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Adriana Arruda - Publicado em 02-10-2026 10:30
Docente da UFSCar recebe prêmio por pesquisa em geossintéticos
Natália de Souza Correia e Yoshihisa Miyata, da National Defense Academy of Japan (Foto: IGS)
Natália de Souza Correia e Yoshihisa Miyata, da National Defense Academy of Japan (Foto: IGS)
A professora Natália de Souza Correia, do Departamento de Engenharia Civil (DECiv) da UFSCar, recebeu, em setembro, o IGS Award - Technical Publications, concedido pela International Geosynthetics Society (IGS). A entrega ocorreu durante a 13th International Conference on Geosynthetics (13 ICG), realizada em Montreal, no Canadá.

Concedido a cada quatro anos, o prêmio destaca contribuições técnico-científicas de destaque para o desenvolvimento da área de geossintéticos, materiais à base de polímeros usados em obras para reforçar, drenar ou impermeabilizar solos e pavimentos. A premiação existe desde a década de 1990 e, no caso da professora da UFSCar, está relacionada à sua contribuição por meio de publicações e documentos técnicos sobre o comportamento de aderência de interfaces em revestimentos asfálticos reforçados com geossintéticos, além de estudos sobre fresagem e reciclagem em sistemas de pavimentos reforçados.

"Foi uma surpresa e uma emoção muito grande e, ao mesmo tempo, uma sensação de realização por uma trajetória de quase 20 anos dedicada à pesquisa em geossintéticos", afirma Correia. 

A docente atua na área de geossintéticos aplicados a pavimentos, com trabalhos desenvolvidos em parceria com pesquisadores brasileiros e estrangeiros. "Vejo o prêmio também como resultado de um trabalho coletivo, construído com alunos e colegas pesquisadores ao longo dos últimos anos. É também um reconhecimento à pesquisa brasileira e à contribuição que temos dado internacionalmente para o desenvolvimento dos geossintéticos", diz.

A premiação também remete à relação de Correia com o professor Benedito de Souza Bueno (in memoriam), da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), que foi seu orientador. "Comecei nessa área em 2008 com o professor Bueno, o último brasileiro a receber o IGS Award naquele mesmo ano. Por isso, receber esse reconhecimento 18 anos depois tem um significado muito especial para mim", conta.

"Esse reconhecimento é muito importante para o DECiv e para a UFSCar porque dá visibilidade internacional à pesquisa que desenvolvemos no Brasil. Este prêmio existe desde 1990 e apenas três brasileiros haviam ganho nesta categoria", avalia a docente. 

A cerimônia integrou a programação do 13 ICG, principal evento internacional dedicado à pesquisa e às aplicações de geossintéticos. O congresso reuniu pesquisadores, profissionais, empresas e instituições de diferentes países para discutir avanços científicos e tecnológicos na área.

A UFSCar esteve representada no evento também por pesquisadores e estudantes vinculados ao Laboratório de Geotecnia (LabGeo) e ao Grupo de Estudos em Geotecnia e Geossintéticos (GEGEOS), ampliando a presença da Universidade no debate internacional sobre pesquisa e aplicações em infraestrutura e geotecnia.