UFSCar. Os pesquisadores explicam que a Terapia de Reposição Hormonal (TRH), mais usada para combater os sintomas da menopausa, "pode aumentar os riscos de câncer de mama, ovário e endométrio, além de trombose e AVC, naquelas mulheres com predisposição ou fatores de risco". Nesse contexto, a fitoterapia surge como alternativa promissora. "Além de apresentar menos efeitos adversos, é reconhecida pelo Sistema Único de Saúde como prática integrativa e complementar", reforça. Rodrigues comenta, também, que plantas como a amora-preta e o Dong Quai já têm histórico de uso tradicional e estudos preliminares sugerem benefícios metabólicos e anti-inflamatórios.
A atual pesquisa pretende conduzir um ensaio clínico para avaliar a eficácia dessas plantas - tinturas de Morus nigra (amora-preta) e Angelica sinensis (Dong Quai) - no alívio dos fogachos, comparando os resultados com um grupo placebo, buscando alternativas seguras e eficazes para mulheres que sofrem com os sintomas. De acordo com o orientador do estudo, a expectativa é que as tinturas reduzam a frequência e intensidade dos fogachos, melhorem a qualidade de vida e forneçam evidências científicas para uso seguro da fitoterapia. "Na prática, isso pode abrir caminho para novas opções terapêuticas para mulheres que não podem ou não desejam usar hormônios", destaca Rodrigues.
Além de todo o rigor científico do estudo, o professor reforça que a pesquisa avaliará não apenas os sintomas, mas também qualidade de vida, risco cardiovascular e parâmetros laboratoriais, oferecendo uma visão ampla dos efeitos das plantas medicinais no tratamento das mulheres.
Voluntárias
Para desenvolver o projeto, são convidadas mulheres, entre 40 e 65 anos, que não tenham fluxo menstrual há mais de 12 meses, e que sintam os fogachos. As voluntárias participarão de avaliações presenciais na UFSCar, incluindo questionários, exames antropométricos e coleta de sangue no início e no fim do período. O tratamento fitoterápico será realizado durante oito semanas e haverá acompanhamento contínuo para garantir segurança e esclarecer dúvidas. As participantes não podem estar realizando terapia hormonal nos últimos seis meses e nem ter doenças renais, hepáticas ou câncer. São ofertadas 45 vagas para participação no estudo e as pessoas interessadas devem se inscrever até o dia 15 de junho por este formulário. Outras informações podem ser solicitadas pelo whatsapp (91) 99991-9917. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 90485525.1.0000.5504).
O projeto integra o tema do pós-doutorado de Patricia Correa Dias, inscrita no Programa de Pós-Doutorado da Pró-Reitoria de Pesquisa da UFSCar, com auxílio da doutoranda Rita Cristina Cotta Alcântara, estudante do Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (PIPGCF), ambas sob orientação de Gerson Jhonatan Rodrigues, docente do Departamento de Ciências Fisiológicas (DCF) da UFSCar. Os pesquisadores explicam que a Terapia de Reposição Hormonal (TRH), mais usada para combater os sintomas da menopausa, "pode aumentar os riscos de câncer de mama, ovário e endométrio, além de trombose e AVC, naquelas mulheres com predisposição ou fatores de risco". Nesse contexto, a fitoterapia surge como alternativa promissora. "Além de apresentar menos efeitos adversos, é reconhecida pelo Sistema Único de Saúde como prática integrativa e complementar", reforça. Rodrigues comenta, também, que plantas como a amora-preta e o Dong Quai já têm histórico de uso tradicional e estudos preliminares sugerem benefícios metabólicos e anti-inflamatórios.
A atual pesquisa pretende conduzir um ensaio clínico para avaliar a eficácia dessas plantas - tinturas de Morus nigra (amora-preta) e Angelica sinensis (Dong Quai) - no alívio dos fogachos, comparando os resultados com um grupo placebo, buscando alternativas seguras e eficazes para mulheres que sofrem com os sintomas. De acordo com o orientador do estudo, a expectativa é que as tinturas reduzam a frequência e intensidade dos fogachos, melhorem a qualidade de vida e forneçam evidências científicas para uso seguro da fitoterapia. "Na prática, isso pode abrir caminho para novas opções terapêuticas para mulheres que não podem ou não desejam usar hormônios", destaca Rodrigues.
Além de todo o rigor científico do estudo, o professor reforça que a pesquisa avaliará não apenas os sintomas, mas também qualidade de vida, risco cardiovascular e parâmetros laboratoriais, oferecendo uma visão ampla dos efeitos das plantas medicinais no tratamento das mulheres.
Voluntárias
Para desenvolver o projeto, são convidadas mulheres, entre 40 e 65 anos, que não tenham fluxo menstrual há mais de 12 meses, e que sintam os fogachos. As voluntárias participarão de avaliações presenciais na UFSCar, incluindo questionários, exames antropométricos e coleta de sangue no início e no fim do período. O tratamento fitoterápico será realizado durante oito semanas e haverá acompanhamento contínuo para garantir segurança e esclarecer dúvidas. As participantes não podem estar realizando terapia hormonal nos últimos seis meses e nem ter doenças renais, hepáticas ou câncer. São ofertadas 45 vagas para participação no estudo e as pessoas interessadas devem se inscrever até o dia 15 de junho por este formulário. Outras informações podem ser solicitadas pelo whatsapp (91) 99991-9917. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 90485525.1.0000.5504).